2012
XVI Jornadas Independentistas Galegas
Crise capitalista e insurreiçom popular
Compostela, 21 de abril de 2012
(CS O Pichel)
A profunda crise que afeta o centro do capitalismo ainda nom tocou fundo. Contrariamente às promessas dos governos, a situaçom continua a agravar-se. Os organismos internacionais do imperialismo e o eixo franco-alemám continuam a impor duríssimas medidas de “ajustamento” à classe trabalhadora, às mulheres e aos povos periféricos. Sob a justificaçom de reduçom do défice público, implementam-se cortes sociais e reformas laborais que empobrecem a maioria social fazendo recair sobre sobre a classe obreira, a juventude, mulheres e reformad@s as drásticas conseqüências das receitas neoliberais.
Tal como Karl Marx formulou no livro primeiro do Capital, a “lei geral, absoluta, da acumulaçom capitalista produz umha acumulaçom de miséria, proporcionada à acumulaçom do capital“.
Deste jeito, enquanto em 2011 o conjunto do povo trabalhador galego viu retroceder as suas condiçons materiais de vida, os seus direitos laborais mermados, as liberdades cerceadas, aumentar a pobreza e umha perda de “soberania” por mor da recentralizaçom política e económica por parte do imperialismo espanhol, a burguesia nom deixa de se enriquecer. Paradigmático e esclarecedor desta tendência é observar como Amáncio Ortega sobe até o quinto posto dos magnates mundiais na listagem da revista Forbes.
Enquanto o oligarca de Zara aumentou no último ano a sua fortuna em mais 6.500 milhons de dólares, na Galiza o salário médio nom supera os 900€, e no caso da juventude anda à roda dos 660€, ligeiramente por cima do SMI.
As políticas pactistas e conciliadoras do hegemónico reformismo político e sindical tem enormes responsabilidades no atual desarmamento ideológico e desmobilizaçom do movimento obreiro e popular, e nas grandes dificuldades para fazer frente à ofensiva burguesa.
Conhecer a fundo as caraterísticas da atual crise em pleno desenvolvimento é tam importante como dotar-se de umha estratégia coerente de luita popular anticapitalista. Para o seu sucesso é imprescindível a construçom de amplas ferramentas de organizaçom e combate.
Mas sem um forte partido comunista, sem organizaçons sociais de massas de orientaçom revolucionária, continuaremos retrocedendo e seremos incapazes de parar os pés do patronato.
A férrea ditadura da burguesia que se divisa no horizonte será realidade se a classe trabalhadora galega nom recupera a capacidade de resistência e combate que demonstrou há agora 40 anos, nas referenciais mobilizaçons de março e setembro de 1972, em Ferrol e Vigo, ponto de arranque do movimento obreiro galego e impulso de organizaçons revolucionárias com um projeto integral de luita.
A Revoluçom Galega é pois a única alternativa viável ao caos que vivemos. A Revoluçom Galega será resultado de umha insurreiçom nacional obreira e popular. Para podermos avançar na implementaçom destes objetivos, nom devemos desviar-nos nem distrair-nos em tarefas e iniciativas que nom se ajustam aos princípios desse roteiro.
A XVI ediçom das Jornadas Independentistas Galegas pretende contribuir para responder a algumhas das inquietaçons e desafios que inevitavelmente temos @s comunistas galeg@s temos que abordar e resolver no dia a dia da nossa atividade e intervençom.
Comité Central de Primeira Linha
Galiza, abril de 2012
:: Programa
Às 11 horas dá início a primeira palestra “A crise do capitalismo” com o economista argentino Jorge Beinstein e a catedrática emérita de Economia da Universidade Autónoma de Barcelona Miren Etxezarreta.
Às 16.30 horas começa a segunda sessom “A necessidade da insurreiçom popular” com Carlos Casanueva, secretário-geral do Movimento Continental Bolivariano (MCB) e membro do Partido Comunista do Chile, e Miguel Urbano Rodrigues, jornalista e militante do Partido Comunista Português.
As XVI serám clausuradas às 19.30 com o debate “Perspetivas da crise e desafios da luita popular” na que intervirám as quatro ponentes.











