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2011

XV Jornadas Independentistas Galegas

Saída revolucionária à crise capitalista

Compostela, 26 de março de 2011

(CS O Pichel)

A atual grave crise económica do capitalismo senil é mais profunda que as anteriores, porque está acompanhada por um conjunto de crises paralelas. A crise ecológica, a crise alimentar, a crise energética, imprimem umha maior gravidade a umha crise com projeçom e dimensom planetária do capitalismo global.

Mas, quais som as causas e a génese desta crise? Tem especificidades que a convertem em singular e completamente nova ou só é mais umha crise das que ciclicamente acompanham o desenvolvimento da economia de mercado?

A catástrofe económica que está a recair sobre os ombros da classe trabalhadora, dos povos e das mulheres está na sua fase inicial ou os sintomas de recuperaçom de algumhas economias de estados imperialistas e países emergentes já marcam umha mudança de tendência?

Tem consistência pensarmos que som cada vez mais claros e visíveis os sinais de que estamos a assistir à etapa final do sistema capitalista ou tam só à forma hegemónica cristalizada nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial?

Transitamos face o fim da etapa neoliberal, um caos sistémico, para umha crise de civilizaçom ou novamente a burguesia irá conseguir reconduzir a situaçom, impossibilitando o seu colapso demonstrando mais umha vez a sua enorme capacidade de recomposiçom?

Que capacidades de êxito tem a luita obreira, nacional e de género para inclinar a balança face o campo popular, quando ainda nom se recuperou do golpe demolidor que há duas décadas supujo a queda do campo soviético?

O incremento das luitas e revoltas populares que acompanham o processo em curso -ainda extremamente fracas para a gravidade da situaçom que padecemos- poderá transitar face vigorosas e radicais transformaçons que dem passagem a revoluçons de orientaçom socialista e anticapitalista?

O incremento do militarismo, da repressom, o corte de liberdades e direitos, poderá sufocar a luita emancipatória ou vai ser caldo de cultivo de falsas saídas populistas e fascistas que atrasem novamente a primavera revolucionária?

Existem fios condutores entre as greves gerais da Grécia e da Galiza, a perserverante resistência dos povos latino-americanos, e as revoltas que como rego de pólvora percorrem o norte de África e Oriente Médio?

Como avançarmos na construçom das ferramentas de luita e combate contra o capitalismo, para desenvolvermos um eficaz e atraente projeto comunista para o secúlo XXI?

Som inumeráveis as perguntas e dúvidas que a militáncia revolucionária tem que fazer-se na sua intervençom diária.

O descontentamento popular frente a um presente carregado de incertezas está a favorecer mais capacidade de intervençom e maior recetividade da alternativa marxista. Mas necessitamos fortalecer o rearmamento ideológico para afiançar o projeto rebelde e insurgente e desmascarar as manobras dos reformismos ainda hegemónicos no campo popular.

Sim sabemos que nos achamos numha etapa de enormes tempestades, que atravessamos umha etapa convulsa, mas também que o capitalismo ferido de morte nom vai morrer por si só. A subjetividade é determinante. A auto-organizaçom obreira, nacional e popular imprescindível.

Nom queremos reformar o capitalismo nem restringir a nossa atividade à reivindicaçom de melhorias económicas.

@s comunistas galeg@s apostamos na derrubada da sociedade de classes, para conseguir a independência nacional e destruir o patriarcado. Eis as três tarefas da Revoluçom Galega. Para podermos atingir estes ambiciosos objetivos -mais necessários e urgentes que nunca- há que avançar na construçom do partido comunista revolucionário.

A XV ediçom das Jornadas Independentistas Galegas pretende contribuir para responder a algumhas destas inquietaçons e dúvidas, assim como definir os nossos desafios.

Comité Central de Primeira Linha

Galiza, março de 2011

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:: Programa

Análise económica da crise capitalista

Francisco Ferrer, Seminário de economia crítica Taifa (Països Catalans)
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Interpretaçom política dos acontecimentos em curso

Ana Barradas,Conselho de redaçom da revista comunista portuguesa Política Operária
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Iñaki Gil de San Vicente, teórico marxista basco
Intervençom em vídeo[+]

Perspectivas de transformaçom

Ana Barradas, Francisco Ferrer, Iñaki Gil de San Vicente