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Candidaturas da esquerda soberanista do Sul da Galiza emitem manifesto contra a discriminaçom e pola plena igualdade

Terça-feira, 8 Março 2011

Coincidindo com o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora as mulheres das três candidaturas municipais de esquerda soberanista anticapitalista de Ponte Areias, Porrinho e Salvaterra de Minho realizárom domingo 6 de março um encontro.

Nesta reuniom foi aprovado um manifesto contra a discriminaçom e a prol da plena igualdade, acompanhado de um conjunto de 14 propostas programáticas a implementar nos Concelhos.

Ponte Areias de Esquerda, Porrinho de Esquerda e Salvaterra de Minho de Esquerda afirmam que “nom queremos, nem podemos deixar passar esta oportunidade de fazer ouvir as nossas propostas e necessidades, fazendo de este 8 de março umha data reivindicativa que denúncia todas as formas de opressom, exploraçom e dominaçom que padecemos polo único facto de sermos mulheres trabalhadoras galegas“.

As três candidaturas manifestam que o “projeto político do que formamos parte considera fundamental transformar de raíz a política institucional vigorante, combatendo o machismo em todas as suas formas e manifestaçons“. 

Reproduzimos integramente o Manifesto.

Manifesto contra a discriminaçom e a prol da plena igualdade

As mulheres que integramos as candidaturas municipais de esquerda soberanista e anticapitalista galega Salvaterra de Esquerda, Ponte Areias de Esquerda e Porrinho de Esquerda, realizamos domingo 6 de Março um encontro para analisar e debater a problemática específica que padecemos as mulheres por este sistema machista e patriarcal.

Com a crise capitalista nom só persistem as discriminaçons e opressons históricas, também se incrementam as desigualdades em todos os aspectos das nossas vidas. Sobre nós recai a responsabilidade de manter a economia familiar com menores ingressos; temos os piores trabalhos, os temporais e de menor salário; cobramos menos que os homens nos mesmos postos; com os salários tam baixos a possibilidade de separar-nos ou divorciar-nos esfuma-se; a falta de serviços sociais públicos ocasiona que sejamos nós as que adiquemos todo o nosso tempo “livre” ao cuidado da casa, das crianças e de familiares doentes e idosos; como consequência de todo isto as nossas pensions som e serám mínimas, no caso de ter “direito” a receber algumha; os nossos corpos seguem a ser considerados objectos e trofeus; a nossa sexualidade nom está reconhecida pois os nossos papeis na vida só podem ser dous: maes e esposas; sofremos a violência machista todos os dias de múltiplas formas, desde a verbal até a física; e assim poderiamos seguir numha interminável listagem.

Por todas estas razons negamo-nos a que o nosso espaço “natural” continue a ser a casa e o mundo privado.

Nós, as mulheres das candidaturas de Salvaterra de Esquerda, Porrinho de Esquerda e Ponte Areias de Esquerda, reclamamos o nosso direito a ocupar também o espaço público. Somos conscientes que a política é um âmbito tremendamente masculinizado, feito por homens e para homens.

Por isso nom queremos, nem podemos deixar passar esta oportunidade de fazer ouvir as nossas propostas e necessidades, fazendo de este 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, umha data reivindicativa que denúncia todas as formas de opressom, exploraçom e dominaçom que padecemos polo único facto de sermos mulheres trabalhadoras galegas.

O projecto político do que formamos parte considera fundamental transformar de raíz a política institucional vigorante, combatendo o machismo em todas as suas formas e manifestaçons.

É por isso que após ter avaliado a situaçom atual de Ponte Areias, Porrinho e Salvaterra comprometemo-nos a aplicar as seguintes propostas programáticas: 

 

  • 1. Elaboraçom e posta em andamento de um Plano de Igualdade.
  • 2. Políticas efectivas em prol da igualdade de oportunidades no âmbito laboral.
  • 3. Criaçom de políticas laborais específicas destinadas a fomentar a independência económica das mulheres. Establecerá-se também um plano concreto para mulheres afectadas pola violência machista.
  • 4. Promoçom de cooperativas de mulheres mediante ajudas e subsídios especiais de toda forma de trabalho cooperativo conformado exclusivamente por mulheres.
  • 5. Alargamento paulatino da rede de infantários públicos com horário flexível, adaptado ao mercado laboral.
  • 6. Criaçom de um serviço municipal de baby-sitters com apoio da Junta da Galiza, para atendimento e assistência das ciranças em casa.
  • 7. Criaçom de umha rede de andares gratuitos para as mulheres vítimas da violência machista e para seus filhos e filhas, se tiverem.
  • 8. Cursos de autodefessa para as mulheres, espcialmente para as adolescentes.
  • 9. Plano Municipal de Alfabetizaçom de Mulheres com o objectivo de erradicar o analfabetismo, atender á formaçom integral de adultas e introduzir a utilizaçom das novas tecnologias entre as mulheres com mais de 40 anos.
  • 10. Utilizaçom de umha linguagem nom sexista em todos os âmbitos públicos.
  • 11. Retirada de subsídios e ajudas a todos aqueles meios de comunicaçom que mostrarem umha imagem denigrante das mulheres.
  • 12. Criaçom de um Centro de Orientaçom sexual, especialmente dirigido as moças, mas nom só.
  • 13. Fomento de ajudas públicas ao associacionismo das mulheres.
  • 14. Fomento do desporto feminino de base.