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NÓS-UP manifesta oposiçom a qualquer intervençom militar imperialista na Líbia

Quarta-feira, 2 Março 2011

 Reproduzimos pola sua actualidade o comunicado emitido ontem por NÓS-Unidade Popular manifestando a sua oposiçom à intervençom imperialista nos conflitos da Península Arábiga e do norte da África.

NÓS-UP manifesta oposiçom a qualquer intervençom militar imperialista na Líbia

NÓS-Unidade Popular, organizaçom política da esquerda independentista, perante a actual conjuntura política que se está a viver na Península Arábiga e no norte de Africa, quer fazer públicas as seguintes consideraçons:

  • 1- As reivindicaçons de liberdade e justiça social, unidas ao fastio perante décadas de corrupçom e repressom, que percorre em forma de revolta popular os povos árabes do norte de África até o Golfo Pérsico, é umha boa notícia para a classe trabalhadora e os povos oprimidos do mundo.
  • 2- Da Galiza rebelde e combativa, apoiamos este furacám insurreccional que está a provocar a queda de governos ditatoriais aliados dos Estados Unidos e da Uniom Europeia, e protetores do Estado terrorista israelita.
  • 3- Primeiro foi a Tunísia, posteriormente o Egito, mas a revolta nom para de crescer e propagar-se de Marrocos à Arábia Saudita. A ordem imposta polo neocolonialismo na área após a Segunda Guerra Mundial está a quebrar. As monarquias feudais do Golfo Pérsico estám em perigo, a abalar. Israel manifesta temor polos acontecimentos em curso.
  • 4- No entanto, o imperialismo, inteligentemente, opta por aparentar apoiar os processos, quando o que unicamente pretende é recambiar as fichas desgastadas aplicando a lógica gatopardista de mudar algo para que todo continue na mesma.

Os povos da Tunísia e do Egito já se estám a dar conta da fraudulenta “revoluçom” que Ocidente promove como umha necessidade, quando até há uns meses mantinha relaçons privilegiadas com os ditadores.

  • 5- O atual governo líbio, após umha primeira fase de política interna de desenvolvimento económico do país e distribuiçom da riqueza, e a escala internacional de apoio às luitas pola emancipaçom e liberdade dos povos, nada tem em comum com o da revoluçom de 1969, para além de umha retórica sem conteúdo. Depois do castigo militar que Reagan impujo a Gadaffi em 1986, optou por umha conciliaçom com o imperialismo. Os multimilionários negócios com as multinacionais do pretróleo e o gás, a compra de armas, tem sido o fator determinante dos vínculos de amizade com Itália, Alemanha, Gram Bretanha e Espanha. Nada nos une, pois, a esse regime.
  • 6- A esquerda independentista galega nom apoia a repressom a que o regime do coronel Gadaffi submete as legítimas aspiraçons do seu povo, mas tampouco apoia umha intervençom militar estrangeira.
  • 7- A guerra civil que a Líbia padece nas últimas duas semanas é um conflito interno que deve ser resolvido exclusivamente polo povo líbio.
  • 8- Os meios de comunicaçom ocidentais estám a implementar umha estratégia desinformativa de massacres e genocídio que ainda nom mostrárom. Mediante umha combinaçom de sensacionalismo e grossa manipulaçom, só procuram um objetivo: preparar a opiniom pública para a justificaçom de umha operaçom militar imperialista sobre o norte de África com a escusa de “salvar vidas” e deter umha “crise humanitária”. Um novo engano como o das armas de “destruiçom maciça” que Saddan Hussein nunca tivo!
  • 9- A concentraçom das genocidas tropas ianques no Mediterráneo, à volta da VI Frota, e as contínuas declaraçons realizadas nos últimos dias por destacados representantes do governo norte-americano e de diversos estados europeus sobre a necessidade de umha intervençom, é umha preocupante notícia.
  • 10- NÓS-UP manifesta-se contrária a qualquer intervençom militar imperialista na Líbia. Aos Estados Unidos e à Uniom Europeia nom interessa o povo líbio, só pretendem apropriar-se diretamente do petróleo, gás e riquezas naturais desta naçom árabe.
  • 11- A soberania nacional e integridade territorial da Líbia devem ser garantida polos povos do mundo. A mobilizaçom social vai ser determinante para que os marines nom desembarquem sobre a Líbia. Apelamos ao povo trabalhador galego a estar alerta e a preparar-se para sair à rua a denunciar esta nova agressom imperialista.

 

Direçom Nacional de NÓS-UP

Galiza, 1 de março de 2011