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Programa estratégico

Sábado, 20 Novembro 2010

O objectivo final de Primeira Linha é a edificaçom a nível mundial da sociedade comunista. Isto é a sociedade na que nom exista exploraçom de nengum tipo e na qual o máximo grau de liberdade seja atingido por todos e cada um dos seres humanos.

A conquista deste sonho, que tem estado presente na mente dos seres humanos como um ideal ao longo de toda a história, nom é possível dum dia para outro. Se amanhá estalasse umha insurreiçom que acabasse com a dominaçom do Estado espanhol sobre o nosso país e o capitalismo atingisse a sua total ruína, ainda o objectivo do comunismo ficaria a umha distáncia considerável.

A sociedade comunista é umha realidade que nom vai cair do céu; haverá que construí-la com trabalho e perseverança ao longo do tempo, e é por isso que a nossa organizaçom insere a sua existência e actividade numha tradiçom de luita que nasceu nos meados do século XIX, exprimida fundamentalmente na doutrina e programa propostos por Karl Marx e Friedrich Engels. Continuada ao longo dos anos por tantos outros como V.I. Lenine, Rosa Luxemburgo, Clara Zetkin, Leon Trotsky, Benigno Álvares, Alexandra Kollontai, Mao Tse Tung, Ernesto Guevara, Ho Chi Minh, Moncho Reboiras, Luís Soto, Francisco Martins Rodrigues e milhons de homens e mulheres anónimos que combatêrom em já mais de 150 anos de caminho revolucionário.

Pouco é o que podemos dizer sobre como será essa sociedade de autênticos iguais, atrever-nos a fazer um prognóstico a tam longo prazo é um risco que possivelmente nos faria cair no ridículo de desenhar umha Utopia mais própria da literatura que da política revolucionária.

Mas o que sim podemos é repassar os erros e os ensinamentos da experiência histórica para os termos presentes no nosso caminhar.

2.1- O Estado

O Estado é em essência umha aparelho de coerçom nas maos da classe dominante num modo de produçom concreto. Essa coerçom tem que se dirigir contra os inimigos de classe.

No caso do Estado operário a coerçom tem que ir contra daquelas classes e fracçons que pretendam recuperar a dominaçom da que gozavam anteriormente, nomeadamente a burguesia. Mas nom só contra da velha burguesia derrocada pola revoluçom, mas também contra os novos elementos burgueses que podam surgir no período de transiçom pós-revolucionário.

É por isso obrigatório, apesar das dificuldades, que o Estado operário nascente tenha umha preocupaçom absoluta com manter umha dependência democrática da classe que di representar.

Nom podemos esquecer que o objectivo do Estado operário e a sua autodissoluçom no momento em que deixe de ser preciso exercer qualquer tipo de repressom sobre as classes possuidoras por terem deixado de existir.

Aliás, a experiência histórica tem-nos demonstrado que nos seus começos o Estado revolucionário vai ter que fazer frente nom só aos inimigos internos, mas também aos externos. Esta situaçom, que durante o tempo que exista obrigará a manter a capacidade coercitiva do Estado para repelir umha agressom externa, tem que ser combatida fundamentalmente mediante o apoio à expansom mundial do movimento revolucionário.

O programa comunista nom é apenas um programa político para aplicar num território ou Estado, é um programa integral para a emancipaçom da totalidade do género humano. Por este motivo, é umha obrigaçom para tod@ comunista apoiar a expansom e desenvolvimento do movimento revolucionário em todo o globo.

A história também nos ensinou o que acontece quando se pretende desenvolver um programa de transformaçom social no caminho do socialismo num território parcial do mundo ao tempo que se mantém umha “coexistência pacífica” com os estados burgueses. Graças a esta experiência, sabemos que nom há caminho nessa “coexistência pacífica” e que a revoluçom, para o seu triunfo definitivo, tem que ser mundial.

2.2- A liberdade

O fim último do comunismo é atingir o maior grau de liberdade possível. Lamentavelmente umha das ideias transmitidas no passado século é que os regimes políticos que erguiam como justificaçom a bandeira do comunismo costumavam ser ultra-repressivos.

Para além dos evidentes exageros e mentiras da propaganda reaccionária, nom podemos fechar os olhos a factos que demonstram que a degeneraçom burocrática do ideal comunista tinha muito pouco a ver com o ideal de liberdade.

Eis, portanto, umha outra ensinança da história que devemos aproveitar. A adopçom dumha atitude ultra-repressiva e burocrática do Estado operário pode supor umha involuçom absoluta e levar a umha derrota, dilatada no tempo mas com umha sobrecarga ideológica que exige um período de recuperaçom do movímento revolucionário que atinge várias décadas.

2.3- O trabalho

O objectivo d@s comunistas é atingir a maior quantidade de bem-estar possível, para o maior número de pessoas possíveis, durante a maior quantidade de tempo possível.

Literalmente estamos pola aboliçom do trabalho e a sua substituiçom pola actividade produtiva livre e voluntária. Possivelmente seja este um dos objectivos que menos se recordam da nossa doutrina e o mais difícil de atingir.

Durante o passado século a concorrência entre os blocos políticos capitalista e o denominado “socialismo real” forçou a que este ideal de aboliçom do trabalho ficara fora da agenda e aparecesse substituído por umha glorificaçom da actividade produtiva destinada à equiparaçom económica das potências socialistas com os países capitalistas.

O fruto desta concorrência foi o da edificaçom dum sistema produtivo altamente poluente e que por vezes nom apresentava uns níveis de exploraçom da força de trabalho muito diferentes dos das sociedades capitalistas.

O repto que temos @s comunistas e apresentar um modelo social no que a percepçom generalizada polo conjunto da classe trabalhadora é que vai viver melhor que no capitalismo.

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