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As forças vivas do regime inauguram num acto fechado ao público os dous primeiros edifícios da Cidade da Cultura

Sexta-feira, 14 Janeiro 2011

Os Príncipes espanhóis, a Ministra de Cultura espanhola, o Presidente da Cámara Municipal de Compostela, o Conselheiro de Cultura da Junta da Galiza, o próprio Presidente da Junta e algumha autoridade militar e religiosa formavam a comitiva que, afastada da presença do povo (se calhar por evitar protestos mais do que justificados) inaugurou os dous primeiros prédios da Cidade da Cultura, concretamente onde respeitivamente se localizará o arquivo e a biblioteca.

Um périplo polas construçons, uns discursos e umha “foto de família” foi o conteúdo dos fastos de inauguraçom de umhas obras ainda nom acabadas e que hipotecarám as arcas da CAG durante anos.

Esta obra megalómana, que se empreendeu no seu dia como a materializaçom de um capricho do ex -presidente da Junta, Fraga Iribarne, foi continuada por posteriores governos incluido o do PSOE-BNG, apesar das numerosas críticas polo enorme custo da obra e pola sua ainda nom demonstrada utilidade real, além da agressom ambiental e paisagística que supunha. Deve destacar-se que a esquerda independentista sempre reclamou a paralisaçom das obras e a correspondente auditoria para determinar quem se estava a lucrar com este projecto faraónico, além do arquitecto norte-americano Eisemann, quem em várias ocasions ameaçou com abandonar a aventura se nom se lhe pagavam as quantias de dinheiro que exigia.

Desde o ano 2000, primeiro como Assembleia Popular de Compostela, até os nossos dias, já como NÓS-Unidade Popular, a voz da esquerda independentista foi a única que sempre se escuitou clamar no mesmo sentido, governasse quem governasse na Cámara Municipal, na Junta, no Estado, ou em qualquer das instituiçons implicadas no financiamento dessa mole inútil.

Um outro aspecto a destacar é o pobre acolhimento popular que tivo esta inauguraçom. A própria imprensa pró-regime mostrava-se surpreendida de que, após a abertura ao público, nom se tenham produzido as avalanches de gente que se esperavam. Parece que, apesar da intensa propaganda a favor da Cidade da Cultura, o povo nom está disposto a entender ou fazer que entende este “luxo asiático”, num contexto de cortes sociais, desemprego e pobreza como o que estamos a viver.