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Repressom policial nom evita oposiçom popular à visita do Papa

Sexta-feira, 5 Novembro 2010

A presença de Bento XVI amanhá na capital da Galiza tem sido acompanhada polo endurecimento da implementaçom do binómio ocupaçom policial e censura mediática que o regime capitalista espanhol leva anos aplicando na capital da Galiza.

Este ano Jacobeu tem sido especialmente intenso e duro à hora de pór em andamento umha estratégia repressiva que procura aniquilar o movimento popular das ruas de Compostela mediante um intenso controlo social e repressom policial carregada de arbitrariedades, ameaças, abusos e anulaçom de direitos fundamentais da cidade que nom se submete ao que os partidos do regime consensuárom. A violenta repressom contra a esquerda independentista nas jornadas de 24 e 25 de Julho ainda estám frescas na memória e retina do movimento popular.

Embora PP, BNG e PSOE teimam em destruir o tecido associativo, condenar ao ostracismo as iniciativas populares, para assim construir sem oposiçom um modelo de cidade submisso, alienante, virado para o turismo e alheio às necessidades da vizinhança, a Compostela rebelde e combativa está viva.

Nestes meses tenhem sido numerosas e plurais as iniciativas que de formas diferentes manifestam a oposiçom de umha parte de Compostela à visita de Joshep Ratzinger.

Nom há bairro nem ruas onde nom esteja pendurada em janelas e varandas a bandeira “Eu nom te espero” editada pola Gentalha do Pichel.

Ruas e muros, embora de forma efémera, luzem palavras de ordem contra a visita do ex-nazi que ocupa a presidência do Vaticano.

Foi apresentada nos julgados umha denúcia contra o Papa vinculado com a pederastia e os abusos continuados a menores.

Na noite da quinta-feira 4 de Novembro centenares de pessoas secundárom umha mobilizaçom que nom poido sair da Alameda compostelana por mor da forte presença policial que impedia que a vizinhança congregada se manifestasse polas ruas da sua cidade. Posteriormente as forças de ocupaçom cargárom violentamente contra dúzias de manifestantes que após finalizar o protesto se dirigiam às suas casas com o resultado de várias pessoas feridas, entre elas um câmara de Galiza contrainfo.

 

Sábado 6 de Novembro a Rede Feminista Galega tem convocada concentraçom às 12 horas na Praça da Galiza e pola tarde em Teu há um programa lúdico-festivo contra a presença do chefe do integrismo católico na Galiza.

A continuaçom reproduzimos integramente o segundo comunicado emitido pola Assembleia Comarcal de Compostela de NÓS-UP denunciando os actos, assim como o vídeo da mobilizaçom de onte editado pol@s companheir@s de Galiza contrainfo.

A Assembleia Comarcal de Compostela de NÓS-UP quer mais umha vez manifestar a sua oposiçom a que as instituiçons públicas colaborem com a visita do chefe da Igreja Católica à capital do nosso País.

Quando por terceiro mês consecutivo o desemprego cresce na cidade e na comarca, superando já as 7.500 e 12.500 pessoas respectivamente, é um insulto ao povo trabalhador gastar mais de três milhons de euros em financiar a visita de Ratzinger.

Mas a este esbanjamento de recursos públicos há que acrescentar o estado de sítio que padece Compostela com mais de 6.000 polícias que violam os direitos básicos da vizinhança. Contróis policiais, registos de casas,limitaçom de movimentos, impossibilidade de manifestar posiçons contrárias à visita, convertem novamente Compostela numha cidade tomada polas forças repressivas espanholas.

NÓS-UP nom só denúncia que o Concelho de Compostela participe na organizaçom deste evento, a esquerda independentista considera umha burla a incoerência do discurso e prática dos partidos autodenominados “progressistas”.

Por um lado a plena implicaçom do PSOE no resplado ao show integrista de um Papa fundamentalista que legitima o machismo, a homofobia, a pederastia, a guerra e as desigualdades sociais. Mas também a hipocrisia e o oportunismo do BNG que co-governando a Cámara Municipal pretende também exercer de oposiçom.

NÓS-UP denúncia a imposibilidade de exercermos o direito à liberdade de expressom aos centos de pessoas que onte pola noite tentamos infrutuosamente manifestar-nos polas ruas da nossa cidade para denunciar que nós nom esperamos a Bento XVI.

A polícia espanhola nom só impediu que a manifestaçom saisse da Alameda, posteriormente, -quando já finalizara o protesto-, reprimiu com a violência extrema que caracteriza às forças de ocupaçom aos/às manifestantes que abandonavam a Alameda.

NÓS-UP solidariza-se com todas as pessoas feridas e contusionadas, especialmente com o jornalista de Galiza Contrainfo que cubria com profissionalidade este protesto, sem o qual nom seria possível acceder a umha parte importante das mobilizaçons populares que os meios de comunicaçom do sistema silenciam.