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Editorial “O Pedroso” nº 42

Quarta-feira, 27 Outubro 2010

Duas som as varas de medir empregadas polas actuais autoridades municipais à hora de aplicarem a sua gestom no concelho.

Paradigmática é a atitude mantida à volta do que, em sentido amplo, podemos denominar “liberdade de expressom”. PSOE-BNG estám há anos envolvidosnumha intensa cruzada contra o conjunto do movimento popular perseguindo todas aquelas iniciativas que nom estám sob a sua influência ou consideram ligadas a reivindicaçons que nom podem ou nom devem assumir.

Milhares de euros de multas e dúzias de arrestos domiciliários som o balanço de umha política inquisitorial que tenta há mais de umha década, infrutuosamente, tornar invisível a esquerda independentista e os movimentos sociais.

Embora os custos tenham sido duros para quem simplesmente nom capitulamos nem abraçamos este modelo de cidade excludente, a realidade constata que as sistemáticas campanhas de intoxicaçom e criminalizaçom de toda a reivindicaçom política e social que nom conta com o aval do regime nom lográrom o objectivo perseguido.

Se os meios de comunicaçom da burguesia censuram as iniciativas populares, se a cámara municipalimpossibilita realizar murais ou colocar faixas, se endurece a normativa na organizaçom de iniciativas populares como as cacharelas ou os magustos, aplicando condiçons ad hoc a NÓS-UP ou a Gentalha do Pichel, como pretendem que os muros da cidade nom deixem de exprimir as reivindicaçons?

Nom se podem lançar pedras à lua, como tampouco vam lograr impedir que a esquerda independentista se manifeste nas ruas e divulgue os seus posicionamentos. Há décadas que o fazemos e assim continuaremos até lograrmos os nossos objectivos. Que ninguém se engane!

Por muita polícia que trouxerem, por muita video-vigiláncia que instalarem, por muito controlo social que adoptarem, por muito estado de excepçom limitado que aplicarem, o turismo vai continuara encontrar umha cidade viva que aderiu maciçamente a greve geral, que nom apoia a visita do Papa, que está farta de tanta polícia espanhola, que quer trabalho digno e de qualidade, que quer desfrutar das suas ruas e praças.

 

Nom se pode permitir que o PSOE e o BNG multem a Gentalha do Pichel por instalar umha faixa em defesa da nossa língua no recinto concedido pola cámara municipal para organizar a cacharela do solstício de verao enquanto nas semanas prévias bandeiras espanholas ocupavam janelas, varandas e fachadas da cidade com total e absoluta impunidade.

A esquerda independentsita é contrária a qualquer regulaçom de um exercício democrático fundamental como a liberdade de expressom. Porém, nom pode ficar ao margem da política repressiva de Rajói, de decisons derivadas e condicionadas exclusivamente por excludentes parámetros ideológicos. Nom podemos permitir que a “liberdade de expressom” seja possível para instalar a bandeira espanhola mas nom se permite exercer à hora de instalar umha faixa em defesa do galego.

Sabemos que tanto Bugalho como a representaçom municipal do BNG som acérrimos inimigos do movimento popular. Que estas duas forças institucionais só corrigem as suas decisons como consequência da pressom exercida pola luita. Nós nisto nom vamos ceder. Mais de umha década de perseverante defesa das liberdades democráticas básicas assim o avaliam. 

 

A visita do Papa a Compostela é umha nova mostra do que denunciamos, a ausência de idênticos direitos para quem quer aplaudir o inquilino do Vaticano e para quem consideramos que as instituiçons públicas nom podem esbanjar milhons de euros em organizarem um evento religioso recortando os movimentos e os direitos democráticos da vizinhança.

Joseph Ratzinger tem o direito a vir à capital da Galiza mas as compostelanas e compostelanos nom temos porque aturar e muito menos pagar com os nossos impostos um show reaccionário carregado de intoleráncia e fanatismo.  

(Publicado no número 42 do vozeiro comarcal de NÓS-UP em Compostela O Pedroso)