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Mono Jojoy: um guerreiro formidável e um comunista exemplar

Quarta-feira, 29 Setembro 2010

Narciso Isa Conde

 

Homenagem a um formidável guerreiro pola paz

Que se multiplique o exemplo de dignidade do Mono Jojoy!

 

O comandante Jorge Briceño, conhecido carinhosamente como o Mono Jojoy, membro do Secretariado das FARC-EP, foi abatido em forma covarde e alevosa num bombardeio de alta tecnologia, especialmente dirigido contra a sua pessoa e contra os combatentes que o acompanhavam.

 

Nom houvo combate, pois a bravura e vigor de Jorge Briceño eram bem conhecidos e temidas polos pusilânimes generais colombianos, polo seu regime genocida, polo seu presidente criminoso e os seus assessores das tenebrosas CIA-Pentágono e Mossad   israelita.

 

Todo parece indicar, que ao igual que no caso de Raúl Reyes, estes verdugos da nova era imperialista empregárom as técnicas ultramodernas impessoais de extermínio: os rastrejos satelitais, os microchips, as bombas “inteligentes” de altíssima precisom e profundo calado, os avions espia nom tripulados e, finalmente umha enorme frota aérea e oitocentos efectivos.

 

A inovadora guerra aérea, desenvolvida por um império senil e terrorista, incorporou ao seu arsenal de métodos criminosos, o assassinato selectivo a distância; desta vez dirigido com sanha contra um guerreiro valente, um comunista consagrado, um bolivariano de pura saiba e um estratega imbatível no campo de batalha, digno discípulo do comandante de comandantes guerrilheiros: Manuel Marulanda Vélez.

 

Cresceu, cresceu, até a trascendência.

Jorge Briceño, desde a sua adolescência, optou por enfrentar a guerra suja cruelmente despregada polo Estado e a oligarquia colombiana contra o seu povo e especialmente contra a colectividade camponesa desse irmao país; e nom demorou, polo seu talento e arrojo, em se converter num dos alvos de ataque preferidos do lixo político e militar que governou a Colômbia durante décadas.

 

Filho de umha humilde família camponesa, nasceu com as guerrilhas, cresceu com a guerrilherada em zona baixo a sua influência, alfabetizou-se e formou-se intelectualmente nas guerrilhas e, passo a passo, sacrifício depois de sacrifício, cresceu, cresceu e desenvolveu-se como um destacado e formidável comandante do Exército do Povo.

 

Combinou a dureza imposta polo inimigo com a capacidade de amar aos seus e ao seu povo. A amplitude de olhar com a criatividade política e militar que os seus assassinos pretenderom ocultar com o estigma e a calúnia, dantes e após a sua morte física.

 

O conhecim quando visitei a “zona despejada” controlada polas FARC-EP a raiz dos “diálogos de paz” do Caguám,  justamente quando me encontrei por primeira vez com o camarada Manuel Marulanda.

 

Bonachom, alegre, jodedor, de expressons tajantes e profundas, sem ínfulas de herói apesar de sê-lo, soubo conquistar carinho e respecto bem ganhados no seio das tropas farianas, na   populaçom civil e nos movimentos sociais; nom só polo seu valor espartano e a sua extraordinária capacidade militar, senom sobretodo pola sua condiçom humana, a sua sabedoria política e a sua flexibilidade no tratamento da infinidade de problemas vinculados a sua liderança política-militar.

 

Perda sensível e significativo revés, sem consequências estratégicas

A perda deste guerreiro formidável foi extremamente sensível, mas de jeito nengum equivalente a um revés de impacto estratégico, nem sequer para o próprio bloco oriental de frentes guerrilheiros que nesse momento estava a comandar.

 

Dirigido fundamentalmente contra ele e a sua escolta, esse golpe selectivo resta-lhe às FARC-EP um chefe político-militar de altíssimo nível  e um conjunto de quadros e  combatentes integrados por uns 20 militantes. Mas evidentemente, como aconteceu em situaçons similares, as características do golpe nom implicam o desmantelamento da ampla rede guerrilheira dessa regiom, nem muito menos sua poderosa estrutura nacional.

 

As FARC-EP, estám integradas por milhares e milhares de combatentes, por centenas de comandantes experimentados e por numerosas unidades milicianas e centenas de milhares de militantes e simpatizantes civis.

 

As FARC souberom recuperar-se de muitos outros golpes similares e de situaçons piores. As suas raízes sociais e as causas do conflito armado som bem mais profundas e em grande parte perduráveis senom nom se opta pola mudança social, a democracia verdadeira, a justiça e a paz digna.

 

As FARC som da estirpe dos/as que nom se rendem nem se vendem, daqueles/as que nom fam da guerra um negócio sujo (como o caso dos seus inimigos a morte), senom dos que a entendem como médio para conquistar a paz e a justiça negada pola oligarquia, as máfias e o poder imperialista ao longo de 60 anos.

 

Umha guerra forçada e desgarradora: umha insurgência pola justiça e a paz.

As guerras e os seus protagonistas, incluídos as/os participantes nas guerras pola paz, nom só nom estám livres de excessos e erros, de desaciertos, senom que em determinadas circunstâncias, pola sua própria dinâmica da violência armada, se dificultam as possibilidades de os evitar, sobretodo quando os seus  efectivos se massificam.

 

Ninguém com sentido de humanidade deseja as guerras como médio de resistência, sempre desatadas por opresores, conquistadores e colonizadores, que nom é o caso de nengum dos componentes da insurgência popular colombiana. Essas forças virom-se forçadas a rebelar-se com as armas para contrarrestar o extermínio, o terror de Estado e a imposiçom de profundas injustiças e grandes penúrias desde as cúpulas dominantes.

 

A sua rebeldia justicieira, nas condiçons do possível para sobreviver, crescer e avançar, foi satanizada por umha infernal maquinária de mentiras.

 

O Mono Jojoy foi também vítima assinalada desse bombardeio mediático perverso no que se apresenta “umha Colômbia ao revés”.

 

Os ladrons e assassinos, os bandidos e terroristas, os narcotraficantes, os imperialista massacradores no poder local… julgam pola sua condiçom às /os demais, dispondo para isso de todos os recursos mediáticos perversos do poder mundial. Tam sádicos e crápulas como para se alegrar em frente ao massacre selectivo dessa expressom de dignidade e sacrifício humano, conhecida com o nome de Jorge Briceño (Mono Jojoy) e os seus íntimos camaradas de armas.

 

No meu caso a essa despreciável atitude nom lhe concedo umha miléssima do benefício da dúvida: os Santos, os Uribe, os generais-motoserras, a CIA e o Mossad… som parte da escoura encumbrada que domina à humanidade.

 

Jorge Briceño, Raúl Reyes, Iván Rios e Manuel Marulanda som parte dessa humanidade insubmissa.

 

Guerreiros pola justiça e a paz ¡

Para atrás, jamais; para diante, sempre!

Sem medo a ser felizes: a conquistar o pam, a paz e a alegria colectiva

 

28 de Setembro de 2010, Santo Domingo, RD.