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Comandante Fidel Castro, 84 anos de existência por um mundo melhor

Quinta-feira, 26 Agosto 2010

Jesús Santrich, Integrante do Estado Maior Central das FARC-EP

Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010.

FELIZ ANIVERSÁRIO CAMARADA.

“A liberdade nom se mendiga, conquista-se com o fio do machete”
MACEO

Comandante Fidel, neste, seu aniversário, receba a nossa homenagem a seu exemplo de luita inclaudicável, a sua solidariedade internacionalista monstrada desde a sua temporá actividade política, como quando ao vincular os grupos de resistência contra o ditador Leonidas Trujillo na República Dominicana (1947), por exemplo, deixou claro que para um martiano, a pátria é a América, e é o seu posto de luita, também, qualquer lugar do mundo onde se deva enfrentar os opressores; como ficou evidenciado -entre muitíssimos outros casos-, quando os combatentes cubanos contribuírom para a luita em favor das forças populares do MPLA, que enfrentárom as tropas mercenárias da UNITA em Angola.

Rendemos honras à sua luita antigovernamental clandestina e ao heroísmo seu e dos mártires do assalto ao Quartel Moncada, porque para nós, também, sempre é 26, como perenemente estará vigente o Julho da dignidade do ano 1953, que foi base para a fundaçom do Estado socialista cubano. Inclinamos-nos com reverência recordando a persistência, coragem e as suas convicçons e de todos aqueles sonhadores que figérom possível o desembarco de Dezembro de 56 na Praia das Coloradas. Glória eterna aos 82 heróis do Granma!

Honramos o semeador das ideias do Apóstolo Martí. Esse Fidel que, na sua defesa perante os tribunais que o pretendiam condenar pola sua rebeldia justa, pujo de manifesto que o destino dos revolucionários só pode ficar para ser escrutado polo ditame da história. Fazemos honra à sua indeclinável determinaçom de luita, parafraseando as suas concepçons ao se referir ao combate que hoje, como povo em armas livramos os farianos, com juramento de pátria ou morte, pola emancipaçom da Colômbia mirandina: há colombianos que tenhem caído defendendo as doutrinas do pai Libertador Simón Bolívar, há homens e mulheres que em magnífico desagravo caírom acariciando ideias gloriosas e as armas da liberdade; dando o sangue e a vida para que o seu grande projecto de unidade continental se concretize mais cedo que tarde.

Comandante Fidel, que seria deste país bolivariano e martiano, irmao do seu que é martiano e bolivariano, se se deixassem morrer os legados do Apóstolo e do Libertador?

Agora, em frente à vaidade da iniqüidade desenfreada de um regime ajoelhado aos ianques, mas também e sobretodo de face a um povo que padece a ignomínia da exploraçom oligárquica sem trégua, em frente a este amado povo comuneiro que sofre perseguiçom e massacres, desaparecimentos e encarceramentos, dizemos que jamais seremos insensíveis à sua sorte, com ele -como você com o seu-, compartilharemos a vitória ou a morte, porque nom é concebível que as pessoas honradas estejam no fundo da miséria, as fossas, o desterro ou as prisons… numha República conduzida por um regime criminoso, um Estado terrorista que se pavoneia no continente sem que tenha instância governamental que lhe diga à cara as suas perversons, polo único facto de ter do seu lado a capacidade bélica e de chantagem do império guerreirista mais poderoso da terra, ao qual nom lhe bastando o seu acentuado intervencionismo de sempre, agora tem encravado umha dezena de bases militares -que de jeito nenhum som iníquas-, para fazer da Colômbia a sua definitiva plataforma de recolonizaçom sobre a Nossa América.

Camarada Fidel, obrigado por ensinanças como as do discurso pronunciado na velada solene em memória do Comandante guerrilheiro Ernesto Che Guevara e que intitulou “Até a vitória sempre” (1967). Obrigado, sobretodo em momentos em que o mais cómodo ou “Conveniente” para os resignados e os enganados poderia ser que nos sentemos a esperar a que passe o cadáver do imperialismo, recolhido em despojos do campo de batalha mediática e virtual, por aqueles bondosos ilusos que acreditam sinceramente mas em vao em que ali poderám vencer sem um alfinete na mao, ao despiadado inimigo que saqueia e desangra o mundo sem se importar com a sua destruiçom. Obrigado por nos ter entregado essas Declaraçons de Havana que, de uma ou outra forma, tenhem coadjuvado a fazer irrevogáveis as nossas convicçons, sobretodo em momentos em que, nom só a partir do flanco poderoso dos exploradores, se nos condena ao extermínio ou, no menos pior dos casos, se nos decreta a impossibilidade de conseguirmos os nossos propósitos louváveis, atribuindo-nos, inclusive, o papel de sermos a DESCULPA para o império realizar as suas agressons no continente.

Que a nossa luita nom tem vigência nem condiçons para a sua vitória, expressárom-nos com veemência. Enquanto nós perguntamos a nós próprios se é que talvez existam as condiçons para umha luita legal num país onde o que rege para as maiorias é o terror e a morte.

A nossa luita é agora também contra os vaticínios que lançam aqueles que decidírom fazer a batalha das ideias, mas contra as posturas legítimas e necessárias da resistência armada. Alguns poderám fazê-lo de boa fé; compreendemo-los. Nom obstante, continuaremos avante, sem nos importarmos com que nos condenem. Seguramente a história irá absolver-nos.

A nossa oferenda é, também, o juramento de que nunca negociaremos com a dignidade nem com os princípios de amor ao povo. Estaremos dispostos a procurar uma saída incruenta que conduza para mudanças radicais que favoreçam a ingente massa de oprimidos, mas jamais tomaremos o caminho da demissom.

Tenha certeza que, efectivamente, os nossos ouvidos tenhem sido e continuarám a ser receptivos em relaçom ao grito de guerra justa do comandante Guevara. Que com segurança fazemos e continuaremos a fazer parte desses milhares de maos que inspiradas no exemplo de Marulanda e do Che, “vam estender-se para pegar em armas!”. Como verá, já estám e continuarám estendidas com a maior determinaçom de sempre e com muito respeito pola condiçom humana dos nossos inimigos, o qual implica tratar de mantermos nas melhores condiçons possíveis os prisioneiros rendidos em combate. Nunca umha pessoa em tal circunstância tem sido nem será fusilada polas FARC-EP; de facto há prisioneiros que tenhem permanecido em tal condiçom durante mais de 10 anos connosco.

Você tem dito algumha vez: “Como ocorreu também na nossa guerra de independência. Num combate em Dos Rios matárom o Apóstolo da nossa independência. Num combate em Punta Brava matárom  Antonio Maceo, veterano de centenas de combates. Em similares combates morrêrom infinidade de chefes, infinidade de patriotas da nossa guerra independentista. E, no entanto, isso nom foi a derrota da causa cubana”. Igual acontece com as causas de muitos valorosos povos do mundo que luitam pola sua liberdade; entre eles o sofrido povo colombiano que, permita-se-nos dizê-lo, tem muitos dos seus luitadores em presídio infame, tal como acontece, por exemplo, com esses outros dous heróis antiterroristas -para alguns inomeáveis-, que som Sonia e Simón Trinidad, presos de maneira infame nos cárceres ianques.

Nom nos sentimos sós; apesar das incompreensons, indiferenças e obstrucçons de quem, com razom ou sem ela, nos quer ver tomando a senda da mansidom inerte, temos o fôlego sagrado das multidons humildes que acreditam nos propósitos altruístas do nosso sacrifício. Assim, entom, como pensava o Libertador, “nada irá deter-nos se o povo nos ama!”

Comandante, como expressa a palavra da raiz ameríndia de Seattle, “Cada pedaço desta terra é sagrado para o nosso povo. A cada ramo brilhante de um pinheiro, a cada punhado de areia das praias, a penumbra da densa selva, a cada raio de luz e o zumbar dos insectos som sagrados na memória e vida do nosso povo. A seiva que percorre o corpo das árvores leva consigo a história do nosso povo”, por todo isso -com os nossos próprios esforços, tal como tem sido desde nossas origens-, vamos entregá-lo todo, absolutamente todo-, até a vida mesma, como está visto no exemplo de centenas dos nossos que já brindárom com generosidade o seu sangue nesta contenda. Esse compromisso é o nosso maior presente de aniversário.

Feliz aniversário, camarada!

Com o exemplo vivo de Manuel Marulanda Vélez:

Juramos vencer e venceremos!