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Continuam os incêndios na Galiza e o governo autonómico elude assumir responsabilidades

Segunda-feira, 23 Agosto 2010

Já som dous os incêndios florestais declarados na Galiza nos que se queimarom mais de meio milhar de hectares. Aqueles lumes que superam as 500 hectares de monte queimado som os que se denominam tecnicamente Grandes Incêndios Florestais. Dentro dessa classificaçom entrariam os incêndios registados em Cures (concelho de Boiro) e em Negreira. Segundo a Conselharia do Meio Rural, o risco de incêndios florestais persiste, ainda que tenha decrescido devido à mudança nas condiçons meteorológicas. Sobre a origem dos lumes, o Conselheiro Samuel Juárez mantém a tese da intencionalidade da maioria deles e pom o acento no facto de que “a responsabilidade dos lumes é de quem os provoca”. O que nom condi muito é que, apesar de reconhecer que a maioria dos lumes som provocados, nom se aponte nengumha possível causa estrutural desses lumes, e se dem por boas as teses que apontam para comportamentos patológicos ou disputas vicinais, ainda que seja por omissom. Em definitivo, incrimina-se o povo galego e, em concreto os e as habitantes do rural, que na realidade som as mais afectadas pola actividade incendiária, tendo que passar nalgum caso por situaçons de grande risco para as suas propriedades e para as suas vidas. Cumpre sublinhar, como indício de que nom se está a apontar para alvos certos, que o vizinho de Boiro detido polo incêndio de Cures ficou em liberdade sem cargos por falta de provas.

Ao mesmo tempo, Juárez descartou qualquer relaçom entre a falta de ajudas para a limpeza dos montes e os incêndios (na linha de eludir qualquer responsabilidade derivada de decisons políticas do governo ao que pertence) e reconheceu que o incêndio que está a arrassar Peneda-Gerês entrou em solo galego ainda que “numha superfície muito pequena”.