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Galiza arde sob o manto do escurantismo informativo

Sábado, 21 Agosto 2010

A precarizaçom  das condiçons de trabalho nas brigadas anti-incéndios, umhas condiçons climatológicas favorecedoras do lume e a errónea aposta pola extinçom em detrimento da prevençom, som segundo a CIG e as duas principias organizaçons ambientalistas da Galiza (ADEGA e Verdegaia) as principias causas do lume que está a asolar o territorio da CAG e a sua contorna, um lume que já arrassou um número indeterminado de hectares de monte e que já cobrou duas vidas, a dos trabalhadores da brigada que estava a sufocar um dos incéndios mais grandes que até o que levamos de verao se tenhem dado, o de Fornelos de Montes.

A respeito do incêndio registrado em Fornelos, a CIG denuncia que a reducçom de pessoal e a falta de formaçom som um caldo de cultivo para acidentes com resultado mortal, como o que lhe custou a vida a Júlio Martins e Rodrigo Amo. A planificaçom estratégica de prevençom de riscos está privatizada e umha parte importante em materia de prevençom como é a avaliaçom de riscos, nom existe por falta de tempo material para serem realizada. Nom se contrata pessoal fora da época estival.

ADEGA pom de relevo, além do incêndio de Fornelos de Montes e o de Boiro (que, nos dous casos, o governo autonómico reconheceu serem intencionados) um outro lume que se originou no canom do Sil e que a entidade conservacionista afirma que afectou a 400 hectares, ainda que a Junta apenas reconhece a metade. Segundo ADEGA, nas mediçons nom se tenhem em conta a pronunciada pendente do terreno, o que leva inevitavelmente a engano. A associaçom ambientalista deixa aberta a possível origem dos dados equívocos facilitados pola Junta: esquecimento, incompetência, ou simples manipulaçom. Este incêndio, de consequências catastróficas, une-se ao que esta organizaçom define como “holocausto que Iberdrola está a perpetrar” neste espaço natural.

Tanto ADEGA como Verdegaia assinalam que há umha maior eficácia na extinçom de lumes, mas que som mais lumes os que chegam a declarar-se, por culpa de sacrificar a prevençom. Um exemplo de como incide  a “austeridade” do executivo de Feijó pode ser o incêndio de Lóbios (onde também se manipulam os dados sobre a superficie de monte queimado: arderom uns 200 ha frente os 60 reconhecidos pola Junta) Alí, tanto em inverno como em primavera, os vizinhos solicitaram aos responsáveis do Parque Nacional do Jurês a intervençom de maquinária desbroçadora para  a apertura de cortalumes, cousa que nom se chegou a producir, já que em palavras dos próprios responsáveis nom se dispunha de tal maquinária nem de pessoal para esses labores, devido aos recurtamentos orçamentares.

ADEGA também aponta à contradicçom que supom o ipso de nestes momentos pedir o governo da Junta a implicaçom da sociedade, quando umha das primeiras medidas que o executivo autonómico tomou a respeito da política de prevençom do lume foi o desmantelamento do voluntariado forestal.

Em qualquer caso, nom está de mais recordar que o lume nos montes nom tem origem exclusiva, nem sequer maioritária, em comportamentos patológicos, em utilizaçons do lume como moeda de cámbio para solucionar desavinças vizinhais ou em imprudências. Estes comportamentos criminosos tenhem também e sobretudo raíz nos interesses do capital madeireiro e da construcçom. Sem dúvida, também a Junta tem umha responsabilidade criminosa, nom apenas política, neste holocausto natural que se está a perpetrar na Galiza. A gestom temerariamente economicista (em nome sempre da “austeridade”) dos recursos para a luita contra os incêndios, a reducçom em despesas de pessoal nas brigadas, ainda a costa de vidas humanas, e a negaçom, contra todo princípio democrático, de informaçom sobre o que está a acontecer ao povo, constituim comportamentos criminosos em si próprios, já sem entrarmos nas possíveis connivências do executivo galego com os intereses dos incendiarios.