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Washington procura desestabilizar a Venezuela: O império revida (e perde)

Sábado, 14 Agosto 2010

James Petras

 

A política dos EUA para com a Venezuela tem dado muitas voltas tácticas, mas o objectivo é sempre o mesmo: derrubar o Presidente Chavez, inverter a nacionalizaçom dos grandes negócios, abolir a comunidade de massas e os conselhos de trabalhadores e repor o país como um estado-cliente. 


Washington financiou a apadrinhou politicamente um golpe militar em 2002, um lock-out de patrons em 2002-2003, um referendo e numerosas tentativas dos meios de comunicaçom, de políticos e de ONGs para sabotar o regime. Até agora todos os esforços da Casa Branca tenhem sido um fracasso – Chavez ganhou várias vezes eleiçons livres, mantivo a lealdade das forças armadas e o apoio da grande maioria dos pobres urbanos e rurais, do grosso da classe trabalhadora e da classe média do sector público.


Washington nom desistiu nem tentou travar boas relaçons com o governo eleito do presidente Chavez. Polo contrário, a cada derrota dos seus colaboradores internos, a Casa Branca virou-se cada vez mais para umha estratégia de ‘exterior’, montando um poderoso ‘cordom militar’, que cerca a Venezuela com umha presença militar de grande escala, estendendo-se pola América Central, polo norte da América do Sul e polas Caraíbas. A Casa Branca de Obama apoiou um golpe militar nas Honduras, que deitou abaixo o governo democraticamente eleito do Presidente Zelaya (em Junho de 2009), aliado de Chavez, e substituiu-o por um regime fantoche que apoia a política militar anti-Chavez de Washington. O Pentágono assegurou várias bases militares na Colômbia oriental (em 2009), junto à fronteira venezuelana, graças ao dirigente, seu cliente, Alvaro Uribe, o conhecido presidente narco-paramilitar. Em meados de 2010 Washington conseguiu um acordo sem precedentes com a aprovaçom da presidente Laura Chinchilla da Costa Rica, de direita, para posicionar 7 000 tropas de combate americanas, mais de 200 helicópteros e dezenas de navios apontados para a Venezuela, sob o pretexto de perseguir traficantes de droga. Actualmente, os EUA estám a negociar com o regime direitista do presidente Ricardo Martinelli do Panamá a possibilidade de reinstalar umha base militar na antiga Zona do Canal. Juntamente com a Quarta Frota que patrulha ao largo, 20 mil efectivos no Haiti, e umha base aérea em Aruba, Washington cercou a Venezuela do lado oriental e norte, estabelecendo posiçons favoráveis para umha rápida intervençom directa se surgirem circunstâncias internas favoráveis.


A militarizaçom política da Casa Branca em relaçom à América Latina, muito em especial a Venezuela, fai parte da sua política global de confronto e intervençom armada. É visível que o regime Obama alargou o âmbito e a extensom das operaçons dos esquadrons de morte clandestinos que operam actualmente em 70 países de quatro continentes, aumentou a presença de combate dos EUA no Afeganistám com mais 30 mil efectivos para além de mais de 100 mil mercenários contratados que operam através das fronteiras do Paquistám e Irám, e forneceu material e apoio logístico aos terroristas armados iranianos. Obama procedeu a umha escalada de exercícios militares provocadores ao largo da costa da Coreia do Norte e no Mar da China, suscitando protestos de Beijing. Igualmente revelador, o regime Obama aumentou o orçamento militar para mais de um milhom de milhons de dólares, apesar das crises económicas, do monstruoso défice e dos apelos aos cortes de austeridade nos Serviços de Cuidados de Saúde, Assistência Medica e Social.


Por outras palavras, a atitude militar de Washington para com a América Latina e principalmente para com o governo democrático socialista do Presidente Chavez fai parte dumha resposta militar geral a qualquer país ou movimento que recuse submeter-se ao domínio dos EUA. Surge a pergunta – porque é que a Casa Branca porfia na opçom militar? Porquê militarizar a política externa para conseguir resultados favoráveis face a umha oposiçom decidida? A resposta, em parte, é que os EUA perderom grande parte da sua alavanca económica, que exercia anteriormente, e que garantia o derrube ou a submissom de governos adversários. A maior parte das economias asiáticas e latino-americanas atingirom um certo grau de autonomia. Outras nom dependem de organizaçons financeiras internacionais influenciadas polos EUA (o FMI, o Banco Mundial); conseguirom empréstimos comerciais. A maioria diversificou os seus parceiros comerciais e investidores e aprofundou laços regionais. Nalguns países, como o Brasil, a Argentina, o Chile e o Peru, a China substituiu os EUA enquanto o seu parceiro comercial principal. Muitos países deixarom de procurar a “ajuda” dos EUA para estimular o crescimento, procuram parcerias com empresas multinacionais, freqüentemente baseadas fora da América do Norte. Na medida em que o braço de ferro económico deixou de ser umha ferramenta eficaz para assegurar a obediência, Washington recorreu cada vez mais à opçom militar. Na medida em que a elite financeira dos EUA esvaziou o sector industrial do país, Washington tem sido incapaz de reconstruir as suas alavancas económicas internacionais.


Grandes fracassos diplomáticos, resultantes da sua incapacidade de se adaptar a mudanças básicas no poder global, também obrigarom Washington a afastar-se das negociaçons políticas e a comprometer-se com a intervençom e confrontaçom militar. Os políticos americanos continuam cristalizados na época corrupta dos anos 80 e 90, o apogeu dos dirigentes clientes e da pilhagem económica, quando Washington gozava de apoio global, privatizava empresas, explorava o financiamento da dívida pública e praticamente nom tinha rival no mercado mundial. No final dos anos 90, o aumento do capitalismo asiático, as revoltas anti-liberais das massas, o ascendente de regimes de centro-esquerda na América Latina, as repetidas crises financeiras, as quedas das bolsas de acçons nos EUA e na Uniom Europeia e o aumento dos preços dos bens conduzirom a um realinhamento do poder global. As tentativas de Washington para continuar a pôr em prática políticas sintonizadas com as décadas anteriores entraram em conflito com as novas realidades de mercados diversificados, potências recém-emergentes e regimes políticos relativamente independentes ligados a novos eleitorados de massas.


As propostas diplomáticas de Washington para isolar Cuba e a Venezuela forom rejeitadas por todos os países latino-americanos. A tentativa de ressuscitar acordos de comércio livre, que privilegiavam os exportadores americanos e protegiam produtores nom competitivos, foi rejeitada. Incapaz de reconhecer os limites do poder diplomático imperialista e moderar as suas propostas, o regime Obama virou-se cada vez mais para a opçom militar.


A luita de Washington para reafirmar o poder imperialista, através da política intervencionista nom se revelou melhor do que as suas iniciativas diplomáticas. Os golpes apoiados polos EUA na Venezuela (2002) e na Bolívia (2008) forom derrotados pola mobilizaçom popular de massas e pola lealdade dos militares aos regimes no poder. Do mesmo modo, na Argentina, no Equador e no Brasil, os regimes pós neo-liberais, apoiados polas elites industriais, mineiras e agro-exportadoras e polas classes populares, conseguirom derrotar as tradicionais elites neo-liberais pró-EUA, com raízes nas políticas dos anos 90 e anteriores. A política de desestabilizaçom nom conseguiu desalojar os novos governos que prosseguiam políticas externas relativamente independentes e se recusarom a voltar à velha ordem da supremacia dos EUA.


Onde Washington conseguiu reconquistar terreno político com a eleiçom de regimes políticos direitistas – foi através da sua capacidade de explorar o ‘desgaste de políticas de centro-direita (Chile), as fraudes políticas e a militarizaçom (Honduras e México), o declínio da esquerda popular nacional (Costa Rica, Panamá e Peru) e a consolidaçom de um estado policial fortemente militarizado (Colômbia). Estas vitórias eleitorais, especialmente na Colômbia, convencerom Washington que a opçom militar, aliada a umha profunda intervençom e exploraçom de processos eleitorais abertos, é a forma de inverter a viragem para a esquerda na América Latina – principalmente na Venezuela.


Política dos EUA para com a Venezuela: Aliando tácticas militares e eleitorai


As tentativas dos EUA para derrubar o governo democrático do presidente Chavez repetem muitas das tácticas aplicadas contra anteriores adversários democráticos. Incluem incursons pola fronteira de forças militares e paramilitares colombianas, semelhantes aos ataques fronteiriços dos ‘contras’ apoiados polos EUA contra o governo sandinista da Nicarágua nos anos 80. A tentativa de cercar e isolar a Venezuela é semelhante à política de Washington durante os últimos cinquenta anos contra Cuba. A canalizaçom de fundos para grupos da oposiçom, partidos, meios de comunicaçom e ONG´s através de organismos americanos e fundaçons ‘fantoches’ é umha repetiçom das tácticas aplicadas para desestabilizar o governo democrático de Salvador Allende no Chile em 1970-1973, de Evo Morales na Bolívia em 2006-2010 e de inúmeros outros governos na regiom.


A política de múltiplas frentes de Washington, na sua fase actual, está orientada para a escalada de umha guerra de nervos, através das suas constantes ameaças de segurança. Em parte, as provocaçons militares som um ‘teste’ dos preparativos de segurança da Venezuela, experimentando os seus pontos fracos nas defesas terrestres, aéreas e marítimas. Estas provocaçons também fam parte de umha estratégia de desgaste, para forçar o governo Chavez a manter em ‘alerta’ as suas forças de defesa e mobilizar a populaçom e depois reduzir temporariamente a pressom até à provocaçom seguinte. O objectivo é desacreditar a permanente referência do governo a ameaças, a fim de enfraquecer a vigilância e, quando as circunstâncias o permitirem, poderem fazer um ataque oportuno.


O aparato militar externo de Washington destina-se a intimidar os países das Caraíbas e da América Central que podem tencionar estabelecer relaçons económicas mais estreitas com a Venezuela. A exibiçom de força também se destina a encorajar a oposiçom interna para acçons mais agressivas. Simultaneamente, a atitude de confronto é dirigida aos “elos mais fracos” dos sectores “moderados” do governo de Chavez que se sentem nervosos e anseiam por umha “reconciliaçom” mesmo que seja ao preço de concessons imorais à oposiçom e ao novo regime do presidente Santos na Colômbia. A crescente presença militar destina-se a abrandar o processo de radicalizaçom interna e impossibilitar as crescentes ligaçons da Venezuela com o Médio Oriente e outros regimes, adversos à hegemonia dos EUA. Washington está confiante em que umha exibiçom militar e umha guerra psicológica, que relacionem a Venezuela com rebeldes revolucionários como a guerrilha colombiana, levará a que os aliados e amigos de Chavez na América Latina se distanciem dele. Igualmente importante, as acusaçons nom fundamentadas de Washington de que a Venezuela está a dar refúgio a campos de guerrilheiros da FARC, destina-se a pressionar Chavez a reduzir o seu apoio a todos os movimentos sociais na regiom, incluindo os Trabalhadores Rurais Sem-Terra no Brasil, assim como os grupos nom-violentos pró direitos humhanos e os sindicatos na Colômbia. Washington pretende umha “polarizaçom” militar: ou os EUA ou Chavez. Rejeita a polarizaçom política que existe actualmente e que contrapom Washington ao MERCOSUR, a organizaçom de integraçom económica que engloba o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, com a Venezuela à beira de se tornar membro da ALBA (integraçom económica que engloba a Venezuela, a Bolívia, a Nicarágua, o Equador e diversos estados das Caraíbas).


O factor FARC


Obama e Uribe, agora ex-presidente, acusarom a Venezuela de proporcionar refúgio aos guerrilheiros colombianos (FARC e ELN). Na realidade isto é umha conspiraçom para pressionar o presidente Chavez a denunciar ou polo menos a exigir que as FARC desistam da sua luita armada nas condiçons ditadas polos EUA e polo regime colombiano.


Contrariamente à jactância do presidente Uribe e do Departamento de Estado de que as FARC som um fragmento decadente, isolado e derrotado do passado, em consequência das suas sucessivas campanhas de contra-insurreiçom, um recente e detalhado estudo de campo feito por um investigador colombiano ‘La guerra contra las FARC y la guerra de las FARC’ demonstra que nos últimos dous anos os guerrilheiros consolidarom a sua influência sobre um terço do país, e que o regime em Bogotá controla apenas metade do país. Depois de sofrer importantes derrotas em 2008, as FARC e o ELN avançarom regularmente durante 2009-2010 infligindo mais de 1 300 baixas militares no ano passado e provavelmente quase o dobro este ano (La Jornada, 8/6/2010). O reaparecimento e avanço das FARC tem umha importância crucial, face à campanha militar de Washington contra a Venezuela. Também afecta a posiçom do seu “aliado estratégico” – o regime de Santos. Primeiro, demonstra que, apesar dos 6 mil milhons de dólares adicionais na ajuda militar dos EUA à Colômbia, a sua campanha anti-insurreiçom para “exterminar” as FARC foi um fracasso. Segundo, a ofensiva das FARC abre umha “segunda frente” na Colômbia, enfraquecendo qualquer tentativa para desencadear umha invasom da Venezuela utilizando a Colômbia como “trampolim”. Terceiro, enfrentando umha crescente luita de classes interna, é mais provável que o novo presidente Santos procure reduzir as tensons com a Venezuela, na esperança de transferir as tropas da fronteira do seu vizinho para a crescente insurreiçom dos guerrilheiros. Num certo sentido, apesar das preocupaçons de Chavez quanto aos guerrilheiros e dos apelos abertos para acabar com a guerrilha, o reaparecimento dos movimentos armados som, com toda a probabilidade, um factor importante para reduzir as perspectivas dumha intervençom dirigida polos EUA.

Conclusom

A política de multi-frentes de Washington, destinada a desestabilizar o governo venezuelano tem sido, de longe, contra-producente, sofrendo importantes revezes e poucos êxitos.


A linha dura para com a Venezuela nom conseguiu “arregimentar” nengum apoio nos principais países da América Latina, com excepçom da Colômbia. Isolou Washington, nom isolou Caracas. As ameaças militares podem ter radicalizado as medidas sócio-económicas adoptadas por Chavez, nom as moderarom. As ameaças e acusaçons saídas da Colômbia reforçarom a coesom interna na Venezuela, exceptuando apenas os fanáticos grupos de oposiçom. Também contribuírom para que a Venezuela melhorasse as suas operaçons de informaçons, policiais e militares. As provocaçons colombianas levarom a umha quebra das relaçons e a umha reduçom de 80% no comércio entre fronteiras no valor de muitos milhares de milhons de dólares, levando à falência numerosas empresas colombianas, quando a Venezuela as substituiu por importaçons industriais e agrícolas do Brasil e da Argentina. Os efeitos das políticas de tensom e da “guerra de desgaste” som difíceis de medir, principalmente em termos do seu impacto sobre as cruciais eleiçons legislativas que se aproximam, em 26 de Setembro de 2010. Sem dúvida, a incapacidade da Venezuela regular e controlar o fluxo de muitos milhons de fundos americanos para os seus colaboradores venezuelanos tivo um impacto significativo na sua capacidade organizativa. Sem dúvida, os tempos económicos conturbados tiverom algum efeito na limitaçom das despesas públicas para os novos programas sociais. Do mesmo modo, a incompetência e a corrupçom de vários funcionários de topo de Chavez, principalmente na distribuiçom de alimentos públicos, na habitaçom e na segurança social irám ter um impacto eleitoral.


É provável que estes factores “internos” tenham muito maior influência na modelaçom do alinhamento dos resultados eleitorais da Venezuela do que a agressiva política de confronto adoptada por Washington. Apesar disso, se a oposiçom pró-EUA aumentar substancialmente a sua presença legislativa nas eleiçons de 26 de Setembro – para cima de um terço do Congresso do povo – vai ser tentado o bloqueio das mudanças sociais e das políticas de estímulo económico. Os EUA irám intensificar os seus esforços para pressionar a Venezuela a desviar recursos para questons de segurança, a fim de sabotar as despesas sociais e económicas que garantem o apoio dos 60% da populaçom venezuelana mais pobre.

Até agora, a política da Casa Branca, baseada numha maior militarizaçom e praticamente sem novas iniciativas económicas, tem sido um fracasso. Encorajou os maiores países latino-americanos a aumentar a integraçom regional, conforme testemunham os acordos alfandegários e tarifários adoptados na reuniom do MERCOSUR no início de Agosto deste ano. Nom provocou nengumha reduçom de hostilidades entre os EUA e os países da ALBA. Nom aumentou a influência dos EUA. Polo contrário, a América Latina virou-se para umha nova organizaçom política regional, a UNASUR (que exclui os EUA), minimizando a Organizaçom dos Estados Americanos que os EUA utilizam para impor a sua agenda. Ironicamente, a única luz que favorece a influência dos EUA, provém dos processos eleitorais internos. O candidato direitista José Serra está a disputar fortemente a corrida nas próximas eleiçons presidenciais brasileiras. Na Argentina, no Paraguai e na Bolívia, a direita pró-EUA está a reagrupar-se e tem esperanças de reconquistar o poder.


O que Washington continua a nom perceber é que, em todo o espectro político, desde a esquerda ao centro-direita, há líderes políticos chocados e em oposiçom ao avanço e promoçom da opçom militar como peça central de política. Praticamente todos os líderes políticos tenhem recordaçons desagradáveis de exílio e perseguiçom do anterior ciclo de regimes militares apoiados polos EUA. O auto-proclamado alcance extra-territorial dos militares americanos, operando a partir das suas sete bases na Colômbia, alargou a brecha entre os regimes democráticos de centro e centro-esquerda e a Casa Branca de Obama. Por outras palavras, a América Latina encara a agressom militar dos EUA à Venezuela como um “primeiro passo” para ir a direcçom dos seus países. Esse facto, e o ímpeto para umha maior independência política e mercados mais diversificados, enfraqueceram as tentativas diplomáticas e políticas de Washington para isolar a Venezuela.


O novo presidente Santos da Colômbia, proveniente do mesmo molde direitista do seu antecessor Álvaro Uribe, enfrenta umha escolha difícil – continuar como instrumento da confrontaçom militar dos EUA e desestabilizaçom da Venezuela à custa de vários milhares de milhons de dólares em prejuízos comerciais e do isolamento do resto da América Latina ou reduzir as tensons fronteiriças e as incursons, abandonando a retórica provocadora e normalizando as relaçons com a Venezuela. Se acontecer esta última situaçom, os EUA perderám o seu melhor e último instrumento para a a sua estratégia externa de “tensons” e guerra psicológica. Washington ficará com duas opçons apenas: umha intervençom militar unilateral directa ou financiar a guerra política através dos seus colaboradores internos.


Entretanto, o presidente Chavez e os seus apoiantes fariam bem em concentrar-se a fim de fazer a economia sair da recessom, travar a corrupçom no estado e a sua monumental ineficácia e atribuir à comunidade e aos conselhos com base nas fábricas um papel mais importante em todas as cousas desde o aumento da produtividade à segurança pública. Em último caso, a segurança a longo prazo da Venezuela em relaçom ao longo e penetrante alcance do Império dos EUA depende da força das organizaçons de massas que apoiam o governo de Chavez.

 

Fonte: resistir.info