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“Reivindicar a figura de Reboiras é afirmar que nom estamos dispost@s a assumir as imposiçons de Espanha e do Capital”

Quarta-feira, 11 Agosto 2010

Na véspera da homenagem ao jovem militante comunista Moncho Reboiras, que organiza ininterrompidamente desde 2001 NÓS-Unidade Popular, oferecemos às nossas leitoras e aos nossos leitores umha entrevista realizada por Primeira Linha em Rede ao ferrolano Bruno Lopes Teixeiro, Responsável Nacional de Organizaçom de NÓS-UP.

Há poucos dias, houvo umha homenagem nacional a Moncho Reboiras em Imo, com participaçom de diferentes correntes políticas e pessoas sem adscriçom partidária. Ali também estivo a corrente de que NÓS-UP fai parte. Porque manter esta homenagem do 12 de Agosto em Ferrol?

A nossa Organizaçom vem realizando esta homenagem comarcal desde a sua criaçom em 2001 e  fazemo-la, diferentemente de outras homenagens, sem maquilhar nem omitir aspectos mais incómodos da sua trajectoria militante. Sem restar importáncia ao trabalho de Reboiras nas frentes sindical e cultural, temos que destacar a sua entrega na frente militar.  Por muito incómodo que seja para algumhas organizaçons que se dim comunistas, Moncho Reboiras morreu com as armas nas maos defendendo o nosso país e a nossa classe, e isso é digno de destacar.

Daí que a nossa organizaçom mantenha esta humilde homenagem, à qual de ano para ano vam somando-se mais companheir@s.

Qual é para NÓS-UP o significado e a vigência política de Moncho Reboiras?

Reboiras é um exemplo para qualquer militante, exemplo de entrega e coerência revolucionária, militante integral que se entregou à construçom do sindicalismo nacional e de classe como à organizaçom da Frente Armada da UPG.

Hoje, trinta e cinco anos depois da queda em combate do jovem comunista houvo poucas mudanças  quanto à situaçom de dependência e imposiçom de classe na Galiza, por isso, falar de Moncho é falar do presente e o seu projecto revolucionário está mais vigente do que nunca.  Para a corrente da esquerda independentista que representa NÓS-Unidade Popular, reivindicar a figura de Reboiras é afirmar que nom estamos dispost@s a assumir as imposiçons de Espanha e do Capital.

Moncho Reboiras foi assassinado por defender as ideias da independência e do socialismo, pola revoluçom galega,  e por essas ideias continuamos a luitar.

Que opinades do chamado “reconhecimento institucional” que, como vítima do franquismo, lhe outorgou o governo espanhol há agora um ano?

Temos que reconhecer que se em algo se tem distinguido o Estado espanhol e umha parte do nacionalismo mais próximo do regionalismo é no seu esforço por manipular, ocultar e tergiversar a nossa história, falando da Galiza como um país dócil e pacífico.

Com este reconhecimento institucional cozinhado na Moncloa por Zapatero e Francisco  Rodriguez,  converte-se a figura do “terrorista” Moncho Reboiras numha figura digna de reconhecimento “moral e pessoal”, como destacava o vi-rei de Espanha na Galiza, Antom Louro, há agora um ano.

Com este reconhecimento, qualquer homenagem à figura do revolucionário galego fica “livre de mancha”, de ser considerada “apologia do terrorismo”, como sucederia noutras coordenadas geográficas do Estado espanhol, umha “mancha” que tam incomoda seria para a actual direcçom do BNG-UPG.

A vossa comarca é umha das que mais repressom sofreu por parte do franquismo. NÓS-UP rompeu no seu dia com a tendência histórica da maior parte do nacionalismo galego, que só reconhecia as e os represaliados de filiaçom nacionalista. Qual é exactamente a vossa posiçom?

Como revolucionári@s galeg@s, fazemos um reconhecimento de toda a esquerda antifascista que, sem manter posiçons espanholistas, luitou durante decádas contra o franquismo.  Seria um erro fazer leituras de fenómenos sociais e políticos de há 50 anos como se acontecessem na actualidade, é isso precissamente o que fam os sectores mais sectários do autonomismo galego, salientando algumhas vitimas e silenciando outras, segundo o seu cartom de partido.

A nossa organizaçom sempre reivindicou e trabalhou pola recuperaçom da memória histórica do nosso país e da nossa classe e é por isso que nom podemos deixar de reivindicar militantes antifascistas como Amada Garcia, Benigno Alvares, Gomes Gaioso, Henriqueta Outeiro ou Abelardo Colaço.

Em que vai consistir a homenagem deste 12 de Agosto?

Pois além da tradicional concentraçom e oferta floral frente o portal da rua da Terra onde foi abatido Moncho Reboiras, contaremos com as intervençons de Maurício Castro, em representaçom da Assembleia Comarcal de Trasancos e Carlos Garcia Seoane, membro da Mesa Nacional de BRIGA. Também @s companheir@s Ramiro Vidal e Belém Grandal recitarám dous poemas inéditos dedicados à figura do combatente galego.