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Peinetas renegacionistas e real visita

Sexta-feira, 30 Julho 2010

Xavier Moreda

A sua visita a Compostela  simboliza para você o mesmo que para mim e para todos e todas, republicanos e republicanas, no dia da Pátria, da nossa Pátria, em que a  monarquia herdeira do 18 de Julho quer encenar, reiterar, simbolizar perante Santiago matamoros um anacronismo neocolonial.

Umha sociedade hierarquizada desde a monarquia quer lembrar o domínio imperialista espanhol secular que você representa desde há quase 40 anos. O governo lingüicida e colaboracionista galego, um governo de renegadas e renegados, fijo e fai parte dessa “anacronia” que eu descrevia há alguns anos e que os e as republicanas galegos desejamos erradicar de coraçom.

Nom queremos ter nada a ver com Francisco Franco Bahamonde, o assassino. Você é parte da sua herança fraudulenta, ilegítima; você foi parte dos que negárom ao seu próprio pai o herdeiro legítimo da sua própria dinastia que pudesse reinar.

Há muitos anos que sofremos os silêncios espúrios, as autocensuras perfeitamente negociadas da imprensa amarela. Da supostamente imprensa séria que quer confundir e confunde política e delinqüência inerente no sistema continuísta. A esse regime bourbónico para fazer que triunfem aqueles gloriosos postulados fascistas, no seu reino chamado falangistas, o que eu e muitos e muitas outras chamamos apoliticismo activo, franquismo sociológico, democracia orgánica… Um regime que continua a permitira desde a mesma morte da besta atribuir à família Bourbon virtudes excelsas e intrínsecas, interpretadas por tertulianos e tertulianas para viverem das estupidezes reais ou nom, através de cada aceno quotidiano por nímio que for. A sua real visita trouxo-nos, mais umha vez, problemas de convivência nesta nossa casa que nom é sua; Galiza nom é Espanha.

Mas temos que felicitá-lo pola eficácia policial e repressiva das forças que ocupam o nosso país. A sua polícia demonstrou de maneira coerente e precisa como se deve tratar umha andaluza sem peineta identificativa que ousa utilizar o nome próprio do endereço que busca. O jornal “sério” da referida jornalista, conta que quando ia atravessar desde a Alameda cara à cidade velha “Al cruzar en el semáforo de la entrada al casco histórico en la noche del sábado, en plenas fiestas del Apóstol, una periodista de EL PAÍS, andaluza, preguntó a una señora por dónde tenía que ir usando el nombre oficial del lugar, en gallego. Lo hizo al lado de un grupo de independentistas que se concentraban pacíficamente, rodeados por decenas de agentes de la Policía Nacional. Un antidisturbio la agarró del brazo: “Aquí no hay nada que se llame Peixaria Vella, se llama Pescadería Vieja. Tú, que eres de fuera, deberías saberlo”, le reprendió”. Acto seguido espetou-lhe: “Corre, no vaya a ser que te demos unas hostias”. Foi pouco antes de que os “antidistúrbios” começassem a carregar contra os concentrados, contra a juventude revolucionária galega convocada por BRIGA. As hóstias que oferecêrom à referida jornalista, a violência verbal do “antidistúrbio” foi o preâmbulo da acçom da violência espanhola contra a nossa juventude. Há polícias galegos renegados com síndroma de Xan das bolas e há policias espanholitos que querem que sejamos espanhóis a hóstias. Cumpre relembrar sempre a existência de leis que penalizam os crimes de ódio social. O genocídio continua intermitente.

Ao dia seguinte, 25 de Julho, Dia da Pátria, um cortejo de peinetas de adventícias, espanholeavam e espanholizavam jogando a ser corte colaboracionista, pailanas com peineta e mantilha relembrando o genocídio do povo galego, massacrado polo seu padrinho político aquele que impedira que o seu pai reinasse  -pronuncio devagarinho, sem mágoa- quando o arcebispo de Compostela monsenhor Munhiz de Pablos fazia a saudaçom fascista ao lado de Franco. As que assumem essa estética espanhola desarvorada no Dia da Pátria, brandida como tropas fascistas deveriam ser denunciadas por apologia do franquismo perante o  Bourbon ao abrigo de Santiago matamoros como símbolo máximo da Espanha sangrenta ao lado de Sofia sem saber que na avançada Catalunha corriam bons contra a violência que representam as touradas que simbolizam a “cultura espanhola”.

Ainda pior fôrom as pailarocas com vontade de crescer no escalom da mediocridade do que teimam em chamar política e que nom é mais que um governo colaboracionista que comanda a ocupaçom das forças que cometem desordem publica, atrapalhamento, perturbaçom das funçons contra a andaluza sem peineta mas com voz em El Pais para poder contá-lo.

Um governo galego com mantilha é apologia do franquismo é o mesmo que a  representaçom, a imagem de Franco sob pálio. É de novo um flash-back para as vítimas de Franco, é projecçom estética dos genocidas. Nom há inocência, nem ingenuidade em quem participa na bençom fascista, nem na liturgia dos colaboracionistas. Basta de santificar as trapalhadas bourbónicas.

Agora que você nom pode esquiar -creio- segundo conta a imprensa séria, deveria abdicar e assumir a representaçom de algumha marca conhecida. Suponho que terá aforrado nestes últimos quorenta anos. Tem suficiente para continuar alimentando os criadores e procriadores da sua real estirpe. Deixem a linha de sucessom pola de água, linha dos e das comuns, todo o que se vai suceder será positivo para as famílias reais, quer dizer, de carne e osso; do povo trabalhador. Deixem a segurança social para as familias reais (povo trabalhador) que como você comprovou nom deve ser privatizada Os que acreditamos no direito à Memória nom esquecemos. Temos a certeza de que os méritos e os deméritos nom som genéticos, nom encarnamos instituiçom algumha. Mas somos herdeiros e herdeiras antimonárquicos e antimonárquicas que sabemos e queremos que ninguém poda gozar de imunidade algumha com ou sem peineta.

A única alteza em que acreditamos é a moral, que representam tam bem os nossos desaparecidos e desaparecidas, heróis revolucionários e revolucionárias que nos honram quando os honramos. Você nom vai receber de nós nengum tratamento sagrado. É legitimo, mais para um cidadao de convicçons republicanas, preocupar-se com até quando vam durar as pretensons da real família e dos seus acólitos, a nossa soberania depende, em parte, da sua desapariçom ou da sua abdicaçom, porém, ainda mais depende das nossas convicçons e da nossa vontade de vencer da utilizaçom dos nossos direitos, a legítima defesa.

A sua apariçom é para nós um agravo, umha perfeita provocaçom quando celebramos o Dia da Pátria. A justiça e a legalidade fabricam-se, quer dizer nom som sempre legítimas. Nós os republicanos e republicanas, à margem da nosas simpatías ou militância política e partidária, fazemos parte das famílias reais: empregados, desempregados e desempregáveis desde a fraternidade, devemos transmitir-lhe que entendemos em parte, as suas debilidades, apesar dos seus determinantes reais genes e até o advento da, ou das repúblicas, continuaremos a trabalhar pola desapariçom de um sistema irracional e anacrónico, ainda que o rei e a família tenham um bom comportamento, só isso faltava!, a conduta nom revalida a continuidade de um sistema. O futuro nom pode depender de umha sociedade hierarquizada e patriarcal simbolizada pola coroa. Eu, polo menos, desejo que a família Bourbon goze numha sociedade igualitária, dos mesmos direitos que a minha família, sem dúvida, real.

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