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Diário Liberdade entrevista a BRIGA nas vésperas do 24 de Julho

Quarta-feira, 21 Julho 2010

Nas vésperas da sexta ediçom da Jornada de Rebeliom Juvenil que decorrerá o 24 de Julho em Compostela, o portal galego Diário Liberdade entrevista ao militante de BRIGA Carlos G. Seoane.

Polo seu interesse, disponibilizamos integramente a entrevista:

 

Aproveitando umha jornada de trabalho de um grupo de militantes da organizaçom juvenil independentista BRIGA, falamos com um jovem militante, envolvido na campanha prévia à Jornada de Rebeliom Juvenil do próximo 24 de Julho em Compostela.

 

Carlos Garcia Seoane é, aos 25 anos, um militante independentista e comunista experimentado, além de trabalhador assalariado no sector da construçom, que mais um ano participa nos preparativos da data mais importante do ano para a sua organizaçom, BRIGA, que agrupa militantes jovens da esquerda independentista galega.

 

No Dia da Pátria costuma fazer-se balanço do trabalho desenvolvido desde o anterior 25 de Julho. Qual o balanço que fai BRIGA do seu trabalho nestes meses?

Para nós foi, como sempre, um trabalho sobretodo de rua, centrado em dous ámbitos. Por um lado, na agitaçom juvenil contra os efeitos da crise capitalista, contra os bancos e restantes responsáveis pola precariedade laboral que sofre a juventude trabalhadora. Por outro lado, denunciamos a outra grande agressom que sofremos como jovens galegas e galegos: a dirigida contra os nossos direitos lingüísticos, que desde a chegada do Partido Popular se tem intensificado de maneira clara, com sucessivas iniciativas antigalegas, como o novo decreto do ensino ou a supressom do galego no acesso ao emprego público.

 

A ‘Jornada de Rebeliom’, que BRIGA organiza cada 24 de Julho, está já assentada com duas partes, a mais lúdica, com um grande concerto no Parque de Belvis, e a mais reivindicativa, com umha manifestaçom no centro histórico. Som compatíveis a festa e a luita numha mesma jornada?

A deste ano é a sexta ediçom da Jornada de Rebeliom. Desde a primeira, em 2005, tem havido umha evoluçom, já que inicialmente só fazíamos um concerto com discurso e conteúdos nom só musicais, mas também políticos, no parque de Belvis. Além disso, o protagonismo da nossa militáncia, que com o seu trabalho directo fai possível que esse concerto seja possível, é parte da identidade da Jornada de Rebeliom, como mostra do que o trabalho militante pode fazer.

 

Porém, progressivamente fomos vendo a necessidade de dar novos passos para dar mais conteúdo à Jornada. Assim, em 2008 lançamos a primeira convocatória de umha mobilizaçom própria anterior ao concerto, que também visibilizasse no centro da capital galega a existência de um movimento juvenil como o nosso, independentista e revolucionário, na véspera da principal jornada patriótica galega.

 

A própria consolidaçom da Jornada de Rebeliom com esse duplo conteúdo confirma que, efectivamente, além de se divertir, a juventude galega pode e deve luitar quando toca… e agora toca.

 

Como avaliades a conjuntura particular deste 24 de Julho, que vai coincidir com o Ano Santo católico, a visita do sucessor da coroa espanhola e mais polícia que nunca nas ruas compostelana?

Nom só isso, também há que ter em conta a crise capitalista e a greve geral convocada para 29 de Setembro, além das agressons espanholistas das últimas semanas… todo isso fai parte desse contexto particular.

 

O aumento da repressom policial e do controlo social tenhem sido muito visíveis durante estes meses, sobretodo em Compostela, devido ao negócio turístico que se movimenta em torno do Jacobeu e a utilizaçom do espaço urbano compostelano como verdadeiro parque temático para turistas. A nossa militáncia foi alvo de operativos policiais nestes meses, como parte da criminalizaçom permanente dos sectores social e politicamente mais comprometidos, mas a maioria do povo de Compostela tem sofrido o incómodo de ver a sua cidade literalmente ocupada.

 

Em definitivo, mais um ano faremos o possível por evitar o silenciamento que querem impor e por tornarmos visível a luita de classes que subjaz na falsa normalidade democrática que imponhem.

 

Neste ano há novidades na Jornada de Rebeliom Juvenil…

Sim, ainda que seja com o esquema doutros anos (manifestaçom na Porta Faxeira às 22 horas e concerto no parque de Belvis a partir das 23h30), tentaremos tornar mais vistosa a nossa presença nas ruas, durante a manifestaçom. No concerto, temos música de combate com os EINA (ex-Inadaptats, cataláns) e o rap dos Indarrap bascos. Os grupos galegos (Machina e Trapalhada) som velhos conhecidos e podemos defini-los como amigos de BRIGA e da juventude independentista.

 

Vedes perspectivas para ultrapassar a despolitizaçom e a falta de auto-organizaçom na juventude e no povo trabalhador galego, no actual quadro de crise do sistema?

Acho que valores como a militáncia e o trabalho polo bem comum que implica som valores contrários à ideologia dominante capitalista. Por isso é difícil espalhá-los e fomentá-los no seio da juventude trabalhadora. Para a burguesia espanhola, e também para galega, aliada da primeira, interessa estender a despolitizaçom e o individualismo. Nós trabalhamos contra isso porque as condiçons objectivas de crise, inclusive a actual, nom som suficientes para garantir a resposta das vítimas dessa crise. É cedo para avaliar os resultados, mas nisso estamos, empenhando o nosso trabalho militante em agrupar mais e mais jovens na luita revolucionária.

 

OBRIGAd@s polo teu tempo, Carlos.