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NÓS-UP apresenta manifesto do Dia da Pátria

Terça-feira, 13 Julho 2010

A organizaçom independentista e socialista NÓS-Unidade Popular apresentou o manifesto correspendente a umha das datas mais importantes do calendário soberanista anual: o 25 de Julho. Nele, fai umha análise do momento político e das perspectivas para o movimento popular em que se insere a luita pola libertaçom nacional e social de gênero na Galiza.

Reproduzimos integramente o manifesto.

Dia da Pátria 2010

Por umha Galiza sem espanholismo, capitalismo e machismo

A ofensiva global que a burguesia espanhola desenvolve contra as conquistas e direitos da classe obreira nom pode ser desligada da aceleraçom das medidas espanholizadoras que padece a Galiza, nem do incremento da marginalizaçom e exploraçom laboral das trabalhadoras.

O Estado espanhol pretende fazer recair sobre a classe obreira, sobre as mulheres e as naçons que oprime, os custos do duro pacote neoliberal imposto polo seu submetimento às directrizes do FMI, do Banco Central Europeu e do governo alemám.

O mesmo Estado que nega a existência do povo galego, o exercício do direito de autodeterminaçom, que criminaliza a luita pola independência, que pretende avançar no processo secular de assimilaçom lingüístico-cultural da Galiza, é incapaz de evitar que Berlim, Bruxelas e Washington determinem a sua política económica. É um governo prepotente e soberbo com os povos, mas completamente submisso e obediente com as potências imperialistas.

O povo trabalhador galego deve deixar de olhar para o exterior, tem que confiar nas suas próprias forças e recursos, nas suas capacidades. Tantos séculos de exploraçom e opressom, de esquecimento e marginalizaçom som mais que suficientes  para sabermos que nada bom podemos esperar de Espanha.

Temos que apostar na Galiza, definir o nosso futuro colectivo como povo, avançar na conquista de umha Pátria libertada. E a única classe objectivamente interessada em conquistar a independência e a soberania somos essa imensa maioria social que conformamos o povo trabalhador.

A burguesia intermediária, a burguesia nacional e a pequena burguesia estám satisfeitas e conformes com o papel reservado à Galiza. No melhor dos casos, pretende atingir maiores quotas de autogoverno mediante o incremento de competências autonómicas que permita facilitar o sucesso dos seus negócios, mas nunca apostar na recuperaçom da soberania conculcada por Espanha.  

Conta com três grandes forças políticas para representar os seus interesses. PP, PSOE e o BNG cumprem  correctamente essa funçom: som organizaçons interclassistas que, com matizes e ritmos próprios, perpetuam na Galiza a lógica do capitalismo espanhol.   

A classe obreira nom pode confiar, nem a pode ter como aliada. Nós, mulheres e homens do mundo do Trabalho temos força mais que suficiente para dirigir e construir um movimento de libertaçom nacional de carácter socialista e antipatriarcal que vincule a emancipaçom de classe e género com a conquista da plena soberania e independência nacional.

A unidade do povo trabalhador com base num programa reivindicativo anticapitalista, antipatriarcal e  anti-imperialista é a principal tarefa da esquerda independentista e socialista galega. Unidade para luitar por umha Pátria superadora do espanholismo, do capitalismo e do machismo. Eis o principal objectivo que o MLNG tem nesta conjuntura histórica: difundir e desenvolver o seu genuíno projecto revolucionário.

Viva Galiza Ceive, Socialista e nom patriarcal!

BNG-PSOE-PP a mesma merda é!

Antes mort@s que escrav@s!

 Galiza, 25 de Julho de 2010