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Colômbia: Uribe continua através de Santos. Que fazer?

Quinta-feira, 10 Junho 2010

Narciso Isa Conde

Uribe e Santos som duas almas gémeas ao serviço do crime de Estado, da aliança narco-paramilitar com a oligarquia, da intervençom dos EUA, da guerra suja, do Plano Colômbia, do Plano Povo-Panamá e do processo de conversom de Colômbia numha espécie de “Israel da América”.

Uribe governou com Santos e Santos governará com Uribe, ambos com altíssimos índices de ilegitimidade (dada a elevada abstençom).

A cumplicidade entre os dous é demasiado profunda como para estabelecer distinçons para além dos estilos, as ambiçons e os dados particulares; amém de que as razons que convertêrom a Colômbia num “país sicario” (termo certeiramente empregado polo intelectual venezuelano Luís Britto), vam bem além do que poderia significar umha mudança de rosto ou umha ligeira viragem de tendência no exercício da Presidência dessa naçom.

Que atitude assumir?

Dissipada toda ilusom de deslocamento do uribismo e a ponto de se confirmar a sua continuidade assegurada em segunda volta, de novo surge a inquietaçom sobre o que fazer no campo revolucionário, anti-imperialista, popular, democrático e progressista a respeito desse regime.

Que fazer no interior e de fora da Colômbia? Que atitude assumir frente à reimposiçom desse regime? Qual a posiçom a adoptar dentro e fora das fronteiras colombianas perante essa realidade?

O plano interno é responsabilidade soberana da diversidade de forças enfrentadas a esse governo narco-para-terrorista, tutelado militarmente polos EUA e enquadrado na política de guerra dessa súper potência.

O outro plano, o que refere ao tratamento, às posiçons, às atitudes que devemos assumir as forças solidárias com a causa da liberdade, a autodeterminaçom e a aspiraçom de justiça desse povo irmao e os povos do continente ameaçado por esse engendro imperialista… situa-nos diante de umha realidade desafiante e expansiva, que vem pressionando nos últimos anos.

Colômbia é um Estado agressor, com sete bases militares estado-unidenses no seu território, destino do Plano Povo-Panamá e sede do Plano Colômbia-Iniciativa Andina dirigido contra a autodeterminaçom latino-caribenha da Amazonia.

Colômbia é um Estado terrorista controlado por umha direita política e umha oligarquia sócia ao para-militarismo.

Colômbia é um narco-estado contrarrevolucionário

Colômbia -além de aplicar um programa de expansom das suas forças paramilitares na Venezuela, Equador e outros países da área- serve ao propósito estratégico estado-unidense de desestabilizar as mudanças para a autodeterminaçom dos nossos povos e de agredir o “coraçom do Brasil”, o seu “principal concorrente” como potência emergente no continente americano (Project New American Century/Projecto Novo Século Americano.- A Guerra e a Paz na Venezuela.- Luis Britto Garcia.)

Os EUA -contando já com a Colômbia como plataforma para o estabelecimento em terra sul-americana de umha parte das suas unidades aéreas, das suas tropas de elite e da sua tecnologia militar de ponta- reactivou a sua poderosa IV Frota nas águas do Pacífico sul-americano; sintonizadas essas decisons com os seus propósitos medulares de conquista da Amazonia e as suas fabulosas riquezas naturais, de intervençom maior contra-insurgente em território colombiano e de desestabilizaçom progressiva dos governos avançados da regiom fora do seu controlo; muito especialmente do venezuelano.

Razons para condenar e isolar internacionalmente o uribismo

Estas som razons mais que poderosas para semear consciência continental sobre a verdadeira natureza e os verdadeiros propósitos desse “Estado sicário”, dependente de um imperialismo guerreirista em extremo e assessorado polo engendro de Israel e o seu tenebroso Mossad.

Para contribuir no seu isolamento e a sua derrota política acima dos resultados das suas eleiçons amanhadas.

Para lhe negar a condiçom de democracia ao sistema imperante em esse país.

Para o considerar como instrumento da política de guerra de EUA e do seu sócio israelita.

Para defender o povo colombiano do massacre americano mais prolongado, cruel e persistente das ultimas décadas.

Para a denunciar em todos os foros e espaços nacionais e internacionais.

Para condenar por múltiplas vias e por todos os meios possíveis a natureza criminosa desse regime e dos seus actuais governantes, negando-lhe o falso status de “governo democrático” que indevidamente lhe outorgou a chamada “comunidade internacional”.

Para exigir a troca humanitária de prisioneiros, a saída política ao conflito armado e a retirada das bases militares estado-unidense.

Para reconhecer as forças insurgentes e toda a oposiçom ao actual Estado Terrorista Colombiano como forças beligerantes.

Este é um repto inevitável tanto para os governos revolucionários e progressistas da regiom, especialmente para as forças do Alva, como para -e sobretodo- os movimentos políticos e sociais da regiom comprometidos com o anti-imperialismo, a democracia participativa, a soberania nacional e continental e a paz na regiom e no mundo.

Diante de umha realidade tam crua, ameaçadora e perigosa, nom devemos hesitar nem dar pé à ambigüedade. Ante um quadro tam desgarrador como o que sofre o povo colombiano nom se justifica a indiferença ou o silêncio frente ao genocídio persistente que o tortura. Urge umha viragem colectiva a favor de isolar e arrancar de raiz o uribismo e qualquer outra variante desse Estado aberrante, criminoso e agressivo; sem aceitar necessariamente a sua viciada institucionalidade e os seus amanhados calendários eleitorais.