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XIV JIG concluem com apelo à saída política revolucionária da crise capitalista

Segunda-feira, 31 Maio 2010

Avançar na coordenaçom internacionalista de povos e da classe trabalhadora, assim como preparar as organizaçons revolucionárias para um cenário de aprofundamento da crise e mesmo ruptura do capitalismo som as duas principais conclusons das XIV Jornadas Independentistas Galegas clausuradas noite de sábado 29 de Maio em Compostela.

Ao longo de todo este dia as instalaçons do centro social Pichel acolhérom a representantes dos movimentos de libertaçom nacional da Córsega, Escócia, Galiza, Países Cataláns e Porto Rico para analisar as consequências da crise capitalista nas naçons sem estado do centro do sistema.

A primeira sessom, que decorreu pola manhá, contou com a presença de Alberte Moço, porta-voz nacional de NÓS-UP e de Aquiles Rubio, de Endavant (OSAN) dos Países Cataláns. Ambos revolucionários incidirom na necessidade de vincular a luita pola independência com a luita anticapitalista, de construir organizaçons e movimentos de libertaçom nacional de carácter socialista, que superem a estreita visom do patriotismo essencialista e as ineficaces alianças interclassistas incapaces de avançar na emancipaçom das classes trabalhadoras e das mulheres, e na soberania e independência nacional dos seus povos.

Na primeira sessom da tarde Joahanna Dind, da Executiva do Partido Socialista Escocês, deu a conhecer as origens da opressom nacional do seu país e a actual situaçom socio-política da Escócia. Paulu Antone Susini, de Córsica Libera, realizou um percorrido pola história mais recente da ilha mediterránea, da luita contra o colonialismo francês iniciada em 1975 polo FLNC, dos conflitos internos vividos polo movimento independentista na década de noventa e da nova fase derivada da superaçom da fragmentaçom organizativa que deu lugar a cristalizaçom em 2009 de umha organizaçom aglutinante das diversas expressons ideológicas e políticas do independentismo.

O independentista portorriquenho Salvador Tió deu a conhecer as causas do submetimento colonial que padece o país caribenho polos Estados Unidos, denunciando o imperialismo ianque, apelando a importáncia de reforçar a unidade e coordenaçom das luitas no Movimento Continental Bolivariano e dando a conhecer a greve que tem paralisado de há semanas o sistema educativo universitário do Porto Rico.

As XIV Jornadas Independentistas Galegas finalizárom às 21.30 horas após umha sessom que reuniu na mesa aos/às cinco dirigentes independentistas para abordar a actual crise do capitalismo, como afecta aos respectivos países, e as perspectivas de iniciar umha vaga de luitas de massas contra os governos neoliberais.

Houvo elevada coincidência em que a actual crise é polas suas características, tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo, diferente e mais profunda que as anteriores, de como a soberania nacional de estados formalmente independentes como a Grécia, Espanha ou Portugal estám a dia de hoje seriamente ameaçadas pola voracidade dos organismos e potências imperialistas como o FMI, Banco Mundial, Alemanha e as instituiçons europeias. Da urgência de avançar face a ruptura da Uniom Europeia, de exercer o direito de autodeterminaçom, de derrotar nas ruas o neoliberalismo e o imperialismo, de transformar o malestar individual em combates de massas organizadas em base a um programa anticapitalista que tenha como objectivo a tomada do poder.

Boa parte das intervençons de ponentes e do público -entre as que destaca a Cônsul da República Bolivariana da Venezuela na Galiza Luisana Sánchez Cohen e o militante comunista basco Iñaki Gil de San Vicente- que ateigou as instalaçons do Pichel enfatizárom nas grandes potencialidades abertas para a esquerda revolucionária, na importáncia de acompanhar o movimento de massas, de que estamos à beira de umha profunda crise pre-revolucionária na que cumpre incidir e agir para evitar que seja capitalizada por opçons políticas de orientaçom fascista. 

O espaço marxista de análise e debate monográfico que o nosso Partido desenvolve de 1997 contou com umha elevada assistência que constata a importáncia e a necessidade de seguir melhorando esta ferramenta de reflexom para seguir contribuindo ao intercâmbio de experiências que permita seguir armando ideologicamente o conjunto da esquerda independentista e socialista galega e para avançar na construçom do partido comunista revolucionário.