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Estado espanhol gasta ao ano 650 milhons de euros em “evangelizar” as novas geraçons

Domingo, 23 Maio 2010

Ainda que disciplinar e docentemente os mestres e mestras de religiom católica dependem de arcebispos e cardenais, o estado gasta 650 milhons de euros anuais nos seus salários. O mais grave desta situaçom é que o 68% destes e destas docentes no ensino meio assomem que a sua missom nos centros educativos é “evangelizar”(esta proporçom eleva-se no ensino primário ao 72%).

Isto desprende-se de um estudo da Fundación SM, intitulado “Protagonistas de la clase de religión”. Isto significa que o estado espanhol está a gastar dinheiro público em fazer proselitismo da igreja católica, cedendo-lhe espaços no horário lectivo, instalaçons e recursos dos centros e pagando ordenados e segurança social de um corpo docente que age de avançadilha da igreja em escolas e liceus.

Outros dados interessantes que oferece o estudo som que o 60% deste colectivo pensa que o importante para impartilhar religiom é ser crente e um 83% acha que igual de importante é oferecer testemunho de vida cristá. Estes dous aspectos estám valorados muito por cima do facto de ter umha titulaçom, que só é considerado importante polo 3%  d@s participantes no estudo.

Outros dados bastante significativos som que, a pesar da clara ideologizaçom à que som submetid@s est@s docentes, há umha clara maioria deles e delas que reconhece que às vezes na igreja há problemas para entender a diferença entre docência de religiom e catequese, concretamente um 70%. Inclusso um 40% opina que na aula de religiom católica se deveria também falar doutras confissons.

Em dados referentes ao alunado, há um 34% que acha que a disciplina de religiom católica nom deveria ser avaliável e há um 31% que acha que a existência desta matéria é um privilégio da igreja próprio de tempos passados.

Em tempos de crise, onde todos os partidos políticos do sistema, e todas as administraçons falam de apertar o cinto e reduzir a “despesa pública”, parece que o governo do estado espanhol nom está disposto a tocar nada e deixar as cousas como estám, no referente à presença da igreja católica nos centros de ensino públicos, a pesar de que evidentemente estas despesas suponhem umha verdadeira sangria nas arcas públicas, de que o que fam, e de maneira confessa, os docentes de religiom católica nos centros públicos é  legalmente questionável com a constituiçom do estado espanhol na mao, e de que a igreja católica evidentemente teria recursos mais do que sobrados para desenvolver o seu labor “evangelizador” sem necessidade de recorrer ao ensino público que tem que ser neutral nestas questons por lei.

E, enquanto à igreja nom lhe tocam nem um só dos seus privilégios, o governo do estado espanhol recurta pensons e salários dos empregados públicos e fináncia despedimentos na empresa privada.