Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Opiniom

Na UdC: Coca-Cola sim, mas sem rum, por favor

Sábado, 17 Abril 2010

Iago Barros

A universidade galega, essa mesma que acusa o estudantado de altercados provocados polo consumismo exacerbado que se pode apreciar qualquer noite de rotina polas ruas das nossas cidades; essa mesma universidade que proibe a realizaçom de concentraçons multitudinárias qualificadas de “botelhom” e acusadas de representar permanentes actos vandálicos; essa universidade de pacotilha com reitores servos às consignas dos partidos políticos do regimem, está em Ferrol inundada, segundo denuncia o Comité Cidadám de Emergência da Ria de Ferrol aportando documentos gráficos, de propaganda dumha empresa que vive da alcoolizaçom, da propaganda reaccionária, do assassinato selectivo de sindicalistas em países como Colômbia, e da utilizaçom de substáncias aditivas na sua elaboraçom: a Coca-Cola.

Nova no cenário propagandístico e mercantilizador de cuja presença obtenhem réditos económicos as Universidades, esta empresa multinacional de poderosíssimo poder capitalista, apareceu no Campus de Serantes (Ferrol), da UdC, fazendo gala do valiossísimo poder publicitário que as escolas tenhem para o grande capital. Utilizando as faculdades como expositores de propaganda, Coca-Cola incorpora-se como mais um agente na nossa Universidade. Todo um logro dos firmes detractores do “botelhom” em cuja elaboraçom esta bebida tem um papel fundamental.

O senhor Barja, o reitor da UdC e mediático exponente da criminalizaçom da juventude polo consumismo abusivo e as festas com excesos, protagonista da recente cancelaçom de festividades como a de Económicas na Corunha polo seu potencial perigo para a integridade do imobiliário universitário, consente, cala e outorga perante a invasom de bebidas que, agora sim, nom levam a cabo estudantes etilizados nem menores maleducados. O fermoso e eterno desenho da marca registada ocupa pacificamente a fotografia que todos os fins de semana se translada em formato de garrafas às ruas das nossas cidades, para maior alarmismo social e policializaçom conseguinte.

A fotografia tomada polo Comité Cidadám de Emergência da Ria de Ferrol na entrada da Escola Politécnica, Naval e Industrial de Ferrol é o perfeito correlato às mediáticas festividades estudantis que estas semanas ocupárom as páginas dos jornais.

Esta imagem foi tomada por acaso. Quando representantes do colectivo social se dirigiam a interpelar umha palestra promocional da planta gasística Reganosa auspiciada polo PP, o PSOE e o BNG. Umha palestra que foi respondida com a intervençom d@s activistas desde o público, para recriminar a natureza claramente empresarial da ponência dum tal Jesús Losada Maseda, especialista em engenharia industrial.

Como apreciamos na imagem, aqui nom há grupos de estudantes com sacas cheias de bebidas, nem rostos sorridentes expectantes ante umha noite de desafogo. Aqui vemos o mesmo que na televisom: pulcras faixas comerciais sem sangue de sindicalistas de países distantes; sem alboroço juvenil porque chega um fim de semana mais para esquecer as aulas e o curro; sem “seguratas” preocupados com que a mocidade penetre nos santos lugares de docência e propaganda capitalista que som as faculdades de hoje em dia; sem estudantes erguendo umha garrafa de Coca-Cola com vinho que tam má imagem dam sobre o funcionamento do sistema educativo burguês: os seus valores individualistas e destrutivos, a sua alienaçom por via renal…

Sem os problemas que dá a gente. Que damos os e as estudantes. Sem problemas, sem jovens, sem estudantes. Com Coca-Cola.