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A cruz de Caballero

Sexta-feira, 3 Abril 2009Um Comentário

Xavier Moreda, filho, sobrinho e neto de represaliados polo fascismo após o golpe de 1936 em Vigo, escreve sobre as renúncias do PSOE viguês em relaçom à Lei da Memória Histórica actualmente em vigor e incumprida por Abel Caballero.

A cruz de Caballero

Antes das últimas eleiçons municipais assinamos, a Associaçom da Memória Viguesa e os partidos que concorriam, o Acordo da Memória. Depois das eleiçons municipais em Vigo, fum -confesso- o mais convicto defensor do diálogo necessário para tentar eliminar os resíduos contaminantes da falsa história, quando a cruz já era cor de rosa; a que honra os criminais. Aproveitando (iluso!) que governavam, finalmente, os mesmos que propugnaram o Ano da Memória. Fum capaz de entregar recomendaçons por escrito relativas à retirada de todo vestígio criminal pensando só na necesidade, por imperativo moral, por higiene democrática, da retirada da simbologia que lembra, insultante, como umha espécie de flash back, os filhos netos e bisnetos genéticos, ou adoptivos, que nos sentimos insultados.

Recorda-nos as torturas a que fôrom submetidos sem piedade, deitados nas gávias depois de assasinados, como advertência mafiosa. Abel Caballero recebeu-nos para fazer a foto; o alcalde mais impopular na história da cidade de Vigo nom cumpre nunca, nunca! a palavra dada. Os seus compromisos. Tem a doença mais comum do novorriquismo, a soberba pailana dos adventícios chegados nos quase 40 anos de “transiçom sem fim” em que no PSOE, fonte principal da amnesia decretada, instalados na equidistáncia, esquece o mais elementar das suas obrigaçons, o cumprimento da Lei da Memória: “As administraçons públicas, no exercício das suas competências, tomarám as medidas oportunas para a retirada dos escudos, insígnias, lápides e outros objectos ou mençons comemorativas de exaltaçom, pessoal ou colectiva, da sublevaçom militar. Entre estas medidas, poderám incluir-se a retirada de subvencions ou ajudas públicas…”. Mas ninguém pode assinalar Caballero como um homem incoerente. Ele fai parte desses que, com vaga vitalícia, mexem nos fios de cheias de fatos de “disfuncionários”; e dos factos dos medíocres instalados nos lindeiros do poder; o poder mesmo, fabricadas por medida com os que os psoecialistas acreditam ter dívidas de “sangue”, contraídas na lameira da traiçom à sua própria memória, aos serviços de cor e conduta obscura e indefinida. só relembrada em actos funerários de duvidosa utilidade moral. Molestas para as novas feituras. Para as novas formas que nom precisam ética ou moral, mas pragmatismo; menos ideologia desnecessária na criaçom da classe política. Dívidas eternas como com Paco Vasques, precursor de “políticas culturais radicais”.

Lembramos Sisi emperatriz na Corunha, os empréstimos necessários para a criaçom de umha memória “imperial” mais centroeuropeia que nom ecoasse ouveios próprios à moda de Paco Vasques; um verniz que nom recobre suficientemente a cor intensa que reflecte autonojo estilo “ Neo-Xan das bolas”. Mas Bono é patrom de todos, agora presidindo o “hemiciclo” acarom de Sor Maravilhas.

Porém, cada quem, incluso cada inesquerdista, tem a sua cruz, ou as suas cruzes (nom se valem cruzeiros) a de Caballero está no Castro face o concelho, presidindo a aba do monte onde grande parte da minha familia foi fusilada; 4 homens da minha família: meu avô, meu bisavô, um tio e o seu cunhado, com outros 7 homens, no dia dez de Dezembro de 1936. A cruz foi erguida ainda que a lápida comemorativa fosse retirada, para maior honra dos criminais que na Galiza assassinárom a liberdade.

Depois de o alcalde ter falado com o bispo de Tui-Vigo, mais umha vez depois da foto, houvo um acordo publicitado no qual a hierarquia decidiu que nom haveria problema com a retirada da simbologia a que a Lei do Estado espanhol se refere, e o concelho pagaria os custos. Eu recomendo a Caballero que leia o livro de Antonio Chaves, La UGT en Vigo. Una aproximación histórica. E a todos e todas os que se consideram socialistas, especificamente em Vigo, para que tenham sempre presente o que significava para homens como Enrique Heraclio Botana (fundador da UGT em Vigo) a honra de ser socialista, julgado e condenado polos assassinos sublevados franquistas com todas as autoridades republicanas, de esquerda ou progressistas como os últimos alcaldes de Lavadores e Vigo. Por dignidade, e se tem vergonha, retire a cruz dos caídos que só honra o franquismo criminal.