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26 de Março: Dia do Direito Universal dos Povos à Rebeliom Armada

Sexta-feira, 26 Março 2010Um Comentário

Os diferentes metodos de luita obedecem às condiçons reais em que vive umha sociedade num momento determinado da sua história. Hoje, 26 de Março dia no que se comemora o  Direito Universal dos Povos à Rebeliom Armada recuperamos um texto da autoria do Che Guevara, um dos revolucionários que tivo que pegar em armas na luita pola libertaçom nacional e o socialismo.

Discurso na concentraçom em frente do Palácio Presidencial

Che Guevara

26 de Outubro de 1959

Reunimo-nos aqui, neste Palácio de Governo, para responder conjuntamente à grande pergunta que se formulou. É que este Governo Revolucionário e este povo que está aqui cederá ante as pressons estrangeiras? Claudicará? (Gritos: Nom!, nom!) Deixará que pouco a pouco se vaiam murchando as suas leis revolucionárias? E conseguirá assim a benevolência que estám oferecendo na outra mao, a que nom empunha o garrote, ou bem este povo e este Governo unidos se levantarám como um só homem frente à agressom e farám couraça dos seus peitos para defenderem o que tanto sangue e tanto sacrifício custou? A própria presença multitudinária de hoje é a resposta que todos conhecíamos. O povo de Cuba frente, à agressom, sabe eleger o seu caminho de sacrifício, de sangue, de dor, mas também de vitória. Mais umha vez vai plantar-se frente aos traidores, vai plantar-se frente à agressom e dará um passo adiante, mais um, o que o situa bem à frente de todos os países da América. Nesta luita que estamos todos realizando para nos salvarmos das cadeias coloniais.

Hoje aqui com esta resposta de vocês está a defender-se mais do que umha causa nacional, mais ainda do que a causa do povo de Cuba e o nobre que é esta causa, está a defender-se a causa inteira da América, está a mostrar-se aos povos de todo o Continente o que pode fazer um povo quando está unido.

A nossa resposta, companheiros, é histórica… frente à traiçom, à ignomínia, frente à força bruta, à metralhada brutal, respondemos mais umha vez com um passo em frente, respondemos que seguiremos no nosso caminho revolucionário e que nom haverá invasons de tiranozinhos da América nem traidores a soldo que consigam vergar a Naçom cubana.

Mas, porque se produziu todo isto e porque precisamos umha vez mais de nos reunirmos aqui? Todos o sabemos. É para dizer: estamos dispostos a seguir no nosso caminho revolucionário. Produziu-se porque esta Revoluçom, que nunca matou um prisioneiro de guerra, que nunca tomou a menor medida contra nengum jornal insolente, que permitiu os mais desmedidos e ignominiosos insultos, foi demasiado clemente porque permitiu que os inimigos de dentro e de fora desenvolvessem as suas campanhas.

Estávamos seguros, como estamos agora, e agora mais do que nunca, que o povo nom ia ser enganado, mas eles sabiam também que jogar à Revoluçom e ao terrorismo era uma tarefa singela e sem risco, que estes senhores podiam vir em avions e entregar-se ao primeiro tiro e podiam obter a clemência, a benevolência do Governo Revolucionário. Tam é assim, que vinhérom em dias passados cometer o mais extraordinário crime que recorda a América contra um povo pacífico, desde a maior potência de todo o Continente, com a anuência interessada de um dos Estados maiores e mais forte da América, de onde vinhérom avions assassinos, violárom o céu cubano e semeárom de vítimas a Capital da nossa República. Depois venhem as queixas hipócritas, depois os jornais falam nom do terror que implantou Pedro Díaz Lanz com a sua «façanha» (gritos de: «fora, fora»)… nada da traiçom, nada da metralhada, e sim do perigo do comunismo que há aqui. Eles nom tivérom umha palavra de reproche para o assassino, mas sim palavras de condena para os que defendem a Revoluçom, para os que defendem todo o povo de Cuba, e por isso estamos aqui reunidos.

Curiosamente, o mesmo dia em que se perpetra a agressom contra Cuba a partir de bases estrangeiras, um comandante do nosso Exército inicia também o caminho da traiçom (gritos de: «fora») e veste-se essa traiçom com o mesmo manto que todos os hipócritas e todos os traidores, com o roupagem do anticomunismo que usa Jules Dubois, que usa o Time e que usam os monopólios estrangeiros, que usa o periódico Avance e que usa o Diario de la Marina.

E ao amparo da liberdade que há neste povo, publicavam as suas cartas de renúncias insidiosas, e a senhora de Hubert Matos se permitia duvidar, em carta pública, que o seu marido fosse assassinado numha cela. Nós, que matamos quem tínhamos que matar em frente da opiniom pública de América inteira e mostrando a verdade da nossa causa, que nunca assassinamos, que nunca maltratamos um só prisioneiro de guerra nos momentos mais difíceis, agora estávamos acusados de tentativa de assassinato numha cela, de tentativa de assassinato a quem podíamos levar ao paredom por traidor à Revoluçom. (Gritos e aplausos)

O que nom sabem esses traidores de aqui dentro e o que nom sabem os agressores de fora é que ainda sendo imenso o poder deste povo, nom está só; que nom terám que agredir somente a ilha de Cuba, situada no mar das Caraíbas, de seis milhons de habitantes e cento dez mil quilómetros quadrados. Eles nom sabem que terám que agredir também um continente que começa no Rio Bravo e acaba no mesmo Polo Sul, de 160 milhons de habitantes e vinte e tal milhons de quilómetros quadrados. E parece que nom sabem tampouco que além dos mares, a força incontrolável do movimento revolucionário sacudiu os pilares coloniais na Ásia e na Africa e que há mais de mil seiscentos milhons de seres que nos apóiam com todas as suas forças. O que eles ignoram é que estám sós, o que ignoram é que som o passado na História que avança sempre e que nom se repete e por isso, porque nom se repete, nós nom seremos a   Guatemala, nós somos Cuba, a que se ergue hoje à cabeça da América, a que mostra aos seus irmaos da América Latina qual é o caminho da libertaçom e a que responde a cada agressom e a cada golpe com um novo passo, com umha nova Lei Revolucionária, com umha mais acesa fé do povo nos altos destinos de nossa nacionalidade. (Aplausos)