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Vergonhosa meio-retirada da estátua eqüestre do ditador espanhol em Ferrol

Sexta-feira, 19 Março 2010Um Comentário

O PSOE, governante no Estado espanhol e em Ferrol, retirou de uns jardins militares a estátua de grandes dimensons que o ditador obrigou a construir aos trabalhadores do estaleiro nos anos 60 do século passado. Porém, a estátua vai ser  conservada num armazém castrense por decisom do governo local presidido polo “socialista”(?!) Irisarri.

A retirada é, com efeito, em vários tempos e parcial. Primeiro, em 2002, dous anos depois de ser pintada de cor de rosa pola esquerda independentista, foi conduzida da principal praça da cidade (a Porta Nova rebaptizada polo franquismo em “Plaza de España”) para o jardim do pátio de Ferrarias do Arsenal Militar de Ferrol. Ali estivo, placa com o testamento político incluída, à vista das pessoas visitantes, durante oito anos. Certamente, aquela foi umha vitória do movimento popular que durante anos reivindicou a retirada do insulto ao povo de Ferrol que representava a exibiçom pública do genocida.

Agora, o cumprimento da timorata Lei da Memória Histórica, aprovada por iniciativa do PSOE no Parlamento espanhol, leva a que esse monumento à barbárie fascista nom poda continuar a ficar à vista num espaço público, o que é umha boa norma em si mesma. No entanto, em lugar de destruir definitivamente esse símbolo apologético do franquismo, carente de qualquer valor artístico, ele é conduzido para um armazém militar próximo, na Escola Naval Antonio de Escaño, no bairro ferrolano de Carança.

A peça de bronze, de mais de oito toneladas de peso e seis metros de altura, fica oculta, mas ameaçadora e em propriedade da instituiçom castrense espanhola, a mesma que sob as ordens de Franco deu o cruento golpe de estado de 1936, que provocou a Guerra Civil que provocou milhares de vítimas na Galiza, e que sustentou a ditadura de quase quatro décadas para, a seguir, tutelar a transiçom que derivou na democracia formal actual. O mesmo exército nom depurado e golpista cuja última tentativa foi num 23 de Fevereiro de 1981 em conluio com o actual chefe do estado, segundo testemunhos dos escassos altos cargos de convicçons democráticas nessa instituiçom, como o general Martínez Inglés.

Em definitivo, a estátua oculta sob umha lona simboliza a ocultaçom estética da própria ditadura, cujos apelidos continuam a povoar, em filhos, sobrinhos e netos, os principais dirigentes dos três poderes -e do quarto- da actual segunda restauraçom bourbónica.

Graças à decisom da esquerda vendida que em Ferrol preside Vicente Irisarri, do governante PSOE, Franco continuará subido ao seu cavalo à espera de “tempos melhores” que, provavelmente e se o povo nom o impedir, podam conduzi-lo novamente às ruas do martirizado Ferrol antifascista, obreiro e galego.