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NÓS-Unidade Popular intervém na polémica das caixas propondo a sua nacionalizaçom

Sexta-feira, 29 Janeiro 2010

A organizaçom socialista e independentista NÓS-Unidade Popular fijo pública a sua posiçom perante o debate mediático que estám a protagonizar os diferentes partidos do sistema, favoráveis ou contrários à fusom da Caixa Galicia e da Caixanova. A proposta da esquerda independentista evita ensarilhar-se em falsos debates sobre inexistentes interesses nacionais na manutençom do actual estatuto das caixas ou a sua reforma. Consoante o programa socialista de NÓS-UP, a proposta passar pola nacionalizaçom das caixas e a destituiçom dos seus actuais dirigentes.

Reproduzimos a seguir o comunicado emitido pola entidade soberanista e de esquerda:

NÓS-Unidade Popular diante da proposta de fusom das caixas de aforros galegas

A crise internacional tem gerado umha série de dinámicas promovidas a partir das instituiçons reguladoras centrais do sistema capitalista (FMI, OMC e Banco Mundial), e directamente trasladadas às disposiçons governativas dos diferentes estados, tendentes à optimizaçom das instituiçons financeiras de cara a evitar as pejas que poderiam provocar umha cadeia de falências incontrolável.

Dentro desta linha no Estado espanhol, tem-se impulsionado nos últimos meses um processo de concentraçom do capital financeiro que atinge as caixas de aforros, processo que pretende reduzir o número destas entidades, aumentando o seu volume de capital.

Esta medida simplesmente quer evitar as dificuldades de gestom de riscos que implica a existência de multidom de entidades, reduzindo o seu número e avançando na homologaçom das mesmas, nascidas com umha vocaçom social, com as entidades bancárias convencionais.

O debate surgido no País à volta da possível fusom das duas entidades galegas, Caixa Galicia e Caixa Nova, foi apresentado numha perspectiva equívoca. O que nom passa de umha disputa entre grupos oligárquicos apresenta-se falsamente como um debate sobre o controlo da riqueza nacional.

Na actualidade a gestom do capital de ambas entidades está em maos privadas e assim continuará, exista ou nom fusom dentro dos limites da Comunidade Autónoma. A mudança do domicílio social para fora das fronteiras do País nom suporá grandes mudanças para a maioria da populaçom galega.

Lamentavelmente, quase ninguém está a chamar a atençom sobre o facto fundamental que tem revelado a crise financeira e que deveria ser o que condicionasse as medidas a tomar com as caixas de aforros e restantes entidades bancárias.

A explosom da bolha económica global pujo de manifesto a incapacidade dos gestores privados da riqueza mundial, a sua cegueira e os riscos que supom deixar nas suas maos o ordenamento económico mundial. Esta incapacidade nom é apenas atribuível aos grandes oligarcas mundiais mas também aos seus émulos locais.

A dependência das finanças públicas para garantir a solvência das entidades bancárias demonstrou o que  a esquerda real vem demandando historicamente, e que NÓS-Unidade Popular apresenta como soluçom do “problema das caixas galegas”: a sua nacionalizaçom.

Eis o caminho a seguir com as caixas de aforro na Galiza, a sua nacionalizaçom, seguida da destituiçom imediata dos seus gestores actuais. Fora disto o que acontecerá com elas é simplesmente umha mudança de quem vai ser o ladrom que se vai pôr à frente.

Direcçom Nacional de NÓS-UP

Galiza, 28 de Janeiro de 2010