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Conselheiro da Cultura indigna a intelectualidade galega com as suas declaraçons

Terça-feira, 26 Janeiro 2010

Roberto Varela, Conselheiro da Cultura do governo de Feijó, continua a ser notícia polas suas declaraçons em tom despectivo cara à cultura galega. Estas declaraçons destilam os preconceitos, o desconhecimento e o desprezo de um tecnocrata que véu mandar e manipular no seu departamento, mas que nom precisa de saber o que se coze no País, porque em qualquer caso, aquilo em que lhe tocou mandar, que e a cultura galega, é, para ele, umha cousa “menor”.

Roberto Varela  acaba de ser de novo actualidade por afirmar num foro privado que “a cultura galega esta ensimesmada e complexada”, umhas declaraçons que parecem ir em consonáncia com aqueloutras em que dizia que “a cultura galega está bem, mas limita” e que preferia “a cultura feita na Galiza”. Fazendo repasso, breve apenas, das opinions lançadas por este elemento, caracterizado de partida polo seu perfil inadequado para o cometido que se lhe atribuiu no executivo autonómico, torna evidente que, além de nom ser a pessoa idónea para tal cargo, tambem ele nom demostra muito entusiasmo pola matéria sobre a qual lhe corresponde fazer politica.

O seu ódio e desprezo polo mundo cultural galego voltou a demostrar-se quando, poucas horas depois das novas e polémicas declaraçons, perguntado pola sua opiniom acerca de umha carta assinada por onze intelectuais galegos (que tenhem em comum terem sido Prémio Nacional de literatura em diferentes modalidades) na qual se exigia a sua demissom polo seu desconhecimento e a sua hostilidade pola cultura galega, ele respondeu que nem lhe passava pola cabeça demitir-se e, nom ficando satisfeito com a manifestaçom da vontade de continuar a pesar de tudo, também dixo que leria a carta e, se procedia, que havia de proceder, responderia. Nem sombras de rectificaçom e, por cima, pretendeu recriminar a este grupo de intelectuais o seu “atrevimento”.

Em qualquer caso, provavelmente o pior na gestom de Roberto Varela nom sejam as palavras. Os factos tambem revestem umha gravidade considerável, e retratam muito bem sob que concepçons e que  gere este indivíduo o seu departamento. A desactivaçom do portal da Memória Historica, a nomeaçom do nadador de elite espanhol David Meca como embaixador do Jacobeu (qual e a relaçom deste senhor com a Galiza?) a própria eliminaçom de qualquer referência ao País na publicidade do Jacobeu (apenas se fala de “Spain”) por nom falar da ausencia de nomes galegos nas actuaçons estelares dos espectaculos do mesmo, ou a eliminaçom das ajudas ao sector editorial para as traduçons de obras estraneiras, bem como a vontade expressa de subvencionar a ediçom em espanhol… nem um gesto, nem umha iniciativa, nem umha declaraçom de intençons sequer em favor da produçom cultural na Galiza e em galego. O que sim e certo e que deve ser o primeiro Conselheiro de Cultura ao qual lhe fam um manifesto para pedir a sua demissom, e nisso supera personalidades que criárom tambem bastante consenso na sua contra, tais como Peres Varela.