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Governo municipal corunhês aproveita obras para retirar monumento de exaltaçom fascista

Sábado, 23 Janeiro 2010

Contra o critério do movimento popular que vinha reclamando há anos a destruiçom do monumento ao fascista que fundou a Legiom espanhola, o PSOE e o BNG preferírom aproveitar umhas obras para, por fim, retirar um das dúzias de símbolos do franquismo que, 35 anos depois da morte do ditador, continuam a exaltar o seu regime criminoso. Referimo-nos à actuaçom da manhá de ontem, em que Millán Astray deixou de presidir a praça que, issso sim, continua a levar o seu nome. Difícil explicar as enormes dificuldades que vem enfrentando o cumprimento da Lei da Memória Histórica a nom ser recorrendo à influência que, ainda hoje, mantém o sector oligárquico espanhol mais estreitamente comprometido com o regime franquista.

Um sector que estende a sua influência no exército, na igreja, no mundo financeiro, educativo e político, e nom só em partidos herdeiros do franquismo como o PP. Lembremos que foi um “socialista”, Francisco Vasques, o principal valedor dos símbolos franquistas na cidade galega com mais presença desse lixo, durante os longos anos do seu mandato local.

Agora, quase pola porta das traseiras, o governo bipartido da Corunha retirou a estátua mas mantém o nome da praça, tal como o da vizinha, que também o franquismo baptizou como “Plaza de España”. Ambas, tradicionalmente, constituiam o Campo da Lenha, mas nom está previsto que a limitada limpeza dos símbolos franquistas chegue “tam longe”.

Tanto a esquerda independentista como a Comissom pola Memória Histórica da Corunha tenhem levado avante as principais iniciativas contra os símbolos franquistas na última década. Nos dous casos, a insatisfaçom pola timorata iniciativa do governo municipal é manifesta.

Especialmente insultante é a condena recente contra três militantes de BRIGA a pagar 2.000 euros por tentarem, em 2005, derrubar a estátua de Millán Astray com ajuda de umha serra radial. O tempo deu a razom aos jovens independentistas e, finalmente, o próprio governo municipal levou a peça de bronze a um local indeterminado, já que a lei obriga à retirada dos símbolos do franquismo dos espaços públicos.

Falta retirar centenas e centenas de símbolos diversos da ditadura militar franquista das ruas e espaços públicos da Galiza. Curiosamente, a lenta retirada que agora iniciam os governos do PSOE está a confirmar a legitimidade de BRIGA e de NÓS-Unidade Popular na sua campanha de acçom directa contra esses símbolos. Apesar da lentidom e a escassa firmeza das actuaçons institucionais neste campo (nem a estátua de Franco em Ferrol nem a de Millán Astray vam ser destruídas), nom deixam de supor umha pequena vitória para o conjunto do movimento antifascista galego.

Podes ler aqui toda a informaçom que já publicamos sobre este assunto.