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Amplo apoio à convocatória de greve no ensino prevista para esta quinta-feira

Terça-feira, 19 Janeiro 2010

Grande número de entidades e sectores relacionados directa ou indirectamente com o ensino na Galiza já aderírom à convocatória de greve realizada inicialmente pola CIG e o STEG, bem como a plataforma lingüística ligada à UPG. Tanto os sindicatos pactistas, nomeadamente a UGT e CCOO, como os minoritários CUT e CNT, além de entidades estudantis como a da esquerda independentista AGIR, som numerosas as adesons manifestadas na última semana. No ámbito estritamente político, também NÓS-Unidade Popular manifestou o apoio a todas as iniciativas “para parar os pés ao Partido Popular”, em alusom à greve prevista para o dia 21 de Janeiro.

Se bem está garantida umha importante manifestaçom em Compostela para a manhá da quinta-feira, resta comprovar a adesom que consegue umha convocatória mais ampla do previsto inicialmente, nomeadamente qual será a resposta do professorado. Apesar da iniciativa restrita da CIG e o STEG, outros sectores organizados em parámetros de esquerda e nacionais decidírom apoiar a jornada de greve contra o novo Decreto de ensino impulsionado polo governante Partido Popular. Um decreto que fai recuar posiçons ao galego face ao espanhol, disfarçando o recuo com roupas “plurilingüísticas” através de umha inaplicável introduçom do inglês como língua veicular, quando se sabe que é mínimo o professorado capaz de realizar a sua docência nessa língua.

Poucos duvidam que o espanhol será, novamente, o exclusivo beneficiário da reforma legal que o PP vai impor no Parlamento autónomo. Daí que, mesmo organizaçons de obediência espanhola e nada significadas pola sua militáncia pró-galego, como os sindicatos UGT e CCOO, também tenham aderido à convocatória e criticado o rascunho de novo Decreto contra o galego que já se fijo público.

No caso da esquerda independentista, AGIR vai participar organizadamente com umha iniciativa própria, tanto na realizaçom da greve como na própria manifestaçom nacional em Compostela.

Entretanto, o BNG e o PSOE apelam ao “consenso anterior” como se antes de Feijó houvesse umha política lingüística digna de ser defendida. Com um Plano Geral de Normalizaçom Lingüística que, apesar das suas insuficiências, nunca saiu das gavetas de Sam Caetano, o “consenso” limitou-se a “excluir o galego do confronto político”, sem medidas concretas que permitissem um avanço quantificável, enquanto o número de falantes nom deixava, como na actualidade, de diminuir.

Agora, o PP tira a máscara e pisa até o fundo o acelerador da espanholizaçom. Umha boa ocasiom para comprovarmos, arrumando falsos consensos, se o nosso povo consegue activar-se e responder em defesa do seu mais importante sinal colectivo de identidade: o idioma.