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ONU di que a situaçom dos povos indígenas no mundo é “alarmante”

Sexta-feira, 15 Janeiro 2010

Um estudo difundido ontem mesmo polo Forum Permanente da ONU Sobre Questons Indígenas afirma que 300 milhons de indígenas vivem em condiçons de extrema pobreza no mundo actual, com umha expectativa de vida até 20 anos menor do que a média global do ser humano. Os povos indígenas representam 5% do total populacional mundial, mas som 1/3 dos 900 milhons que no planeta vivem em situaçom de pobreza extrema.

O relatório chama-se ‘Situaçom dos Povos Indígenas no Mundo’ e foi lançado no dia 14 de Janeiro (ontem) no Rio de Janeiro, Nova Iorque, Bruxelas, Camberra, México, Moscovo, Pretória e Bogotá em simultáneo. Aos contundentes dados referidos acima, há que acrescentar os níveis desproporcionais de mortalidade infantil e materna, a desnutriçom, a SIDA e outras doenças infecciosas como a malária. Obesidade, diabetes e tuberculose som outros padecimentos que atingem em grande medida as populaçons indígenas que ainda sobrevivem na era do mais agressivo capitalismo global.

Quanto à esperança de vida, salientam as péssimas expectativas na Austrália e no Nepal (20 anos a menos que a média mundial), Canadá (17 anos menos), Guatemala (13 anos menos), Nova Zelándia (11 anos menos), Panamá (10 anos menos) e México (6 anos menos), entre outros semelhantes.

90% dos idiomas indígenas, em processo de extinçom

O estudo, elaborado por sete especialistas no tema, alerta sobre a iminente extinçom, no século actual, de 90% dos idiomas indígenas hoje existentes no planeta, o que suporá umha perda do património lingüístico e cultural sem precedentes para a nossa espécie. Acrescente-se a discriminaçom étnica e cultural nos sistemas de ensino dos respectivos estados, o que impede um acesso igualitário à educaçom aos integrantes de naçons indígenas um pouco por todo o mundo.

A desnutriçom, o acesso limitado a cuidados médicos, a falta de recursos cruciais para o bem-estar e a poluiçom dos recursos naturais contribuem para o precário estado da saúde da populaçom indígena do mundo, segundo o organismo promotor do relatório que comentamos.

Além do generalizado analfabetismo, o estudo aponta mais um dado, tam grave como significativo: umha em cada três mulheres indígenas é estuprada, no conjunto de populaçons ainda sobreviventes.

Todos esses problemas devem explicar a elevadíssima incidência dos suicídios no seio das comunicades indígenas, nomeadamente entre as faixas etárias mais novas.

O povo considerado com maiores índices de suicídios é o Kaiowá, de Mato Grosso do Sul (Brasil), incidindo nesse caso de maneira especial a luita histórica contra os poderosos fazendeiros da regiom. Entre 2000 e 2005, esse desmoralizado e maltratado povo originário brasileiro tivo umha média de suicídios 19 vezes mais elevada do que a média nacional brasileira, afectando sobretodo adolescentes e adultos jovens. Só nesse estado brasileiro, fôrom contabilizadas 230 sociedades indígenas, com 180 línguas. No total do Brasil, 14% do território brasileiro é ainda ocupado por índios, apesar da tendência negativa devido a todos os factores indicados e a mais alguns, nomeadamente os interesses especulativos e predadores de grandes corporaçons e transnacionais capitalistas.

Podes consultar (em inglês) o relatório da ONU aqui.