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…Oiga! Es el enemigo? (Gila)

Sexta-feira, 8 Janeiro 2010

Xavier Moreda

Os impérios e imperiozinhos ultrapassam sempre a data anunciada para a retirada dos territórios ocupados, o que sempre soa a piada, a chiste de Gila: aquele grande humorista tragicómico (…Oiga! Es el enemigo?). A retirada é umha das advertências fictícias estratégicas, é o anúncio da permanência sine die. As mesmas normas excepcionais, de guerra, tornam-se em essenciais para as ministras mercenárias  que colaboram “humanitariamente” no Afeganistám na “Operaçom Liberdade Duradoura” com o governo imperialista mais criminoso na história da humanidade. Os imperativos geopolíticos som substrato objectivo da “guerra humanitaria”. Contra o terror! é preciso analisá-los. A ministra da guerra do Reino de Espanha sabe que:
A invasom do Afeganistám polos EUA iniciou-se em 7 de Outubro de 2001 em resposta aos atentados de 11 de Setembro contra os EUA. Era (é) umha guerra de vingança que Obama herdou para seguir a mesma estratégia iniciada. Nom havia nem há nada de humanitário.

As eleiçons fôrom fraudulentas. Karzai quer continuar no poder para continuar a fazer negócios com os extremistas religiosos. Se a NATO saísse teria que evacuar Karzai, pois nom resistiria umha semana.

A guerra do Afeganistám é de “escalada”: exige cada vez mais tropas. Os militares espanhóis fam parte dos PRT ou “equipas de reconstruçom provincial”, som utilizados como mao de obra barata.

O “Jefe del Estado Mayor de la Defensa”: o general Julio Rodriguez justificou o envio de umha nova remessa de mais 500 soldados. O qual significa um aumento progressivo de um maior número de contingentes para umha guerra que já dura 30 anos.

A CIA está a ser posta em evidência depois do ataque em que um agente duplo, infiltrado nos serviços secretos jordanos, entrou numa base da CIA no Afeganistám com o pretexto de fornecer informaçom valiosa sobre a Al-Qaeda e matou sete elementos da CIA e o agente 
jordano com quem trabalhava “Isto mostrou que o nível de capacidade nas operaçons decaiu ao ponto de os agentes serem umha ameaça para eles próprios”.

A chamada “comunidade internacional” perde dinheiro e sangue seguindo só os interesses dos EUA que apoia um governo de corruptos, de criminais.

A violência contra as mulheres está finalmente legalizada, baseia-se na lei familiar xiita, a mesma que tinham os talibáns. Entre outras barbaridades, permite ao homem matar à fame as mulheres se nom querem manter relaçons sexuais, ou, “simplesmente”, que nom podam sair da casa sem permissom.

Quanto mais durar a ocupaçom pior será a guerra civil posterior. Os chamados senhores da guerra som parceiros de Karzai e de Abdullah os responsáveis da anterior guerra civil afegá. O apoio implica que as verdadeiras forças democráticas sejam forçadas a agir a partir da clandestinidade.

A propaganda da patria comercial pacificadora na guerra humanitaria persiste como um mau cheiro, como um fedor nojento que fere conciências que dissentem. Consciências dos que fora do parlamento mostram outras maneiras de agir no cenário da realidade teimosa de quem nom acredita na pátria mercenária, na pátria comercial de pavilhom de conveniência. A guerra contra o terrorismo foi festejada na Páscoa militar perante a mais irreal das famílias. A perseguiçom política, o terrorismo do estado é produto do temor dos e das medíocres à radicalidade imprecindível para aprofundar nos direitos do povo travalhador. A pertença à esquerda democrática está criminalizada, um antigo guiom que escreveram os Bush e os seus sequazes e que agora começou a  re-escrever Rubalcaba: executor da legislaçom selectivíssima e esencialmente arbitrária ajustavel á mao dos inquisidores, vice-reis, juízes e polícia que esquecem por sistema a presunçom da inocência substituindo o modus vivendi, a militáncia ou os credos políticos como provas inculpatórias dos e das jovens da esquerda revolucionária.

Há pouco tempo Alexandre Rios Bergantinhos publicaba um artigo a respeito dos protestos dos pijo-borrokas em Pozuelo. Reflectir sobre este fenómeno pode ajudar na criaçom de vacinas preventivas contra o analfabetismo político e a manipulaçom dos e das que promovem sem cessar o apoliticismo activo, especificamente entre a juventude. Alexandre é um jovem dos que luitam polo direito a ter direitos. Ele também estava nos protestos, na concentraçom contra a BRILAT em Ponte Vedra, umha unidade de elite do exército espanhol. A ocupaçom dos mercenários foi contestada por BRIGA naquela altura, e na actualidade por centenas de pessoas da vicinhança que rejeitam a presença militar.

Nom é a primeira vez que o anti-humanismo beligerante (nom há repressom humanitária!) se manifesta em episódios policiais falsamente midiatizados, parcial ou totalmente censurados. Num Estado de direito, o uso policial da força é sempre a última opçom após ter tentado todas as pacíficas. Este jovem pode entrar em prisom por despregar umha faixa com a legenda “Exército espanhol assassino” perante um posto da BRILAT, polo que foi condenado por um delito de “injúrias às Forças Armadas”. Os antecedentes por este “delito contra a honra” som os que segundo as leis espanholas obrigam o jovem após este último julgamento a entrar em prisom. As condiçons de trabalho do Alexandre impedem-lhe fazer frente aos 6.000 euros que como mínimo deve pagar em multas, faltas e responsabilidade civil derivadas dos dous julgamentos. A falta de pagamento destas elevaria a sua estadia no cárcere mais dum ano em total. Este jovem pode ser privado de liberdade como mínimo 6 meses da sua vida, e possivelmente durante um ano inteiro, por participar num acto antimilitarista e mais numha manifestaçom do 1º de Maio.

Todo Estado democrático se submete aos acordos internacionais assinados en que assume a disposiçom do aparelho coercitivo para nom chegar a um mal maior, mas o antiterrorismo é utilizado para o abuso continuo de autoridade. Como um dúctil, adáptavel e flexível instrumento de repressom. A partir do activismo ecológico, que já começou a ser demasiado incómodo em Copenhaga, até os própios meios de investigaçom sociológica, nom ha por nímio que for nada que a legislaçom antiterrorista poda abranger. Devemos solidarizar-nos com BRIGA, que iniciou umha campanha no passado dia 8 de Dezembro de solidariedade com o Alexandre para a recolha de contributos económicos que podam impedir ou reduzir a sua entrada em prisom.

As manifestantes, os manifestantes somos un problema para  a sua ordem publica, para a segurança que nos criminaliza para nos pormos à margem da política. Somos “violentos em potência”, pré-terroristas. O poder intui, interpreta, para o qual outorgam carta branca às forças policiais que ocupam como forças de ocupaçom militarizadas in crescendo como os militares da BRILAT.

O que eles entendem por ordem pública reflecte a sua concepçom de democracia; todo acto de protesto que nom cumprir com os preceitos ditados arbitrariamente polo vice-rei correspondente é um acto quase terrorista (pré-terrorista!) ainda que seja o mesmo Estado espanhol que incumpre as normas internacionais relativos à repressom e à tortura.

Eliminam a presunçom de inocência e, ainda que nom existam provas, agem como inquisidores que julgam arbitrariamente dependendo das proclibilidades dos membros de cada governo e do chamado poder judiciário, eis o caminho iniciado. É a polícia quem exerce de juiz que reprime com crenças que nom tenhem nada a ver com a democracia. No entanto, Espanha, o imperiozinho, celebra sempre os genocidios como o iniciado na América Latina a 14 de Outubro, ou a páscoa militar onde o mais importante foi o pantalon da ministra Carme Chacón e nom os 3000 soldados no exterior dos 86.000 “efectivos”e a estratégia dos EUA “en la cual nos integramos”.

As ladainhas jornalísticas, das vítimas do analfabetismo político e da autocensura sobre as trapalhadas da Guerra contra o terror som infindaváveis. Ha também umha atitude colaboracionista por parte da imprensa que nom exerce denunciando os factos. No momento em que o mundo precisa de uns novos media, umha nova forma de difundir notícias, de promover o debate, político, cultural, alternativas ao sistema ou ao regime bourbonico. Temos uns velhos media que se resistem morrer, a dar lugar à democratizaçom de que a Galiza e o mundo precisam.