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Patrons galegos querem ERE’s sem controlo público e mais reduçons salariais

Sábado, 28 Março 2009Um Comentário

O líder do patronato galego-espanhol, Antonio Fontenla, apresentou em Compostela as propostas dos empresários para os tempos de crise que vivemos, que na verdade nom variam muito em relaçom às propostas habituais da classe dirigente noutras alturas históricas.

A eufemística “flexibilizaçom” do mercado laboral, dando via livre aos empresários para aprovar directamente Expedientes de Regulaçom fora de qualquer controlo público é a proposta estrela da Confederaçom de Empresários da Galiza (CEG) que Fontenla preside e apresentou coincidindo com a assembleia geral da entidade burguesa.

ontenla reconheceu a sua satisfaçom pola presença do PP à frente da Junta, por supor “um governo forte perante às adversidades”, quer dizer, descomplexado na hora de assumir as propostas patronais, que o patrom dos patrons denominou “ajustamento das reivindicaçons laborais”. Tal ajustamento traduz-se em reduçons salariais, pois os aumentos “podem agravar de modo irreversível (sic) a economia”.

Curiosamente, essa é a fórmula que Fontenla e os seus apresentavam quando os dados macroeconómicos eram favoráveis, para garantir, diziam na altura, que “nom se perda produtividade”. Em nome de um suposto “liberalismo”, os empresários voltam com a teima de atacar os direitos da classe operária sem mostrar qualquer disposiçom à renúncia aos milionários lucros da grande empresa.

Contra os salários e direito à greve

Contodo, a receita da CEG nom fica aí. Além de ERE’s sem controlo público e reduçons salariais, Fontenla propujo medidas repressivas que evitem a resposta obreira às agressons: o direito de greve foi alvo da política restritiva que o patronato considera necessária para manter o que denominam “proveitoso clima de paz social construído nos últimos anos”. Como exemplo de “ameaças”, referiu a exemplar greve do metal viguês e a da limpeza da província de Ponte Vedra.

Se bem a principal entidade patronal galega tem dedicado boas palavras ao governo bipartido anterior, as suas esperanças situam-se num maior compromisso do PP com as fórmulas do neoliberalismo selvagem para continuar a desfrutar de importantes lucros económicos graças à exploraçom da classe operária.

Um comentário »

  • GZlivre! di:

    Ameaçam com nos quitar a já raquítica proteiçom do idioma e tambem com nos quitar as ínfimas vitorias sobor dos nossos direitos de classe. Suponho que se seguem a tirar da corda nalgum momento ha ter que romper, nom si? Nalgum momento a populaçom galega terá que ultrapassar da resignaçom á zanga!

    Hai que atiçar no vespeiro sem descanso ata que arrebente.

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