Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Nacional, Notícias

Processados pola acçom contra a estátua de Millán Astray na Corunha nom delinquírom

Quinta-feira, 17 Dezembro 2009

Um tribunal corunhês evitou qualificar como delito umha das mais conhecidas acçons da campanha contra a simbologia franquista que a esquerda independentista tem realizado durante os últimos anos para chamar a atençom sobre a permanência da mesma três décadas depois da morte do assassino Francisco Franco. Referimo-nos à tentativa de tombar a estátua do fundador da Legiom, Millán Astray, em pleno centro da Corunha no ano 2005, protagonziada por três militantes de BRIGA.

Os três processados pola referida acçom nom cometêrom nengum delito, segundo o juíz, e portanto estes três jovens daquela militantes de BRIGA nom entrarám em prisom, ainda que em princípio fiquem condenados a pagar mais de 2.000 euros de indemnizaçom à Cámara Municipal da Corunha e umha multa de 120 euros por umha falta qualificada como de “danos”. De todos os modos, e sem dúvida para “compensar” de algumha maneira o fracasso tanto do fiscal como das acusaçons particulares (que representavam a Cámara Municipal e a Asociación de Amigos de La Legión), Borja Neves, Breixo Formoso e Afonso Mendes verám agravada a falta polo que, de maneira inaudita, foi denominado “discriminaçom ideológica”.

A 18 de Maio de 2005, estes três jovens antifascistas galegos, à luz do dia, com fatos de trabalho e a cara descoberta, protagonizárom  umha acçom que consistia em cortar polas pernas a estatua de Millán Astray sediada em frente do quartel de Atocha. Quando estava parcialmente seccionada umha perna, a polícia espanhola apareceu procedendo e detivo os três activistas.

Durante o julgamento, as acusaçons particulares insistírom muito em que a acçom devia ser qualificada como “atentado contra um objecto de valor histórico-artístico”, mas esse argumento ficou desactivado com o depoimento do que era Responsável de Património da Cámara Municipal no momento da acçom directa, quem confirmou que a escultura nom estava catalogada nem como monumento. Por outra parte, e nom tratando-se de um atentado contra um bem de interesse histórico-artístico, tampouco se apresentárom provas que esclarecessem o custo da reparaçom da escultura (preço dos materiais, mao de obra, deslocamentos…) com o qual, tendo em conta que o limiar para considerar delito umha acçom deste tipo está nos 400 euros, o juiz dixo manter “umha dúvida razoável a respeito do valor do dano”.

A acçom protagonizada por estes três militantes do MLNG tivo lugar no quadro de umha intensa campanha da esquerda independentista contra a simbologia fascista, na qual fôrom derrubados ou sabotados vários monumentos em diferentes pontos do País, além de retirar-se de várias cidades centenas de placas com nomes de “façanhas” militares, mártires ou mandos  da sublevaçom do 36.

Especial relevo tivo a destruiçom com umha maça, por militantes de NÓS-Unidade Popular, da estátua de Franco mais antiga do Estado espanhol, que existia na freguesia de Sam Mateu de Trasancos, em Narom. A cabeça da referida estátua foi posteriormente entregue no Registo Central da Junta da Galiza em nome do entom presidente da Junta da Galiza, Manuel Fraga. Oito integrantes da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular fôrom detidos por esse motivo.