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Entrevista com Antia Marinho, vítima das represálias económicas do Estado espanhol por exercer a livre expressom

Terça-feira, 15 Dezembro 2009

Reproduzimos umha entrevisa difundida no site da organizaçom juvenil da esquerda independentista BRIGA, com umha das jovens condenadas por despregarem umha faixa antimilitarista no estádio de futebol de Ponte Vedra, reclamando a saída da base da Brilat da cidade galega.

BRIGA. O passado 10 de Setembro celebrou-se o julgamento no que ti e dous jovens mais enfrentavades umha sançom total de 12.000 euros por despregar umha faixa antimilitarista no estádio de Passarom de Ponte Vedra. Como xurdiu a ideia dessa actividade?

Antia Marinho. O desprege da faixa no estádio foi umha das actividades enmarcadas na intensa campanha de denúncia e solidariedade com @s três jovens acusad@s de “ameaças e injúrias ao Exército” e “maltrato às Forças Armadas”, que enfrentavam umha petiçom fiscal de 2190 € de multa e um ano de prisom cada um/umha. A escusa foi a participaçom numha mobilizaçom de protesto ante um posto de captaçom de jovens, na Alameda de Ponte Vedra em Junho do 2006, dentro da campanha publicitária polo seu 37º aniversário.

Essas acusaçons resolviam-se meses mais tarde com a absolviçom plena de um dos companheiros e a condena do resto por injúrias.

B. Qual foi finalmente a sentença polo despregue da faixa?

A.M. Estamos condenad@s ao pago total de 9000 euros. Como vedes, executou-se a perfeiçom o papel da Comissom contra a Violência, a Intolerância e a Xenofobia nos Desportos, organismo especializado na censura e perseguiçom das reivindicaçons sociais em qualquer espaço desportivo.

Esta desproporcionada quantidade exemplifica com claridom a hipocrisia de um governo que, autodenominando-se democrático, criminaliza e pena a simples liberdade de expressom.

B. Qual achas que é a funçom dessa Comissom contra a Violência, a Intoleráncia e a Xenofobia nos Desportos?

A.M. Os factos demonstram que o objectivo real é acalar as vozes dissidentes e de denúncia nos estádios desportivos.

Nom somos, nem muito menos, umha excepçom. Dous membros da Associaçom em Solidariedade com o Kurdistám eram multados em 2006 a um total de 8000 euros por exibir umha faixa com a legenda “Freedom for Kurdistan” durante um partido de futebol no estádio de Balaídos em Vigo. Mas poucas ou nengumha som as condenas ante a violência fascista ou racista nestes âmbitos, mais bem som permitidas e consentidas polos grandes clubes e meios de comunicaçom.

Evidenciando assi o serviço ao último beneficiário, o capitalismo espanhol. Com organismos e leis como éstas mantem-se sob controlo um dos instrumentos de alienaçom mais efectivo no Estado espanhol, o desporto de massas. É fácil compreender que nom vam permitir que as pessoas comprometidas com a esquerda anticapitalista e a defesa dos seus princípios ergam a voz no que eles consideram o seu perfeito feudo “apolítico”.

B. Ponte Vedra é umha das comarcas galegas com maior presença militar. Existem iniciativas antimilitaristas na comarca?

A.M. Além desta campanha desenvolvida por BRIGA, nos últimos meses há outras iniciativas na comarca, como o foi a campanha da “Coordenadora de Ponte Vedra Contra a Guerra” que com motivo do 60º aniversário da OTAN denunciou o vergonhento papel que desenvolve no mundo esta maquinária supraestatal imperialista.

Há que destacar também a luita d@s vizinh@s de Salcedo, Figueirido e Vila Boa, que levam mais de um ano mobilizando-se contra a imposiçom da “faixa de segurança”, que conleva umha ampliaçom do perímetro da BRILAT até um total 2.880 hectáreas, com afectaçom de numerosas vivendas, agressons militares a vizinh@s e destruiçom de monte comunal e monumentos de elevado valor patrimonial como som as mámoas e petroglifos da zona.

B. Num marco de crise como a do periodo actual, até que ponto cres que o Exército Espanhol está a se beneficiar da precariedade laboral da juventude galega?

A.M. No último ano houvo um aumento do 98% no número de recrutamentos na comarca. O exército espanhol é claramente um dos grandes beneficiários.

Numha cojuntura na que a precarizaçom laboral alcança quotas maioritárias e as perspectivas de acadar umha mínima estabilidade laboral ficam mui longe, a juventude galega menos consciente, bombardeada por informaçom errónea, chega a considerar o exêrcito profesional como umha opçom válida para arranjar o seu futuro, como se realmente fosse um trabalho, quando o que fam é vestir o hábito de mercenários em régime de obediência cega a umha hierarquia militar herdeira do franquismo.

Mas também nom é algo novo: Historicamente, os exércitos burgueses nutrirom-se das camadas do populaçom objetivamente mais interessadas em modificar a sociedade, fornecendo paradojicamente um dos instrumentos encarregados de perpetuar as opressons que sofrem como parte da classe trabalhadora.