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Genocídio, eliminacionismo, assimilacionismo…

Segunda-feira, 16 Novembro 20092 Comentários

Xavier Moreda

Eliminacionismo é o termo utilizado por Daniel Jonah Goldhagen,  do que eu nom tivem oportunidade de ler mais que umha entrevista em Correio Internacional (www.correiointernacional.com/?p=1832) O autor do controverso livro sobre o Holocausto “Hitler’s Willing Executioners” (“Os Dispostos Carrascos de Hitler”, em traduçom livre), agora escreveu um novo livro chamado “Worse than War: Genocide, Eliminationism, and the Ongoing Assault on Humanity” (“Pior que a Guerra: Genocídio, Eliminacionismo e a Actual Investida contra a Humanidade”, em traduçom livre”.

Impressionado pola leitura da entrevista e desconcertado polo episódio de Pereiró: O alcalde de Vigo nom permitiu pôr a lapide comemorativa relativa às vítimas do genocídio no lugar escolhido pola Memória Viguesa do 36, apesar do qual, ultrajadas e mais umha vez vítimas, as assistentes permanecíamos sob a chuva torrencial sem construir um verdadeiro discurso político contra a anomia, contra quem omitindo, dilatando, obstruindo, colabora com o regime franquista e contra o assimilacionista regime bourbónico. Nom ignorarei nunca a dor imensa, a estranheza que me causa assistir aos actos da Memória do Genocídio Galego além do que há nisto de a realidade recriada, tender a imitar ou superar a realidade acontecida, me causa um imenso desassossego ao lado dos familiares aos quais eu me sinto unido na dor e no absoluto respeito; muitos e muitas som filhos ou familiares de pessoas represaliadas que conheceram outras da minha família também encarcerada, fusilada, rapada…

Insistem em repetir os funerais públicos terapêuticos. Mas nom tenho como os passar sem que me mal interpretem, ao lado da raiva que me acomete sempre que a Memoria; a única comunicaçom posivel com os e as desaparecidas, com os nossos mortos e mortas, invade o quotidiano de este jeito funerário perto de umha sorte de religiosidade civil e mui longe dos  critérios mais políticos por reivindicativos. Da imprescindível utilidade da Memória para um povo desprovido de critério político, contaminado pola ideia falangista da política e dos políticos: promotores do  apoliticismo activo; da propagaçom da necessária ignorância política para a manutençom do seu modus vivendi, logrando sem dúvida criminalizar, mais umha vez, o antifranquismo: verdadeiro actor da “democracia”, porém “vendida” como outorgada por “camisas novas” renovadas por umha ficçom parlamentar polo monarquismo que já tem absolutamente normalizada a institucionalidade franquista, um parlamentarismo que fede a “democracia orgánica”.

A única bandeira espanhola que eu respeito profundamente é a republicana. Mas nom por ser espanhola, e sim porque representa os anseios diversos de liberdade e de Repúblicas, absolutamente diversos e divergentes! De revolucionários e revolucionárias, que hoje entenderiam o direito dos povos à autodeterminaçom, que seriam contra a imposiçom dos símbolos franquistas ou de Eghpanha s.l. ainda com o seu re-stiling para um aggiornamento impossível dos que logram ignifugar (temporalmente!) tecidos imperiais brandindo o passado ditatorial.

Recuperar para a nossa Memória galegos e galegas republicanas é um acto de justiça que nos dignifica perante a covardia dos regionalistas e a ilegitimidade do regime bourbónico e de todos os seus sequazes, ignorantes interessados, perante as atitudes que ainda relativizam a responsabilidade criminosa e alegal do franquismo, argumentando apenas que a República foi um governo legalmente constituído. A legalidade também se fabrica, se falsifica, se interpreta por interesses espúrios. É por iso que eu nom gosto de escuitar como argumento legitimador que “a República foi um governo legalmente constituído”. Eghpanha leva fabricando legalidade sobre territórios alheios há muitos séculos. Canalhas de todos tipos, fala-baratos profissionais em funçons manipulam o senso dos sentimentos das palavras contra os nossos interesses, ao seu gosto. Praticam a anomia, e re-inventam a eufemística nazi, fascista, franquista, dando nomes ou escondendo os nomes reais de factos, processos alegais, pessoas e cousas. O que pretendem é impedir qualquer possível aproximaçom da realidade que permitiria o autêntico desenvolvimento dos direitos do povo trabalhador e da da naçon como tal.

No regime bourbónico carregado de Esperanzas Aguirres, de Corinas Porros, de Aznares e de cheias de Gürteles, colaboracionistas som colaboracionistas, nom deveriam poder usar o nome de democratas polo simples facto de viver de umha democracia comercial, aquela que se supom que o “cidadao” aceita como própria no mercado eleitoral. Mas sim como espanhóis ou eghpanhóis, por viver de um mito inventado polo Estado herdeiro do 18 de Julho, do travestismo monárquico: de franquista convicto a democrata irreduto.

Do mito de um perjuro fiel a Eghpanha s.l; à Eghpanha gürteliana ou gürtelina de estirpes sanguinárias e salvadoras da pátria artificiosa consolidada finalmente pola televisom, “os galácticos” e os concursos e a traves das tramas sempre gürtelianas de todos, de todas as que acreditam finalmente em um Estado forte controlado pola oligarquia, quer dizer: na defesa dos interesses das elites mais ricas, e na política da paz social entendida também no senso mais estrito democrático-comercial que implica a ordem entendida como repressom policial necessaria como núcleo gravitacional, som fraguistas, fascistas, franquistas ou na derradeira acepçom: berlusconianos. O desleixo é a estratégia, travestidos de democratas , falam calados para fazerem como fascistas a traves de vice-reis comandantes da repressom ao serviço também da Junta na estratégia como franquia da pátria artificiosa de sentimentos fingidos interpretados por mercenários.

Deixam de dizer, mas nom som menos fascistas por isto. Tal forma de pensar é  aplicável a qualquer variaçom política existente ou ainda a ser criada, desde que ela venha a se travestir de algo distinto de sua primigénia e “peculiar” natureza. Nom há, paradoxalmente, outro nome para dar aos corruptos que roubam o dinheiro público e para os corruptores que pagam para receber montes e moreias. Os corruptores dos corruptos. Eles som delinqüentes da pior categoria e deveriam ser tipificados no código penal como tais. Afeganistám, invasom. Guerra humanitaria é imperialista, guerra infindável da pátria artificiosa armada com o paro e inmigrantes onde continua a morrer os filhos do povo travalhador errados na escolha da patria-comercial. Se alguém invade e mata de modo directo ou indireto, nom existe a legítima defesa, nom importa qual seja seu uniforme, é um assassino!

O controlo exercido sobre a linguagem do que os nazis foram grandes mestres com arrepiante frieza, contagiado de enormes dificuldades para nomear, para chamar as cousas polo nome, surgiu nos EUA e foi difundido polo mundo. O já famoso ‘politicamente correcto’ nom é mais civilizado tingido por Obamas ou traidores como Uribe. Há umha interessada e hipócrita tirania dos cínicos. Nom utilizar a eufemística estabelecida em nome da correcçom nom deve ser confundido com a opçom dos ex-abruptos tipo Fraga ou dos “normais “ tipo Rajoi, dos que sendo brutos, hipócritas pola grosseria ou polo que é mesmo pornográfico contem preconceitos ancestrais tingidos do sangue da tradiçom eghpanhola. Mas, o controlo preventivo civilizado, do modo em que as cousas som ditas nom deve impedir que se nomeie, que se diga, que se fale a verdade. A linguagem é o veículo dos sentimentos também transmite preconceitos e descriçons de outros que tenhem à crença de que o raro o distinto precisa ser eliminado, isto fai parte do argumento de que o genocidio nom teria sido possível sem o apoio e a participaçom da populaçom galega colaboracionista. O esquecimento programado dos comissários, tampouco.