Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Em destaque

Entrevista com Maria Rodinho, presidenta do Comité de Empresa de SEAGA na Corunha pola CIG

Terça-feira, 3 Novembro 2009Um Comentário

Reproduzimos a seguir a entrevista com a trabalhadora e sindicalista da CIG em SEAGA, publicada no Pedroso, órgao de expressom de NÓS-Unidade Popular em Compostela.

SEAGA, S.A. é umha sociedade pública, criada pola Administraçom Galega mediante o Decreto 260/2006 de 28/12/06 (DOG 18/01/07), adscrita à Conselharia do Meio Rural, para lhe encomendar trabalhos relacionados com matérias florestais, especialmente prevençom e luita contra os incêndios, elaboraçom de estudos, planos, projectos e qualquer tipo de consultoria e de assistência técnica e formativa. Também obras, trabalhos e prestaçom de serviços em matérias agropecuárias e de desenvolvimento rural.

Como foi a criaçom de umha empresa destas características, pode-se dizer que é a réplica “galega” da TRAGSA espanhola?

Quanto ao formato da empresa e mesmo à forma de trabalhar, pode-se chamar a TRAGSA galega, com a diferença de que, no caso de SEAGA, até o momento, só abrange o sector agropecuário e florestal.

As comparaçons tornam-se inevitáveis quando na criaçom de SEAGA muit@s trabalhadoras e trabalhadores, que devido à excesiva movilidade de pessoal que realiza TRAGSA e à falta de trabalho no eido florestal na Galiza, se achavam trabalhando fora do País, e decidem apostar num projecto que se apresentava “atractivo” umha vez é criado por um governo “progressista”. Neste sentido, som muit@s @s profissionais que abandonam postos em TRAGSA, empresas similares ou outras empresas públicas como SEAGA espalhadas polo Estado espanhol, e decidem começar numha empresa pública galega que garanta a volta definitiva ao País.

A criaçom de SEAGA foi demasiado acelerada, improvisada ou con altas doses de irresponsabilidade. Só temos que remontar a Maio do 2007, quando começamos a trabalhar as primeiras pessoas num galpom de uns 40 metros quadrados, utilizado como armazém da Direcçom Geral de Montes, sem janelas, e com a missom de contratar para o mês seguinte umhas 800 pessoas e pôr em andamento o operativo de incêndios, com as suas equipas de protecçom, veículos, cursos de formaçom… Foi umha situaçom difícil que pudemos solventar a base de muitas horas de trabalho e de muita vontade para que a empresa fosse adiante e o que parecia o início dumha mudança na política florestal galega chegasse a ser umha realidade.

Qual foi a atitude dos sindicatos perante a conflitualidade causada polas condiçons de contrataçom e trabalho?

Desde o início da actividade de SEAGA houvo um absoluto controlo sobre o pessoal baseado na premissa de que “todo o mundo quer ser funcionário” entendendo erroneamente por funcionári@ umha pessoa que tenta por todos os meios safar-se do trabalho. As múltiplas situaçons de conflitividade laboral figérom com que cada vez mais gente se achegasse aos sindicatos para fazer consultas e reclamar o seu passo pola empresa para poder mudar estas situaçons. Todo isto apesar da temporalidade e eventualidade características de SEAGA que coarctam em grande medida os protestos d@s trabalhadoras.

Num princípio existia um acordo de nom molestar demasiado durante os inícios da empresa, deixando que pouco a pouco fosse colhendo forma. Houvo denúncias às bases de contrataçom e à negativa das diferentes centrais sindicais a participar nos processos de selecçom de pessoal, já que o convite foi feito com umhas bases já aprovadas que os sindicatos deveriam asumir e figurar no processo de selecçom do pessoal como simples legitimadores do mesmo.

Neste momento já estám em funcionamento os quatro Comités, com umha representaçom de 16 delegad@s CIG, 13 UGT, 9 CCOO e 2 CUT.

Que perspectivas há para este serviço com o PP na Junta ao se encontrar com um modelo tam diferrente ao empregado nos anos do “fraguismo”?

O modelo de SEAGA é muito atrainte para qualquer governo, o Partido Popular, polas poucas declaraçons que estám a fazer, quer alargar o formato e as linhas de actuaçom da empresa, o que num princípio seria beneficioso para @s trabalhadoras. Mas existe certo medo a que esta administraçom abandone en grande parte o trabalho florestal, do qual o nosso país anda escasso.

O que está claro é que tenhem prevista umha reformulaçom da empresa para a adaptar aos seus modelos de trabalho.

Como valorizas as mobilizaçons desenvolvidas até o momento?

Positivamente tendo em conta a precariedade e eventualidade existentes na empresa assim como a labor policial que existe na empresa nos diferentes graus hierárquicos.

Conferências de imprensa, fechos, a assistência a um comício do PP en Lalim para denunciar os despedimentos, e fundamentalmente umha manifestaçom, a primeira que percorre as ruas do zona indústria do Tambre que consegue reunir quase 500 trabalhadoras, tod@s eventuais e de todo o País, é um saldo positivo para umha empresa de menos de três anos e muito pouco tempo de funcionamento dos Comités.

Qual é a situaçom actual d@s trabalhadores/as da empresa umha vez fechada a campanha deste verao?

A actualidade em SEAGA é que somos umhas 2.100 trabalhadoras eventuais e 5 trabalhadoras fix@s, pessoal de quadro pertencente à direcçom da empresa, já que em dous anos e meio de andamento de SEAGA nom se convocou nengum tipo de oposiçom ou concurso-oposiçom para a criaçom de vagas fixas.

D@s 2.100, perto de 2.000 contratadas e dedicadas à prevençom e extinçom de incêndios, é dizer, pessoal que o próximo 30 de Setembro, data de remate da campanha, veremos finalizado o nosso contrato e teremos que acudir aos escritórios de emprego na procura dum trabalho que a Conselharia nom é capaz de garantir. Em muitos casos logo de dous anos continuados de trabalho para SEAGA com a incerteza de se este tempo de trabalho serviu para algo mais que para cobrar o ordenado. Nesta altura o Conselheiro do Meio Rural fala de que o operativo do próximo ano seja só da Junta, do exército espanhol e das brigadas de concelhos. Qual será entom a situaçom das muitas pessoas que realizárom três campanhas de incêndios com SEAGA?, levará-se em conta como pontuaçom para a inclusom em listagens de contrataçom na Junta, levando em conta que o trabalho realizado é exactamente o mesmo?

A situaçom actual é de total incerteza, nom contamos com encomendas de obra para o Inverno, nom sabemos que vai ser dos profissionais do sector florestal, dos profissionais do sector agropecuário, nem tam sequer que vai ser de SEAGA.

As notícias com que deparamos na imprensa, que semelha ser o único interlocutor entre a Conselharia e os Comités de SEAGA, dim “A Conselharia do Meio Rural admite que busca como “reformular” a empresa pública criada polo BNG e que está “a estudar” como fazê-lo “sem prejudicar os trabalhadores”. Ainda que estes acabem o seu labor a finais de mês “nom há prazos” para redefinir SEAGA”.

Se algo tenho claro nesta altura é que desde o PP nom existe nengum tipo de interesse pola situaçom d@s trabalhadoras de SEAGA nem pola situaçom do monte e o rural galego. O interesse está em buscar a melhor fórmula de utilizar SEAGA como propaganda eleitoral, depois da situaçom em que nos deixou o bipartido, tenhem na sua mao fazer qualquer cousa, mas nós algumha cousa teremos que dizer.

Fonte: O Pedroso nº 38.