Mais e mais povo com o galego
Parecia complicado ultrapassar os números do passado 17 de Maio, mas todo indica que pode ter-se conseguido. Umha maré imensa de galegos e galegas caracterizada pola grande pluralidade, mobilizada contra os inimigos do galego. Certamente, algumhas forças políticas aderírom só por oportunismo, mas isso é um bom indicador de que a defesa do idioma ainda tem suficiente força para obrigar os farisaicos políticos de obediência espanhola a simular algum compromisso.
Tampouco pode dizer-se que a preparaçom e os objectivos da entidade inicialmente convocante, a Mesa cumprindo directrizes da direcçom do BNG, respondesse a um compromisso sincero com o nosso idioma. Se assim fosse, teriam feito o possível para que umha verdadeira unidade em defesa do galego se verificasse, o que nos levaria mais longe. Porém, preferírom manter o controlo da iniciativa e excluir quem quer ir além das estreitas margens do autonomismo em matéria de política lingüística, e figérom-no do jeito mais antidemocrático contra as entidades de base mais comprometidas com a nossa língua. Depois de todo, o galego é para eles só mais um ponto num programa eleitoral que, como demonstrárom entre 2005 e 2009, estám dispostos a incumprir à primeira oportunidade.
Felizmente, mais umha vez, o soberanismo lingüístico, de natureza cada vez mais clara e maioritariamente reintegracionista, soubo responder da melhor maneira possível: aderindo à mobilizaçom de massas com um discurso próprio que tivo umha grande acolhimento por parte dos sectores mais dinámicos presentes na manifestaçom de ontem.
A Plataforma Galego Sempre Mais é a concreçom dessa vontade firme de caminhar para a recuperaçom da hegemonia social do galego, fugindo de sectarismos e defendendo a galeguizaçom e a unidade lingüística galego-luso-brasileira da melhor maneira possível: com a prática coerente. Essa coerência foi apoiada por muitas centenas de pessoas nas ruas compostelanas, abrindo umha expectativa de dar corpo à alternativa histórica do mais genuíno do corpo social normalizador e patriótico.
Com umha faixa cor de laranja segurada só por activistas da defesa da língua, a manifestaçom do reintegracionismo incluiu toda a pluralidade desse movimento, com umha legenda tam clara como adequada: “Contra o bilingüismo, pola hegemonia social do galego”. A marcha normalizadora coreou palavras de ordem em defesa do idioma, contra o PP e o espanholismo, concluindo na praça do Toural, onde o escritor Séchu Sende e a activista cultural Beatriz Peres, do colectivo A Gentalha do Pichel, lêrom o manifesto de Galego Sempre Mais.
O nosso Hino Nacional serviu de encerramento da grande mobilizaçom do 18 de Outubro, que deve ser só mais um passo em frente no longo caminho da recuperaçom plena do nosso direito colectivo à língua.












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