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Nova jeira e novos reptos para reivindicar selecçons galegas

Terça-feira, 6 Outubro 20092 Comentários

Daniel Lourenço

Quando apenas passárom uns meses desde o regresso do Partido Popular ao governo da Junta da Galiza, já nom fica nengumha dúvida de qual será a sua posiçom sobre as selecçons galegas.

O novo governo autonómico e o secretário geral para o Desporto, o espanholíssimo José Ramón Lete, deixarom bem claro que nom haverá nem um euro para dar continuidade aos jogos internacionais que as selecçons disputárom nestes quatro anos. Mas nom ficarom aí. A perfeita coarctada que tendêrom perante a possibilidade de promover novos jogos botando mao da crise e das tam cacarejadas políticas de aforro da administraçom, nom dérom ocultado as verdadeiras motivaçons que latejam por trás da decisom: a nova Junta e o seu espanholíssimo secretário nom iam permitir mais “circos identitários”. Eis a consideraçom do PP sobre o vivido em Sam Láçaro, Riazor, Balaídos e Passarom, assim como nos pavilhons em que jogarom as equipas de basquetebol, andebol ou futebol de salom.

“Política” e desporto nunca mais irám da mao, afirmou solenemente o novo secretário. Por sorte, a satisfaçom com que os reponsáveis da Junta e a corrupta e servil federaçom “gallega” de futebol recebêrom a selecçom espanhola na Galiza pom às claras a que “política” e a que “desporto” se referiam.

Som novos tempos e novos também som os reptos que, achamos, deve enfrentar o movimento popular em defesa da oficialidade das nossas selecçons. O primeiro dos reptos, sem dúvida o mais urgente, é o de reagir perante esta nova situaçom, evitando que este assalto às conquistas populares que protagoniza o PP produza qualquer efeito amnésico no movimento. E é que a sanha com que o Partido Popular arrasará a via aberta polo bipartido nom pode fazer-nos esquecer a fraude protagonizada por BNG e PSOE, que tentárom encarreirar na via morta dos jogos amigáveis de Natal a reivindicaçom de selecçons nacionais e oficiais. Nom negaremos os evidentes avanços propiciados pola decisom da Junta, mais concretamente polo BNG, de organizar jogos internacionais com a Galiza de protagonista, mas em apenas quatro anos já ficara à vista de tod@s a estreitez do itinerário desenhado polo autonomismo e a sua nula vontade de apostar a sério na oficialidade das nossas equipas.

Qualquer tentiva de enfrentar com sucesso as duras provas que esperam a Siareir@s Galeg@s, e ao conjunto de pessoas e colectivos que o apoiamos, deveriam partir desta premissa. É certo que Siareir@s Galeg@s demonstrou nestes quatro anos de bipartido umha insubornável independência a respeito da gestom de BNG e PSOE, mas agora, com o autonomismo “de volta às barricadas”, de seguro que haverá quem queira esquecer os detalhes, grandes detalhes diríamos nós, para gabar a gestom destes últimos quatro anos.

Mas o movimento pola oficialidade nom só tem demonstrado que a sua obediência unicamente está supeditada à conquista de direitos nacionais para Galiza no terreno desportivo, como também é capaz de enfrentar tempos difíceis. Nom esquecemos que o colectivo botou a andar em pleno fraguismo e as suas primeiras campanhas encararom desafios bem mais exigentes que os que agora nos propom Lete e a sua coorte de corruptos.

É por isto que, recorrendo à experiência, às liçons tiradas em mais dumha década de intensa actividade e à enorme injecçom de energia que supugérom os jogos das selecçons e o grande apoio popular com que contarom, som horas de erguer de novo a bandeira da oficialidade.