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Eleiçons em Portugal: Louçã será fixe?

Segunda-feira, 21 Setembro 2009Um Comentário

Achamos de interesse reproduzir esta breve análise do cenário que se enxerga no fim da campanha para as eleiçons legislativas portuguesas. É da autoria da nossa camarada e integrante do Colectivo Comunista Política Operária, que edita a mesma revista no vizinho Portugal.

Ana Barradas

Certo, para já, é que é republicano, laico e socialista, como afirmou em entrevista. Mas como Mário Soares, o mesmo Mário Soares que di “Sócrates é fixe” e a quem nom repugna nada uma coligaçom pós-eleitoral entre PS e BE, cousa que tornaria Louçã igualmente fixe?

A pergunta paira no ar, ainda sem resposta. Segundo uns, esta apreciaçom de Soares, o grande mestre da manobra reformista, é letal para ambos os partidos por ser contra natura; para outros, e umha vez afastado um Sócrates sem maioria absoluta, só essa soluçom poderá fazer o PS desistir de reeditar o bloco central.

Na ala esquerda do PS, Manuel Alegre já fala da “esquerda possível”, Ana Gomes declara positiva a aliança. Na ala direita do BE, Miguel Portas pom um comício ao rubro ao declarar o seu partido pronto para a aliança, para “ajustar contas”, e lembra que o eleitorado socialista nom é assim tam diferente do do BE. Louçã, com um discurso cada vez mais rebaixado, no engodo de mais votos, remata levantando a bandeira do Serviço Nacional de Saúde, a já tam desfigurada reforma socialista da saúde.

Bem podem agora os bloquistas esbracejar dizendo que nom, que nunca se aliarám na governaçom com este PS. Já se está a ver qual o preço a pagar pelo BE para interromper o ciclo da alternáncia PS-PSD. A concretizar-se essa possibilidade, a realpolitik falará mais alto e todos os argumentos serám bons para demonstrar que, de cambalhota em cambalhota, todo estará conforme com o programa, até porque ele é de facto ambíguo a esse respeito, como já se constatou nas passadas concertaçons autárquicas de Lisboa.

Já vimos antes este filme e sabemos como termina: mais uma derrota, a prazo, para essa esquerda patética que nunca aprende e, cada vez mais cega pola táctica imediatista, vive a repetir os mesmos erros.