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Líder corunhês do PP continua a agitaçom mediática contra o galego

Sábado, 19 Setembro 2009

O portavoz do Grupo Municipal do Partido Popular na Cámara Municipal da Corunha, Carlos Negreira,  mantém a sua ofensiva de insultos ao galego e a quem o defende. Conhecido líder da reacçom na cidade,  Negreira está está a ser notícia ultimamente polos seus posicionamentos ultramontanos em matéria de normalizaçom lingüística. Explicitamente contrário ao mesmo conceito, na mesma medida que ao de memória histórica (da qual também é inimigo declarado), agora “denuncia” que a área de Mocidade do Governo municipal corunhês financia um festival organizado polo Centro Social Atreu e pola Associaçom vicinal Atochas-Monte Alto em defesa da língua galega.

O motivo? Segundo o neofranquista Negreira, no referido festival colabora economicamente um local hoteleiro que pertence “a um acusado de terrorismo” (sic). O local em questom é o Bar Faluya, que tem colaborado já em numerosas iniciativas culturais que tivérom lugar na Corunha, e o “acusado de terrorismo” é Carlos Cela Seoane, que foi detido tempo atrás por motivos bastante difusos relacionados com a sua condiçom de solidário com os presos e presas políticas. O vizinho da Corunha foi obrigado a permanecer em prisom sem acusaçom concreta nem julgamento durante três meses, no que sim poderia ser qualificado como um acto de terror  repressivo do Estado.

Em qualquer caso, tal motivo é suficiente para  o galegófobo líder da extrema-direita corunhesa mexer nas suas influências mediáticas e alçar o seu dedo acusador contra o Festival da Língua, que se vai realizar no Campo da Lenha neste mesmo sábado a partir das 21h30.

Este Festival contava em princípio com ajudas da Conselharia da Cultura, que fôrom retiradas com o desembarco do PP no Governo da CAG, sem dar explicaçons de tipo qualquer. Isto fai pensar que os verdadeiros motivos de fundo do protesto de Carlos Negreira som diferentes dos verbalizados e que na realidade o problema do Festival da Língua é ser isso: um festival onde se reivindica a língua.

O facto de denunciar o evidente, que o Faluya é de Carlos Cela e que Carlos Cela está pendente de julgamento, é simplesmente o recurso para criar alarme social em torno do que nom é nem mais nem menos que um festival em defesa da língua galega. Pendente de julgamento ou nom, culpado do que quer que seja acusado ou nom, Carlos Cela tem direito a ter um bar, o bar de Carlos Cela pode patrocinar o que a Carlos Cela achar oportuno, o Centro Social Atreu e a Associaçom de Vizinh@s de Monte Alto podem organizar um Festival da Língua, e quem organiza esse Festival da Língua pode ir procurar patrocinadores onde quiger. E o povo galego deve agradecer esse esforço colectivo em defesa do nosso principal sinal de identidade, ameaçado por Negreira e polos seus.

Mais umha vez, ruído mediático com carga tóxica por parte do PP, com a amplificaçom de La Voz de Galicia, inimiga declarada do nosso idioma. Ainda bem que neste site comunista sabemos utilizar também o humor como antídoto.