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O caso dos “pijo borrokas” ou a indecência do pseudo-jornalismo espanhol

Quinta-feira, 10 Setembro 2009Um Comentário

Alexandre Rios Bergantinhos

Estes dias almorçamos, jantamos e ceamos com as imagens protagonizadas por uns centos de jovens da localidade madrilena de Pozuelo, que conseguírom pôr contra as cordas a polícia local e o amplo despregamento de polícias de choque espanhois na noite do passado Sábado.

A história contava com todos os ingredientes para se converter em centro da cena mediática. Jovens, álcool, violência, botelhom, somada ao elemento cibernético, por isto de que @s protagonistas subírom à rede os vídeos gravados com os seus próprios telemóveis dos confrontos com a polícia. Os sissudos analistas, na realidade profissionais do morbo disfarçados de jornalistas, tinham pasto abondo para encher horas de rádio e televisom e dezenas de páginas dos jornais.

O acontecido neste “exclusivo” concelho madrileno, provocado mais por umha combinaçom de álcool e exagerado despregamento policial que por umha crise cultural da juventude como afirmam os histéricos contertúlios, serviu para trazer de novo às capas informativas o assunto do botelhom e, mais umha vez, a utilidade da aprovaçom de medidas de carácter repressivo para o atalhar.

Na realidade, o botelhom nunca chegou a desaparecer das prioridades dos que se autodenominam jornalistas, mas os acontecimentos da passada semana servírom de álibi perfeito para testar a ineficiência de umhas normativas municipais que, como muit@s denunciamos na altura, só utilizava a preocupaçom pola saúde da mocidade como oportuna escusa para criminalizar e aprovar normativas de carácter repressivo.

Na Galiza, a maioria dos concelhos importantes, quer estejam governados por PP,  quer polo PSOE ou o BNG, contam desde há tempo com normativas anti-botelhom à espanhola que, como podemos comprovar qualquer fim de semana, som completamente inúteis na erradicaçom do seu tam cacarejado principal objectivo: a ingesta excessiva de álcool entre a juventude.

Porque, na realidade, para que servirom as normativas aprovadas na Galiza contra o botelhom? Só, no melhor dos casos, para alargar a presença policial em algumhas zonas vetadas à juventude e para levantar umha útil cortina de fumo sobre, secundariamente, o debate sobre o consumo de drogas e, principalmente, a impossibilidade real de solucionar os problemas que @s jovens sofremos, que atrás do assunto do botelhom aparecem distorcidos e protagonizados por umha geraçom de hedonistas e violentos.