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Manolo Soto, da SCD do Condado: “O dinheiro da cultura deve estar destinado a este tipo de actividades e nom a mausoleus”

Segunda-feira, 31 Agosto 2009

Quando faltam só 4 dias para o início de umha nova ediçom do Festival da Poesia do Condado, oferecemos às nossas leitoras e aos nossos leitores umha entrevista realizada por Primeira Linha em Rede a  Manolo Soto, um dos activistas culturais que fundárom a histórica Sociedade Cultural e Desportiva do Condado, e que continua com esse labor fundamental.

A SCD vem realizando há mais de duas décadas um dos mais prestigiosos eventos do calendário de iniciativas culturais auto-organizadas polo movimento popular galego. Sobre a heróica subsistência do Festival da Poesia falamos com o companheiro Manolo Soto:

A deste ano é a XXIII ediçom do Festival da Poesia do Condado. Porque foi escolhida a legenda “Outro mundo é necessário, contruamos a alternativa”?

Indubitávelmente, devido a crise económica que se está a sofrer e à situaçom por que está a passar sobretodo a classe trabalhadora, pensamos que era um lema necessário. Nós já figemos um festival sob o lema “Outro mundo é possivel” e o tempo foi-nos dando a razom de que outro mundo é necessário, e que de algum jeito há que apresentar soluçons ao problema para nom voltar a cair nos mesmos erros a que nos está a abocar cada período do sistema capitalista. Achamos que este ano era o ideal para esta legenda e, bom, assim foi eligida.

As ajudas institucionais nom som umha constante e muito menos num Festival destas características. Como se consegue financiar um evento como este?

Bom, recorremos a muitos meios que homens e mulheres da Sociedade Cultural vam conseguindo, além da colaboraçom de estabelecimentos públicos e algumhas empresas ligadas a sectores da zona do Condado. As instituiçons, bom, há anos que em que as ajudas som mais benévolas e outras como este e muitos anteriores som de “praticamente zero”. Nós neste ano tivemos que fazer um reajustamento no programa, eliminando um dia passando de três dias para dous. Pensamos que a parte económica sempre tivo soluçom, excepto umha vez que após umhas partidas prometidas e nom pagas tivemos que parar o festival durante 5 anos.

Que opinas de que um festival destas características recorra ao dinheiro das instituiçons públicas?

O dinheiro público e o de Cultura deve estar destinado a este tipo de actividades e nom a mausoleus ou cousas polo estilo. Se a Conselheria de Cultura e o Concelho de Salvaterra nom apoiam este tipo de cousas, como nom apoiam claro está, pois vejo que está mal feito, qualquer pessoa com dous dedos de testa tem que saber que um festival que leva rolando 23 ediçons durante 33 anos tinha de ter catalogada umha verba para poder realizar estas actividdes sem ter que andar “a mendigar” ajudas de sectores privados.

A Sociedade Cultural e Desportiva do Condado nasce em 1973 e começa a realizaçom do Festival da Poesia em 1981. Como achades que se apresenta o futuro da SCD e do próprio Festival?

É claro que se nom houvesse novas geraçons, se nom houvesse gente nova, as pessoas que iniciamos o Festival nom poderíamos continuar. É claro que ainda há gente que responde ao apelo que a Sociedade Cultural fai, mas se se nom houver gente nova que tome a decisom de organizar o festival, pois será impossível continuar no futuro. Bom, temos a esperança de que a gente vaia aderindo que colabore e participe e assim o festival vaia a mais. Que conste que o Festival da Poesia nos momentos mais difíceis foi quando melhor resultou, quando mais força tivo, porque há que fazer todo dia a dia, caminhando sem ficar dormido nos louros à espera das “ajudas de”. Entom é quando se olha o movimento à volta da gente da SCD. Esperamos que esse seja o caminho. Se nos seguem a fechar qualquer tipo de bilha, haverá que aumentar a pressom e animar a gente nova a que assuma o comando do Festival.

Que actividades nos oferece esta nova ediçom do Festival da Poesia?

Temos que destacar em primeiro lugar o mais importante, o festival poetico-musical, que é sabado. Também a noite galega que é umha actividade mais fechada com um aforo para 250 pessoas. Temos anda actividades muito importantes, como é a palestra com três representantes sindicais que nos poderám mostrar o futuro mais próximo do movimento sindical. E, bom, temos festa infantil, marcha popular, bilharda, audioviuais, exposiçons de pintura, escultura e fotografia, a apresentaçom de algum livro, feira artesanal… enfim, umha mistura de actividades entre as que quero voltar destacar a importáncia do festival poético-musical, polo que todos os anos se edita um livro com as e os poetas participantes.

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Junta do PP retira ajudas públicas ao Festival da Poesia do Condado (+…)