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Segregar e roubar, todo é começar

Terça-feira, 11 Agosto 2009Um Comentário

Iago Barros

O dinheiro público a centros privados é umha realidade que todos e todas conhecemos. Também,sabemos que a expansom populacional destes medra em detrimento da escola pública. Isto já se tem traduzido, nalgumhas cidades do nosso país, nuns índices de matriculaçom maiores nas escolas privadas do que nas públicas. @s estudantes que militamos na esquerda independentista temos claro que é este processo de privatizaçom o que tem deslocado o alvo do nosso combate estratégico. Este é contra umha escola pública, a que temos, espanholizadora, machista e burguesa, original inimiga da construçom de jovens crític@s e formad@s para os interesses das classes populares da Galiza. Porque essa nom a queremos.

Porém, a realidade impom-nos umha reorientaçom fulcral na nossa prática: a defesa do ensino público perante a cedência da gestom educacional a corporaçons, que na Galiza nom som outras que as diferentes ordens e companhias religiosas da Igreja católica. Noutros países do ocidente europeu, a privatizaçom do ensino leva com mais freqüência do que aqui o selo secularizado de autênticas empresas capitalistas cujo negócio é a educaçom.

Outro dado a ter em conta é que na Galiza o processo de privatizaçom tam brutal só se explica polos chamados concertos: acordos polos quais os responsáveis políticos se desfám dos deveres que como governantes lhes correspondem. Os assuntos públicos e de interesse colectivo, como a educaçom, deixam de ser (sempre na linguagem burguesa) ocupaçom do poder público exercido polos cargos representativos do povo, para ser assumidos por instáncias que carecem de controlo popular. Isto é a privatizaçom, e nom tem nada de particular no ensino que nom tenha noutras áreas. Só que estes concertos, ao garantir a sobrevivência económica, quer dizer, a viabilidade do negócio educativo dos novos gestores, nom é sufragado polas famílias do estudantado, agás casos excepcionais e na prática totalidade dos ingressos destes colégios.

Casos como o dos três centros de ensino de Vigo, e os dous da Corunha, que venhem de ser “recuperados” polo Partido Popular da novidosa marginalizaçom dentro do panorama concertista a que os condenou o bipartido anterior. Este, após umha campanha mediática e de pressom sindical, decidira nom renovar os convénios com os quais se subvencionam estes cinco centros que se caracterizam por conservar a tradiçom franquista de segregar o alunado segundo for o seu sexo.

O carácter elitista destas cinco escolas vinculadas à seita Opus Dei provém precisamente do que acabamos de mencionar: distinguem-se do resto de centros privados porque, malia receberem subvençons, nom som denominados concertados, senom que dentro da rede privada ocupam o lugar da pureza mesma do conceito. Assim, sobrevivem graças nom só ao nosso dinheiro guardado nas maos dos políticos de turno, mas também dum investimento económico restritivo por parte das famílias que permite conservar em notas de euros a identidade cavernícola do sector mais católico da burguesia na Galiza. Daí a sua natureza singular dentro da enorme rede privada do ensino na Galiza.

Os mesmos que rechaçam o aborto porque nom se consulta o feto (cousa complexa) sobre a sua vontade de saír do útero materno, parecem esquecer-se de realizar as suas consultas, agora na moda, às suas crianças. Quiças porque estas carecem ainda de critério, seria também absurdo perguntar-lhes e por isso entendemos que a decissom tam burra de segregá-los a devem tomar as famílias. E isto, para privaçom da sua infinita “libertad”, nom está nem sequer amparado pola sua cara Constituiçom espanhola.

Contodo, a decisom de lhes dar o nosso dinheiro, o de todos os galegos e galegas, nom a tomam nem os fetos, nem as crianças, nem as famílias. Tomam-na, como corresponde a um assunto de interesse social, os “representantes do povo”: os políticos burgueses. E estes, em fiel cumprimento do ditado popular de que cada quem defende os seus, vam seguir empapelando em euros tirados do nosso trabalho diário o futuro educativo escrito sobre um crucifixo.

Efectivamente, Jesus de Nazaret, que é o indivíduo crucificado, só tinha apóstolos, nom apóstolas. Deveriam seguir o exemplo e predicar (ensinar) só para homens, como se fazia também nom há muitos anos. E de resgate em resgate, poderiamos conservar o hábito de zoscar com varas e dignificar a violaçom e pederastia nos colégios de cregos e freiras. Tendo em conta estudos científicos que indicam que se obtenhem melhores resultados académicos separando por sexos, quem se atreve a negar que nenos violados ou arrepiados a ostiaços nom acabem rendendo melhor!! Podemos estudar isto também. E aplicar o estudo, tal e como na Galiza do sêculo XXI se aplica umha consulta. Por exemplo a do galego. Umha, isso sim. Nom mais para nom colher costume.

Mas nós, que somos assim de progressistas, mesmo pretendemos que numha mesma aula haja jovens que falam galego, castelhano e se continuam chegando, até árabe; jovens revirad@s que tenhem desejos sexuais com companheiras ou com companheiros (ou a poder ser com ambos); jovens de diversas origens étnicas (até cigan@s!, que disso há na Galiza); masculinos e femininas e até alguns e algumhas que nom o tenhem claro; altos e baixos; gordos e magros; loiros e castanhos; feios e bonitos…

Nós temo-lo claro. E eles? Eles, no fundo, dirigem a sua ideologia só polo dinheiro, e o demais é hipocrisia. Cumpre algo de coerência. Se tanta importáncia fai para os ultracatólicos o sexo (que sim), deveriam adoptar algum dos critérios científicos existentes que estudam a orientaçom sexual como factor de nascimento e assim distinguir o alunado homossexual, focando nele técnicas de reorientaçom. Seguro que Jesús Vázquez, (que nom é o famoso showman ainda que vai caminho de ser um outro) e Feijó, estariam dispostos a restringir os gastos para que o liceu mais próximo da minha casa fique sem polidesportivo e, pola pureza da sua descendência, descubramos maravilhosos métodos de reorientaçom sexual. Áté pode funcionar!

Enfim, deixemos o nosso dinheiro em maos da direita espanhola que os avances na educaçom… podem ser realmente impresionantes. Todo cobrará sentido sob o slogan “um cativo, umha aula”. E é que segregar, como escusas para dar o nosso dinheiro aos amigos, nom tem limites.