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Rebeca Bravo: “O Festival da Terra e da Língua oferece um espaço para a discussom sobre a crise e as alternativas”

Segunda-feira, 13 Julho 2009

A poucos dias do IX Festival da Terra e da Língua, que a Fundaçom Artábria organiza em Narom (Trasancos) nos dias 17 e 18, conversamos com Rebeca Bravo, da sua Junta Directiva, sobre esta nova ediçom do Festival e sobre as actividades da Fundaçom.

PLemRede: Quanto tempo há que vindes organizando o Festival da Terra e da Língua e porque escolhestes um lugar como o Moinho de Pedroso, em Narom?

Rebeca Bravo: Esta é a nona ediçom, portanto o Festival vem organizando-se desde 2001, durante nove anos consecutivos. As companheiras e companheiros que começárom com esta actividade achárom no seu momento que este era um enclave óptimo para um festival das características do nosso, tanto por ser umha área recriativa com muito espaço e de grande beleza, como porque permitia abrir a actividade sociocultural da Fundaçom Artábria a um outro concelho da comarca de Trasancos, para além da que se desenvolve em Ferrol. Tampouco esqueçamos que umha parte importante da massa social da Artábria é naronesa.

Como conseguides financiar um evento como este, que deve ser um desafio económico importante para umha entidade pouco subsidiada como a vossa?

O principal sinal de identidade do Festival é o seu carácter auto-organizativo, como o conjunto de actividades da Fundaçom Artábria. Temos só um pequeno subsídio da Cámara Municipal de Narom, mas o grosso das tarefas e do investimento necessário é feito a partir do trabalho voluntário das sócias e sócios, assim como de outras pessoas e entidades que de umha forma ou outra colaboram connosco.

Também a assistência às diferentes actividades do Festival é umha forma de colaborar com a sua viabilidade, se calhar a principal, e aí som centenas as colaboradoras e colaboradores que fam com que o Festival seja o que é.

Porque nesta ocasiom dedicades o Festival às alternativas à crise capitalista?

Todos os anos nos centramos num tema de actualidade para a realidade dos movimentos sociais galegos e nesta ocasiom os efeitos dessa crise afecta a grande maioria. Nós queremos oferecer um espaço para que entre todos e todas discutamos sobre a crise capitalista e sobretodo sobre as alternativas, por isso convidamos representantes de diferentes entidades sociais que trabalham nesse campo para um debate aberto também ao público.

Haverá umha troca de ideias e de experiências entre representantes sindicais e obreiros, da luita labrega, activistas do ambientalismo, do movimento juvenil… também há outras actividades ligadas ao mesmo tema, como um obradoiro de ecologia, como reflexom crítica do actual modelo de desenvolvimento, ou umha exposiçom fotográfica.

Além do aspecto reivindicativo, o Festival é também reconhecido pola diversom certa. Que dirias às pessoas que podam estar a duvidar entre ir ou nom? Que vam encontrar?

Já falamos antes da beleza da zona, isso é fundamental, pois permite passar um fim de semana em contacto com a natureza e com os serviços básicos de um parque de campismo e de bungalós. Além disso, no Festival há umha série de actividades lúdicas ao longo do dia, desportivas, jogos para crianças, etc; e também a música, com concertos à noite e também umha ‘Sessom Vermu’ como homenagem às festas de bairro, que também vai ajudar a atrair a vizinhança da zona.

O Festival é umha das principais actividades da vossa entidade, mas nom a única. De facto, a Fundaçom Artábria foi oficialmente catalogada como de Interesse Galego. Como vai o vosso trabalho na comarca de Trasancos?

A nossa actividade desenvolve-se ao longo do ano e de maneira estável no centro social do Bairro de Esteiro, em Ferrol, incluída a cessom gratuita das instalaçons que gerimos a outros colectivos de todo o tipo.

Umha campanha importante nestes últimos anos tem sido a reivindicaçom da figura de Carvalho Calero, e o pedido de um Dia das Letras para o intelectual ferrolano, que se bem foi rejeitado até hoje pola RAG, tem servido para que muitas entidades e instituiçons assumissem como própria essa reivindicaçom. Nesse senso, consideramos que a iniciativa já foi um êxito, ao ter servido para difundir essa figura e, de facto, este próximo ano vai ser sem dúvida o Ano de Carvalho Calero, coincidindo com o centenário do seu nascimento, independentemente do que diga a RAG.

Sobre a saúde da Fundaçom Artábria, quando me perguntam eu sempre digo o mesmo: a Artábria leva mais de 10 anos funcionando como tal, com o seu Centro Social aberto, e por aqui tem passado gente mui diversa. Também tem havido relevos nos seus organismos, o que sempre é saudável e indica que esta é umha entidade viva e com as portas abertas à participaçom.

Programaçom do IX Festival da Terra e da Língua: Alternativas à crise capitalista

17 de Julho (sexta-feira)

19.30 Passaruas por Pedroso

22.00 Apresentaçom do Festival

22.15 Concerto

– Arenga (GZ)

– Retobato (GZ)

– Skacha (GZ)

01.30 Repichoca Ártabra (Traz o teu instrumento)

18 de Julho (sábado)

11.00 Roteiro pola zona

12.00 Abertura da exposiçom “Crise de aquí e crise de alá” de Gabriel Tizón

12.45 Teatro clandestino

13.00 Sessom Vermú com o duo Eva e Camilo

16.00 I Campeonato Futebol 3

16.30 Aula de Ecologia

17.30 Festivalzinho

19.30 Debate “Alternativas à crise capitalista”

– Anxo X. López Pintos, Secretário Comarcal da CIG-Ferrol

– Lidia Senra, Sindicato Labrego Galego

– Alexandre Rios Bergantinhos, militante de BRIGA

– Teresa Rua, Cooperativa Xoaninha

– Participantes na greve do metal em Vigo

22.00 Pregom com Lidia Senra

22.15 Concerto

– Les Moreaus (Bretanha)

– Kogito (GZ)

– Trapalhada (GZ)

– Dj Doctor Mandanga (Ska, punk, pachanga, rumba…)