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Luitemos pola socializaçom dos meios: Sem comunicaçom popular nom há poder popular nem socialismo

Quarta-feira, 1 Julho 2009Um Comentário

Gonzalo Gómez

Os meios privados ou corporaçons da informaçom e a propaganda, bem como os meios informativos manejados polos governos burgueses, som instrumentos para a imposiçom da hegemonia ideológica e cultural do capitalismo.

Som, decerto, ao mesmo tempo, instrumentos para a conversom da informaçom em mercadoria. Com a propriedade dos meios, manipulam a tal «mercadoria» a conveniência da sua classe social, restringem o seu valor de uso aos interesses e aos limites da toleráncia do capital.

Por isso nom respeitam parámetros éticos e morais, nem os mais elementares critérios de protecçom da saúde psíquica. Os donos das televisons metem-se nas casas através do pequeno ecrám e roubam a educaçom dos filhos às famílias e à naçom, para os converterem em mercado de consumo e em escravos mentais inconscientes, manejados como um grande rebanho social.

Desta maneira, privam a comunicaçom de sua condiçom de serviço público e de sua condiçom de direito humano, direito colectivo e difuso. Na realidade, deixa de ser comunicaçom para se converter em fluxo unilateral de informaçom direccionada segundo as apetências e requerimentos dos capitalistas, da classe que utiliza essa «comunicaçom» para exercer e multiplicar seu domínio.

Os donos dos grandes meios ou empresas da informaçom som também os donos dos bancos, de redes monopólicas industriais e comerciais, latifúndios. Costumam ser membros, sócios ou correias de transmissom das correntes multinacionais que manejam a informaçom no mundo como o imperialismo bem entender.

Cá, sabemos do empório financeiro, industrial e comercial que representa o Grupo Cisneros, proprietário de Venevisión, ligado com interesses e investimentos nos Estados Unidos e noutras potências. Este grupo estivo metido até o pescoço no golpe de Estado do 11 de Abril de 2002 contra o Governo Bolivariano do presidente Chávez.

O canal Globovisión já é «emblemático», como cabeça do golpismo e da ultraderecha na Venezuela. Foi umha das principais ferramentas da conspiraçom golpista nessa oportunidade e na paralisaçom-sabotagem petroleiro, em todos os sentidos. Os seus donos som banqueiros (Banco federal) e tenhem todo o tipo de negócios. Ainda está recente o caso das carrinhas Toyota monopolizadas por Zuloaga (um dos magnatas de «Globoterror»), que mostra os meandros das suas ramificaçons «comerciais». A descoberta no jardim da residência do Sr. Zuloaga, presidente da direcçom do canal, de 24 carros de luxo vendidos entre as suas diferentes empresas para o provocar o aumento dos preços, mostra que além de conspirar, andam envolvidos em tremendas fraudes aos consumidores. Nom esqueçamos que o nome de outros proprietários de Globovisión, como Mezerhane (do Federal) estivo unido ao caso do mortal atentado terrorista contra o promotor Danilo Anderson, que vinha investigando a rede de apoio ao golpe de Estado. De maneira que o tema dos meios é vital para a defesa e triunfo da revoluçom e para a construçom do socialismo. Tal como há que passar da propriedade capitalista dos meios de produçom à propriedade social, o mesmo teremos que fazer com os meios de comunicaçom. Essas ferramentas devem estar ao serviço da classe trabalhadora e dos sectores populares, dos camponeses, dos nossos indígenas, da nossa juventude. Nom ao serviço do lucro particular, da manipulaçom e do golpismo, dos inimigos da independência nacional. Com os meios de comunicaçom nas maos dos capitalistas e sem meios de comunicaçom nas maos do povo, será sumamente difícil ou impossível defender e fazer triunfar a revoluçom para edificar a nova cultura humanista e socialista.

Nom basta com termos uns quantos meios alternativos. Nom resolve o problema termos televisons estatais manejadas por servidores públicos e vulneráveis ao burocratismo. Trata-se de construir um sistema público nacional em maos das comunidades, dos organismos do Poder Popular, dos trabalhadores, dos camponeses, da juventude, das organizaçons que luitam polos direitos da mulher, de quem se desenvolve na esfera da arte, da cultura, da educaçom, da ciência e do desporto… As televisons e rádios do Estado devem estar abertas ao controlo e à auditoria social. Devemos dotar-nos de centros integrais de comunicaçons e de imprensa, com todos os recursos disponíveis, em correspondência proporcional com as necessidades de comunicaçom dos diferentes sectores, organizaçons e movimentos do povo. Incluindo as telecomunicaçons e a Internet.

Há que semear rádios e televisons acessíveis aos trabalhadores nas grandes empresas nacionalizadas. Há que o fazer nas comunas que se vam criando. As imprensas do Estado devem estar ao alcance das organizaçons populares, sindicais, culturais, do povo. Porque sem comunicaçom operária e popular nom haverá poder popular. E sem poder operário e popular nom vai haver socialismo. Para isto, precisamos de organizaçom e mobilizaçom, mediante a constituiçom de Comités de Comunicaçom e de Utentes, a criaçom e consolidaçom de meios comunitários e alternativos. Mas precisa-se de medidas revolucionárias, dirigidas a pôr os meios em maos dos trabalhadores e o povo. E também algumhas reformas que vaiam abrindo o caminho, para avançarmos para o objectivo. A Reforma da Lei de Telecomunicaçons deve ser um dos próximos passos a dar, para reduzir ou inclusive eliminar a exploraçom comercial do espaço radioeléctrico e consolidar sua básica funçom social, como garantia do exercício dos direitos humanos e liberdades, relacionados com a informaçom, a expressom e a comunicaçom.

Outra tarefa urgente é parar os pés ao descarado papel golpista dos meios privados, exercendo o controlo social. Os meios privados actuam com a maior impunidade e em frente disto o Estado deve cumprir com as suas responsabilidades, sem ceder à chantagem nem temer a «sacrossanta» propriedade privada. Neste sentido, é muito valiosa a iniciativa dos movimentos sociais que apresentárom um Recurso de Amparo contra os donos de Globovisión por violaçom de Direitos Humanos.