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República Galega

Quinta-feira, 25 Junho 2009Um Comentário

Xavier Moreda

No dia 25 Julho de 1979, umha chamada Assembleia de Parlamentares galegos constituía-se, de acordo com o artigo 151 da Constituiçom Espanhola de 1978. Tinha as competências para elaborar e aprovar o projecto de autonomia. Acordou nomear uma comissom composta por 16 representantes de partidos com e sem representaçom parlamentar para elaborar um primeiro texto. Conheceu-se como o Estatuto dos 16.

4 de Dezembro de 1979 foi convocada em Vigo umha manifestaçom de assistência multitudinaria. A manifestaçom foi um protesto contra um estatuto de segunda ordem em relaçom aos estatutos da Catalunha e Euskadi, as outras duas “nacionalidades históricas”.

Ano após ano, durante 30 desde a aprovaçom do Estatuto, foi perdendo valor testemunhal. Foi na teoria a recuperaçom dos direitos confiscados polos franquistas em 1936 no inicio do genocídio, em aquele outro plebiscitado polo povo galego. O Estatuto para muitos dos críticos e dos que ocupam postos transitórios nom passa de um negócio, um momento para acumular capital de qualquer tipo e gozar de inúmeros privilégios que incluem as mais diversas formas de nepotismo. A corrupçom é variada. Estilos diversos provinciais sem muita cautela que mantenhem as dinastias politicas que herdam, como corresponde no regime bourbónico, mordomias e clientelismo.

O Estatuto serviu como carta branca para legitimar personagens ligados ao regime franquista para finalmente permitir que chegassem ao poder os partidários de Fraga.

Fica patente, mais umha vez nestes episódios normalizados por umha democracia fictícia, como em muitos outros, que ainda nom fechamos o velho ciclo da ditadura franquista (a Transiçom sem fim!). Ela continua aí, pronta para a ofensiva, para a repressom. Agora os perfilhados fraguistas pretendem continuar o genocídio lingüístico, como parte do Genocídio Galego iniciado 20 de Julho de 1936.

Os esbirros, mantidos polo “Estado democrático”, polo regime Bourbónico travestido de parlamentar, já nom podem fusilar, nem metralhar, porém podem usar outras formas de intimidar. Nom podem mais torturar  a vontade (mas torturam às escondidas!) – como gostariam – continuam a impor a sua ordem, dentro da sociedade com porta-vozes fala-barato como Santiago Dominguez, colaboracionista mediático. Santiago Domínguez, “alcalde acidental” de Vigo polo BNG em ausência do titular, Abel Caballero (PSOE), fijo umha “condena sem paliativos” do que chamou “actos violentos” dos trabalhadores: “nom é bom para a cidade nem para os trabalhadores dar esta imagem de vandalismo” (sic), atribuindo os confrontos a umha suposta falta de “serenidade” dos obreiros do metal. Também como nas comunidades rurais, por meio da força militar reprimindo sem subtilezas pola “benemérita” como há uns dias em Ponte Areias. Mais de 40 efectivos da Unidade de Intervençom da Guarda Civil acabárom de carregar violentamente contra a vizinhança de Canedo que ocupava as obras ilegais para a construçom dumha rotunda na sua paróquia.

“O corpo armado espanhol despejou o acampamento pola força e também praticou várias detençons. Entre as sete pessoas detidas, está o membro da Direcçom Nacional de NÓS-UP e Responsável Comarcal do Condado Abraám Alonso Pinheiro e o dirigente vicinal Luis Pardo.”

O que assusta é que isto poda ser o anuncio do que poderá vir depois das próximas eleiçons municipais. Nengum desafio é suficientemente grande para as capacidades opressoras dos grandes repressores dirigidos por “delegados do governo: vicerreis, e dos grandes fala-baratos. Nada consegue encher a sua auto-estima. Alcaldes como o de Ponte-Vedra nom fam absolutamente nada pola retirada de ENCE da ria.

Som fascistas ou covardes os que calam ou tenhem a coragem cínica de dizer que o movimentos e os protestos nom tenhem legitimidade. Dentre outras barbaridades, da normalizaçom do populismo de terceira via: Berlusconiana, à moda de Paco Vazquez e conseqüentemente neofascista como Rosa Diez, é cada dia maior incluso nas filas da inesquerda autonomista que nom modificou em absoluto o franquismo sociológico, herança de pedra inacabada como a cidade maldita no Gaiás. No cansativo discurso da realidade, na linguagem emerdada, contaminada desde o clube errado da classe média mais virtual do que real a que crem ou desejam pertencer os e as políticas medíocres. Potencia-se e surge o discurso reaccionário dos que tendo no seu próprio programa a criaçom de umha distribuiçom territorial derivada da tradicional e histórica -natural por  conseqüente- comarcal, para a que nom movêrom um dedo nos quatro anos de bipartido por temor a perder despachos trampolim.

O discurso pailám do alcalde de Ponte-Vedra tem mais a ver com Xan das bolas e com o complexo provinciano-capitalino de Casino provinciano e de “Boton de ancla”, aquele filme franquista de guarda-marinas.

As declaraçons que precedêrom à convocatória de manifesstaçom Pontevedra capital, obviedade que tem a ver com a distribuiçom territorial vigorante desde 1833 ideada por Javier de Burgos sobre os limites dos antigos reinos peninsulares, baseando-se na ideia jacobina centralizadora e em certo modo igualitária do nouvelle regime surgido da revoluçom francesa.

Todo tem a ver com os prémios e castigos dos que esquecem a procedência quando som eleitos e com a nossa história mais recente e nunca resolvida.

A Corunha cidade à que Paco Vazquez fixo assumir aquela milonga de “cidade de serviços” que demonstrou ser o início desafinado da corrupçom orquestrada polo pailám maior do reino agora em Roma, no exílio dourado concedido aos colaboracionistas, ainda traidores, negacionistas por omissom, renegados!

A irresponsabilidade dum alcalde do BNG é maior quando o seu próprio partido propiciava, ou propicia? a distribuiçom comarcal e a supressom das Deputaçons.

Galiza necessita ser um Estado forte. Umha República com umha distribuiçom territorial derivada da comarcal que hoje em dia tem mais a ver com essa realidade que chamam em linguagem transfronteiriça, e que nom é mais que a historia teimosa do antigo reino de Galiza, a regiom Galiza-Norte de Portugal: um acordo que devera ser entre a República Galega e o Estado português e nunca um reconhecimento desde a corte de Montepio: sede da franquia colaboracionista do regime bourbónico.

As capitais administrativas nom sempre tenhem a ver com a realidade económica política e social, olhem para Vigo, “perla de la Corona” segundo dixo Fraga, pérola que manipulam ou tentam manipular, criando delegaçons do que for e administraçons irreais. Ser capital nom é um prémio, mas umha conseqüência das necesidade da distribuiçom territorial para um melhor funcionamento de toda a naçom e nunca devem ser criadas em detrimento das outras cidades mais velhas ou mais novas. A modernizaçom de Galiza nom passa por nengum tipo de centralizaçom artificiosas por sacrossanta que for. E menos polo aumento das administraçons multiplas e paralelas sem conteúdo real.

É preciso mudar a mentalidade provinciana. É preciso ostracizar aos administradores como parte da franquia eleitoral que representem em nome dos partidos estatais e do BNG como partido que assume posturas direitistas desde a sua geografia na inesquerda colaboracionista ou simplesmente autonomista.

É mais necessário do que nunca a prática da democracia directa, só possível a partir dos próprios concelhos. Há que dissolver urgentemente as deputaçons para fortalecer os concelhos para que tenham o seu valor como administraçom directa do povo com o povo. Só assim é possivel a democracia participativa. Já nom valem os representantes como intermediários com solidez se esta solidez significa administradores que normalizam a corrupçom com mentalidade neocolonial, com maneiras colaboracionistas multiplicando cada vez mais os cargos de designaçom directa.

Vivemos numha “democracia” vigiada no regime bourbónico. No entanto, nom ignoramos que o ideal de democracia directa permanece presente para valorizar na prática os direitos das naçons a decidir, para conformar a futura República Galega.