Intensa campanha mediática em auxílio da burguesia e contra a luita operária no sul da Galiza
O conflito entre o proletariado metalúrgico do sul da Galiza e a cúpula empresarial do sector está a deixar ao léu o poder da burguesia e como recorre a diversas vias para tentar vender a sua ideologia e neutralizar a luita operária. A mais evidente é o envio de forças policiais de choque para tenter expulsar das ruas os milhares de manifestantes que reivindicam um novo convénio; porém, nom é a única. A utilizaçom dos meios de comunicaçom é um complemento ideal para o desgaste do movimento operário mediante a tentativa de criminalizaçom e descrédito da sua justa luita.
Assim está a ser feito no caso das mobilizaçons em Vigo e no sul da Galiza. Tertúlias radiofónicas, telejornais, editoriais jornalísticas, artigos de opiniom e crónicas manipuladas fam parte do arsenal ideológico com que os servidores da burguesia querem quebrar a unidade operária e a solidariedade do povo trabalhador com os companheiros e companheiras metalúrgicas.
Sirvam como exemplo as palavras de umha opinadora profissional nos microfones da rádio pública galega num dos últimos dias de greve, afirmando sem rubor que ela mesma comprovou, sendo de Vigo, que nas manifestaçons havia pessoas “demasiado novas” para ser trabalhadoras, e inclusive “vindas de fora” da Galiza, insinuando a ligaçom basca que nunca falta na hora de criminalizar o movimento popular.
As acusaçons de “vandalismo”, a ocultaçom dos efeitos das agressons policiais nos corpos dos trabalhadores e trabalhadoras agredidas, o destaque da autodefesa operária apresentada como simples delinqüência, a contagem milionária de gastos supostamente causados polas e polos manifestantes, evitando umha análise mais realista que parta de considerar a responsabilidade empresarial pola sua intransigência, ou policial polos seus ataques ao direito de manifestaçom.
Políticos apoiam empresários
Se a Junta do PP carece de qualquer complexo no aberto apoio da posiçom empresarial, o delegado do governo espanhol na Galiza, Antón Louro, responsável pola repressom e o espancamento de manifestantes, justificou abertamente essa violência de origem institucional, condenando e atribuindo a resistência activa das e dos obreiros de Vigo a ‘sectores minoritários’. Numha tentativa clara de ganhar a direcçom sindical à causa colaboracionista, Louro tenta isolar o que está a ser umha combatividade generalizada entre as massas, como parte de umha estratégia clássica por parte das instituiçons pró-capitalistas.
Todo vale para combater o exemplo e impedir que frutifique, e na estratégia patronal intervém também a ala esquerda do sistema, com o BNG a participar plenamente da linguagem criminalizadora e a apoiar o monopólio do exercício da violência polas forças repressivas espanholas. O caso de Santiago Domínguez, dirigente local do Bloque em Vigo, é paradigmático, insultando os obreiros e obreiras e defendendo a violência policial. Numha tentativa de manter algum crédito entre a audiência eleitoral mais de esquerda, o mesmo BNG utiliza a sua secçom juvenil para “vender” hipocritamente um discurso “solidário” em paralelo.
No lado oposto, é fundamental que o movimento popular apoie a luita operária do metal viguês como batalha estratégica da nossa classe, que reforce a motivaçom do povo trabalhador para as luitas que vam vir e o vacine contra as falsas saídas do reformismo e o pacto social defendido polas expressons políticas da “esquerda” pró-sistema: PSOE, BNG e IU.
Juventude trabalhadora apoia luita metalúrgica e greve geral
A juventude trabalhadora e independentista agrupada em BRIGA difundiu um comunicado em que fala dos “milhares de trabalhadores e trabalhadoras das fábricas do caminho do Caramuxo e Alto de Puxeiros e dos estaleiros Vulcano, Barreras, Armón, Freire, Cíes ou Metalships”, e da justa reivindicaçom do berro de “Metal, Soluçom!”. BRIGA defende a “tomada de Barreras, ondem tivo lugar umha dura e exemplar luita contra as forças represivas”.
Denunciando a criminalizaçom mediática, BRIGA considera necessária a continuidade da luita até vencer a intransigência patronal, fazendo com que através desta luita o nosso povo trabalhador avance em direcçom a umha greve geral.












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