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A diferença está na mula. De “cuatro estupideces” a onze

Sexta-feira, 5 Junho 20092 Comentários

Iago Barros

O “jornalista” espanhol Carlos Herrera acabou de contribuir para a propaganda da nossa campanha nacional “Na Galiza, ensino só em galego”, com umha crítica pública. Agradecemos o gesto desinteressado de colaborar para a difusom dos nossos objectivos, mas em honra da verdade, queremos matizar os seus comentários para corrigir incaut@s. Para isto, recolhemos textualmente o parágrafo do seu último artigo de opiniom na publicaçom El Semanal, de grande difusom e acessível à leitura por milhons de cidadaos do Estado, e nem só:

“Una tercera. Me entero por la web PeriodistaDigital de que un comando de violentos individuos que responden al nombre colectivo de Asociación Estudiantil de Esquerda Universitaria Agir reventó una clase de Económicas que impartía el muy ácrata e ilustrado profesor gallego Miguel Cancio por el simple hecho de estar utilizando el español como ‘lengua vehicular’, que se dice ahora. Yo, de los gilipollas de Agir, no me metería mucho con Miguel Cancio, pero allá cada cual. Semejantes energúmenos, los mismos que impidieron una conferencia en Santiago de María San Gil, argumentan que aquel que imparte clases en idioma español es un represor. Lo dice un tal Iago Barros, portavoz de estos otros borrachos matones. Con la complicidad de los correspondientes y muy timoratos rectores españoles, todos estos grupos de mamarrachos que pelan los cacahuetes con los dedos de los pies campan a sus anchas en las universidades españolas metiendo miedo al que no se ajuste a su estrecha franja mental.”

1. Respeito à denominaçom, Herrera comete um erro que se vem repetindo constantemente nos meios de comunicaçom burgueses. A devandita “Asociación Estudiantil de Esquerda Universitaria Agir” nom existe. Desconhecemos as razons que justificam a dificuldade dos jornalistas espanhóis para denominar correctamente a nossa organizaçom. Chamamo-nos AGIR, sem mais. Por certo, nom som siglas. É um verbo que significa “obrar”, “actuar”. Existe também noutras línguas como a italiana ou a francesa.

2. Respeito da apreciaçom de “violentos individuos”, nom temos muito que precisar, embora nom creamos que seja a definiçom mais correcta para nos introduzir no texto. Propomos ao Carlos Herrera outras consideraçons como “independentistas”, “socialistas” ou o simples e mui ‘a la española’, “separatistas”.

3. Respeito da qualificaçom de “gilipollas”, de válido uso segundo as regras da Real Academia Española de la Lengua, preferimos nom entrar a valorizá-la, permitindo ao prestigioso jornalista expressar mais umha vez as suas apreciaçons sobre nós com inteira liberdade. Nom obstante, devemos assinalar que gostávamos de umha categorizaçom menos genérica e mais honesta vindo do senhor, tal como “rojos de mierda”. Cuidamos que transladaria mais sinceramente a sua opiniom, deixando-o mais tranquilo, sem cair em vaguidades como a do termo gilipollas.

4. Respeito da advertência de nom “nos metermos muito” com Cancio, apenas assinalamos que desconhecemos a exactitude da mesma, solicitando mais precisom por se se tratar de umha ameaça verídica.

5. Respeito de María San Gil, cuidamos que o autor refere os factos acontecidos em Fevereiro do ano passado. Queremos apenas concretizar que nom se impediu a tal conferência, se bem esta se desenvolveu com certas dificuldades graças aos assobios de várias dezenas de estudantes.

6. Respeito das palavras atribuídas a Iago Barros, entendendo que se refere a um membro da nossa Direcçom Nacional (há mais Iago Barros neste país), e tendo-o consultado com ele, nom nos consta que o companheiro transmitisse a Herrera tal consideraçom: a de que “aquel que imparte clases en idioma español es un represor”. De facto, e considerando que o popular jornalista centra a sua crítica no acontecido com o professor Cáncio há umha semanas, nom existe nengumha vinculaçom entre o carácter repressor do professor de económicas e a nossa campanha da língua. O boicote produzido foi-no por tratar-se dum professor de sona na nossa universidade, que ministra aulas numha faculdade particularmente desgaleguizada, na qual ele reproduz activamente a situaçom de marginalidade do galego.

7. Quanto ao facto de assinalar com nomes e apelidos o companheiro, rogariamos o Carlos Herrera figesse um esforço por nom individualizar as luitas do estudantado da esquerda independentista nem favorecer o assinalamento a pessoas concretas a partir de páginas nas quais nom se concede resposta nem legitimidade à pessoa indicada.

8. Respeito da denominaçom de “borrachos”, queríamos lembrar que somos umha organizaçom de estudantes. Desconhecemos as fontes que o Carlos Herrera tem respeito dos hábitos de consumos líquidos da nossa militáncia. Em qualquer caso, e por se tratar de um tema sensível, rogamos nom se recorra a estes apelativos para identificar colectivos, sim existentes, de pessoas com problemas de adiçom alcoólica. Colectivos, além do mais, geralmente anónimos. Se bem é certo que a intoxicaçom etílica é desgraçadamente freqüente entre estudantes da Galiza actual, em nengum caso é este problema social o cerne da nossa autoorganizaçom.

9. O apelativo de “matones”, achamos é inacaído.

10. Quanto à frase “mamarrachos que pelan los cacahuetes con los dedos de los pies”, interessaria-nos saber qual é a imagem mental que precedeu à expressom escrita desta ideia verdadeiramente circense.

11. Por último, queremos esclarecer que duas galinhas nom som o mesmo que várias galinhas e umha mula. Para quem nom o souber, este último conjunto de animais foi o escolhido por Miguel Cancio, na sua época de estudante universitário, para boicotar um acto reitoral. Se a diferença entre um “ácrata e ilustrado profesor” e um “grupo de mamarrachos” está na mula, agradecemos também a iniciativa de Herrera e tomamos nota. Procuraremos, na próxima visita, ser mais ambicios@s (ácratas e ilustres segundo Herrera) e nom ficarmos nas galinhas.

Nota: A ironia deste artigo nom obsta para o lógico e digno sentimento de desprezo para o conjunto de editoriais, jornais e jornalistas, que obtenhem importantes rendas por comercializar ou escrever até 11 estupidezes numhas poucas linhas.