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O monumental fracasso do podemismo

Quarta-feira, 3 Fevereiro 2021

Carlos Morais

Após um ano no governo, a charlatanaria de Pablo Iglesias padece um cada vez maior desgaste.

Aquela atrativa demagogia populista que inicialmente tentou opropriar-se de Marx, só pretendia vaziá-lo do seu conteúdo revolucionário e aproximar a ingenuos que pensam que mediante cómodos atalhos, sem esforço, suor, lágrimas e sangue, se pode alterar a dominaçom, opressom e exploracom a que está submetido o povo trabalhador.

Daquela oportunista, teatral e cínica manipulaçom de “tomar o céu por assalto”, o vicepresidente segundo do governo socia-liberal espanhol, passou a rebaixar objetivos, sempre em aras de lograr o realmente possível.

Nessa segunda etapa prometia nas entrevistas dos meios progres de [des]informaçom, a nacionalizaçom de setores estratégicos [Bankia, elétricas, farmaceuticas, …].

Veu a pandemia, e promoveu com pomposa retórica progre, mediante umha bateria de medidas nunca aplicadas, a salvaçom dos trabalhadores e das camadas intermédias em risco de depauperaçom. Mas a realidade mais umha vez confirmou que só contribuiu a engordar os lucros do grande capital. Os ERES e o salário mínimo vital que praticamente ninguem recebe, só cumpre a funçom de amortecer as contradiçons.

Da “alerta antifacista” a normalizar o terrorismo voxiano.

As disparatadas propostas que anuncia o laboratório ministerial da caldeirada de modismos multifeministas, só serve para fornecer de muniçom ao discurso da extrema-direita. Nem umha só medida para aliviar e melhorar as condiçons de vida das trabalhadoras!

De questionar a monarquia bourbónica e defender umha Espanha republicana, a apresentar e/ou apoiar iniciativas parlamentares sem percorrido algum, de simples lavado de cara dessa família que age como umha organizaçom criminal.

Estes dias deu um salto qualitativo discursivo, ao reconhecer publicamente que carece de apoios suficientes para implementar mudanças de fundo no ámbito económico e social, na defesa das liberdades democráticas e direitos básicos do povo trabalhador.

Quicás a única grande verdade que tem manifestado nos últimos anos!

Embora é umha verdade parcial. No caso de ter vontade, nom só carece de apoios políticos para desenvolver umha morninha e inofensiva política neokeynesiana. Carece do instrumento para lográ-lo: um partido de massas com capacidade de mobilizaçom e pressom popular. Hoje Podemos é um cascarom vazio, umha superestrutura de cargos públicos, liberados e assesores, que só aspiram a perpetuar-se, um lobby dos nenos “pijos” daquela geraçom pequebu procedente das juventudes “comunistas” que, à primeira ocasiom que tivo, abandonou o seu teórico “leninismo” polo mais vulgar e choqueiro parlamentarismo.

Mas, ainda que o tivesse, tampouco avançaria porque o “podemismo” é umha monumental fraude, altamente funcional para a oligarquia, como a quarta pata do regime de 78.

Neste quinquénio agiu como muro de contençom das luitas operárias e populares, como válvula de escape das contradiçons do capitalismo crepuscular, da crise sistémica do pós-franquismo.

O seu fracasso é espetacular em todos os ámbitos. Basta observar o patético Pablo Iglesias -dia sim e dia também-, humilhado polos ministros do PSOE, desautorizado polas políticas do seu Governo, e mesmo sem apoios firmes entre os seus quatro ministros, mais interessados em seguir sendo “díscolos” capatazes do grande capital, que em participar nas “batalhas” artificiais do coletas.

Chegados a este ponto, se ainda tivesse um mínimo de dignidade política e pessoal, forçava unha crise de governo, denunciava com factos que quem realmente governa a Moncloa é a oligarquia, e deixava claro que nom é possível realizar mudanças estruturais sem tombar o regime e o capitalismo. Que é umha simples ilusom!

As reflexons de Lenine no primeiro congresso da Internacional Comunista [1919] seguem sendo indiscutíveis:

“Nom existe meio termo entre a ditadura da burguesia e a ditadura do proletariado. Todos os sonhos dumha soluçom intermédia nom passam de lamentaçons reacionárias de pequeno-burgueses”.