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Controlo social disfarçado de segurança sanitária

Terça-feira, 24 Novembro 2020
Luzia Vazquez
É inegável que a crise sanitária e económica ocasionada pola pandemia da Covid-19, junto com o conjunto de decisons tomadas por parte do governo espanhol e a Junta da Galiza, provoca as suas consequências mais nocivas e violentas contra a classe operária e no conjunto do povo trabalhador.
Pese ao extraordinário dos acontecimentos, nom nos atopamos perante algo qualitativamente mui diferente a umha das crises económicas cíclicas inerentes ao sistema de produçom capitalista, imprescindíveis para a sua perpetuaçom. A oligarquia mundial e as suas sucursais locais aproveitam a oportunidade que lhe brinda a pandemia para aplicar a doutrina do shock.
Noutra palavras, o Regime de 78 capitaneado, nalgumhas ocasions por organizaçons burguesas mais reacionárias, ou por outras mais moderadas, achou nestas circunstâncias a melhor das oportunidades para endurecer a exploraçom do povo trabalhador galego, e dos proletariados do conjunto do Estado espanhol.
As poucas medidas adotadas para amortecer e paliar os efeitos da crise sanitária e económica, como é o caso dos ERTEs após o confinamento estrito de primavera (que nom se chegárom a levar a cabo em muitas ocasions, assim como tampouco o tam cacarejado Ingresso Mínimo Vital), derivam da improvisaçom, som fruto e som aplicados com negligência e ineficácia. Nom som mais que remendos ou soluçons temporárias e erráticas para canalizar o descontentamento, simples válvulas de escape.
Esta segunda vaga de contágios da que se nos fai sentir culpáveis já estava prevista desde o mês de maio, mas os encarregados da gestom pandémica nom procurárom melhorar a capacidade de hospitalizaçom ou os recursos sanitários em nengumha das latitudes da Galiza.
A saúde da maioria nom é de interesse para os grandes donos do país que mesmo recorrem à violência do fascismo nesta situaçom tam propícia para perpetuar as suas posiçons dominantes.
Quando o desemprego e o éxodo forçado massivo que se deram no seio da juventude trabalhadora como consequências derivadas da crise financeira de 2008 nom fôrom ainda paliadas agora já estamos a padecer os danos brutais da crise ocasionada pola COVID-19. Umha devastaçom que parece nom ter fim e, sobretodo, nom tem soluçom justa baixo o sistema capitalista. Este incluso celebra a sangria demográfica enquanto a maioria de falecidos nom pertencem ao setor produtivo.
É a máquina perversa do capitalismo a que acelerou, e mesmo piorou, as condiçons laborais e, com isto, as condiçons vitais da imensa maioria da populaçom mundial (isto é, o proletariado).
O capitalismo salvagem na sua fase crepuscular é também o que provoca que os indivíduos dumha mesma classe, mui prejudicados polas circunstâncias, acabem por confrontarse-se mutuamente, culpando as suas condutas individualistas e adotando umha atitude “policial”. Assim, o sistema consegue desviar o problema estrutural do capitalismo, aliviando pressom sobre a oligarquia espanhola.
O panorama novo que se nos apresenta, consequente da mala gestom da crise sanitária, origina consigo a preparaçom dum marco repressivo ótimo para a perpetuaçom do Regime de 78, no que este procederá à maior destruçom de forças produtivas da sua história que provocará a depauperaçom de amplos contingentes populares e dos setores intermédios.
Prova disto é o chamado “toque de recolher”, umha medida que nom responde a dados epidemiológicos nem sanitários, senom que só busca a reprodutibilidade do capital que nom permitiria um confinamento domiciliário total.
A irracionalidade e incoerência destas novas restriçons que procuram umha sociedade alienada e entregada de maneira total à produçom, som indício de que, quiçais estejamos assistindo ao ensaio da maior estratégia de controlo social da história da humanidade.
Esta sociedade “perfeita” supom umha quantidade inumerável de benefícios para as esferas dominantes e, além disso, propicia o melhor caldo de cultivo para o desenvolvimento do fascismo.
Perante isto, a juventude antifascista galega devemos promover a resistência e o combate popular para fazer frente, combinando todos os métodos de luita.
Nom devemos errar nos verdadeiros responsáveis -sem deixarmos de golpear na casta política dos partidos burgueses-, cumpre bater na voracidade da burguesia incapaz de olhar e defender os interesses das camadas populares submetidas à ditadura do Capital.
Resulta também imprescindível para a mocidade revolucionária da Galiza a tarefa da pedagogia de massas entre os nossos achegados e companheiros de trabalho e de aulas para serem conscientes do verdadeiro rosto do capitalismo como sistema que atenta diretamente contra a vida, e no socialismo como único marco que garante todas as liberdades, verdadeira justiça e desterro absoluto do terrorismo fascista.