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Vox é a ditadura terrorista do capital

Quinta-feira, 23 Julho 2020

Paulo Peres Lago

O fascismo é o ás guardado na manga polas elites económicas dominantes numha altura da história determinada e num lugar concreto.

O desenvolvimento capitalista é desigual segundo as formaçons históricas sociais dos distintos países-naçons. As oligarquias dominantes ou fraçons promovem o nazi-fascismo quando periga a sua insaciável sede de acumulaçom, quando por mor das condiçons de reproduçom da vida material alviscam rebeldias, indignaçom e luitas organizadas contra as duras condiçons económico-materiais que nos querem impor ao povo trabalhador. Revestem nos distintos países formas diferentes segundo as suas particularidades nacionais, sociais e económicas.

O ascenso do fascismo ao poder nom é umha simples mudança de governo, nom é umha simples mudança de umha forma de governó burgués, senom a substituiçom de umha forma de dominaçom que combina consenso e violência por umha ditadura terrorista aberta.

É a bala na recámara que possui a elite económica dominante nessa altura, quando prognosticam no horizonte umha agudizaçom da luita de classes perante umha crise capitalista nom resolvida.

Os avisos e menssagens lançadas mesmo polos ideólogos burgueses, qualificam esta nova recessom a vista como mais grave, aniquiladora e destrutiva que o crack do 29. Eis polo que o fascismo começa a ser a alternativa superadora para a burguesia espanhola. Mas nom para toda. A burguesia vinculada ao PSOE nom está disposta a esta aventura. Mas nom devemos esquecer que todas as fraçons da burguesia -pequena, mediana e grande com as suas matizaçons-, som inimigas históricas e irreconciliáveis da classe obreira no quadro da sociedade de mercado.

É especialmente clarificador um tweet emtido em novembro de 2019 por Juan Carlos Girauta -ex-dirigente de C’S-, [Bueno, Ana Patricia, lo has conseguido, como sueles. !A vosotros no se os tose! Y ahora que Cs ya no es el problema, que tengáis suerte com Vox], para saber de boa mao quem aposta polo fascismo no Estado espanhol. Um destacado segmento da banca e do Ibex 35, a fraçom mais criminal, carronheira e sanguinária, o parasitismo da usura financieira.

É agora quando se torna realidade a definiçom adotada no VII Congrersso da na III Internacional [1935], “O fascismo é o poder do próprio capital financieiro”.

No plano político o fascismo é o ajustamento de contas organizado contra a classe obreira, contra as classes oprimidas e dominadas, contra a inteletualidade e o conhecimento superador da realidade burguesa.

A perseguiçom fanática e violenta dos e das comunistas, sindicalistas, a supressom da democracia, a repressom implacável de toda mostra de oposiçom, conculcaçom de direitos e liberdades, a barbárie étnica e misógina, a subordinaçom completa da classe obreira aos ditados do patronato, a posta em funcionamento e aceleraçom da maquinária repressiva e de extermínio de toda insurgência ou dissidência.

Os antecedentes histórico-económicos que servírom para impor o fascismo em tempos passados, tenhem em comum coincidências no contexto atual de crise económica, social, institucional, cultural e  ecológica. Mas também as possibilidades nestas condiçons de promover a via “golpista”, por isso o fascismo tem também um alto componhente contrainsurgente.

É claro que hoje em dia a tomada do poder polos fascistas nom vai levar o mesmo caminho que no passado, mas vam precisar das mesmas ferramentas, de forças militares e repressivas, dos aparelhos judiciais, das igrejas, dos meios de comunicaçom. Com este aparelhos de dominaçom física, ideológica e cultural, aproximam umha parte do povo trabalhador mais despolitizado e setores da pequena burguesia “assustados”. Conseguindo certa legitimaçom política que o Estado burgués lhe outorga, após ter sido fertilizando o terreno com os cortes de direitos e liberdades, via reforma laboral, lei mordaça, perseguiçom policial e judicial do antifascismo, a total permissividade e proteçom dos fascistas.

Cada declaraçom de dirigentes de Vox ou dos seus acólitos deve por em estado de alarma todo aquele que se considere democrata. Com um discurso racista, misógino, anti-inmigrante, demagogo, extremadamente chauvinista espanhol, defensor a ultrança da familia “tradicional”, culto ao uniforme, à bandeira e a épica do sangue, defesa das tradiçons mais arcaicas e rançosas, dos valores mais ultracatólicos e reacionários, combinado com medidas de corte populista no plano politico-social.

Vox é umha expressom século XXI do nacional-catolicismo franquista, é a conexom política do exército, polícia, guarda civil, juizes, fiscais, órgaos da justiça e serviços privados de segurança, subsidiados por grandes grupos económicos e financieiros do Ibex 35, que tenhem a sua origem no franquismo, quando atingírom umha das épocas mais grandiosas de acumulaçom de lucro por mor da sobre-exploraçom e o escravagismo que caraterizava a ditadura.

O fascismo que eclosiona sem complexos, nom é um fenómeno novo. Sempre estivo ai ao longo das últimas quatro décadas. É resultado dos ignominiosos pactos da “transiçom”, que só maquilhárom o franquismo numha democracia parlamentar burguesa.

Porém, o seu novo imaginário coletivo hegemónico, articula-se à volta da bandeira bourbónica, da “estanqueira” dos vencedores na guerra de classes de 1936-1939.

Nom só devemos combater o seu discurso maniqueio e demagógico, devemos combater os seus símbolos, que representam e sintetizam o projeto oligárquico, antagónico com os interesses do conjunto das classes trabalhadadoras deste cárcere de povos chamada Espanha

Nom subestimemos, nom banalizemos, nem ridiculizemos o fascismo.

Deve ser combatido com tenacidade, unidade, firmeza e coragem.

Esta é a realidade que nos quererám impor e por isso cumpre organizar-se, nom valem meias tintas, olhemos o passado.